sábado, 6 de março de 2021

Condenada a mulher de escarlate

Apocalipse 17 descreve a carreira criminosa de Babilônia, mas também revela como ela terminará. O julgamento da grande meretriz, o tema da visão, é o ato culminante no grande drama dos séculos e representa o triunfo final de Deus, de Sua verdade e de Seu povo!

A mulher "vestida de púrpura e de escarlata", "montada numa besta escarlate", deu "a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição", e o mundo se embriagou com suas falsas doutrinas (Apocalipse 17:2-4; 14:8).

Milhões de pessoas têm sido enredadas na perdição pelos ensinamentos mentirosos de Babilônia, todas elas almas preciosas pelas quais nosso Senhor Jesus morreu.

Em face do iminente juízo divino contra Babilônia, Deus faz um último apelo para aqueles dentre o Seu povo que ainda estão em suas fileiras:

"Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos; porque os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou dos atos iníquos que ela praticou." (Apocalipse 18:4-5).

Ao lembrar dos atos iníquos de Babilônia, mencionados em Apocalipse 17:2 a 6, Deus Se lembra das aflições de Seu povo e intervém em seu favor!

Deus jamais esquece Sua igreja. Independentemente das provas e perseguições pelas quais temos de passar, o Senhor prometeu estar conosco todos os dias até o fim (Mateus 28:20)!

O termo "lembrar", quando aplicado a Deus, significa que Ele está prestes a "retribuir a cada um segundo as suas obras" (Apocalipse 22:12, cf. Gênesis 8:1; Salmo 106:45; Oseias 9:9, etc.). No caso da grande meretriz, Deus Se lembra dos crimes que ela praticou e suas consequências e retribui de acordo (18:6-8).

A declaração do anjo em Apocalipse 18:4 e 5 é uma ampliação da breve declaração feita no capítulo 16:19 em conexão com a sétima praga: "E lembrou-se Deus da grande Babilônia para dar-lhe o cálice do vinho do furor da sua ira".

Apocalipse 17 e 19 explicam o que significa o ato de Deus lembrar-se de Babilônia, isto é, em que consiste ou como se consumará o juízo divino contra ela.

Ambos os capítulos revelam duas etapas no julgamento da grande meretriz, as quais correspondem aos dois últimos flagelos de Deus contra Babilônia (Apocalipse 16).

Na primeira (Apocalipse 17), Deus usa a liderança política como instrumento para executar a sentença contra a liderança religiosa da união entre os dois poderes. Em outras palavras, Deus emprega as forças civis que apoiam a mulher contra ela mesma, de modo a causar sua ruína. Isso se cumpre durante a sexta praga (16:12).

Na segunda etapa (Apocalipse 19), nosso bendito Redentor, Jesus Cristo, representado como um cavaleiro triunfante que "se chama Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça" (verso 11), vence a besta, o falso profeta e seus exércitos e sela para sempre seu destino juntamente com o dragão (versos 19 e 20; 20:10). O quadro que este capítulo apresenta desenvolve a visão sobre a batalha do Armagedom em Apocalipse 16:13 a 16. Isso se cumpre durante a sétima praga (16:17-21).

Na primeira etapa da sentença divina, a meretriz, que afirma ser a igreja verdadeira, é a primeira a ser julgada, pois foi dela e de suas associadas que partiu a iniciativa de aproximação e diálogo com o lado político para formar uma união contra Deus e Seu povo.

A besta subiu do abismo pela última vez a fim de unir-se à "Babilônia, a grande" e promover sua agenda assassina contra o povo de Deus. Agora os mesmos governantes políticos que ela usou para perseguir os seguidores de Cristo participam da execução da sentença divina contra ela!

Disse o anjo intérprete:

"Os dez chifres que viste e a besta, esses odiarão a meretriz, e a farão devastada e despojada, e lhe comerão as carnes, e a consumirão no fogo." (Apocalipse 17:16).

Esse será o início do fim para esta Jezabel escatológica "embriagada com o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus" (verso 6), que "a si mesma se glorificou e viveu em luxúria" e disse de si mesma: "Estou sentada como rainha. Viúva, não sou. Pranto, nunca hei de ver!" (18:7).

Assim como Deus usou os amantes de Israel como instrumentos para castigar Seu povo e satisfazer Sua justa indignação (Jeremias 4:30; Ezequiel 16:35-42; 23:9, 22), assim Deus usará os amantes de Babilônia para que levem a cabo o castigo da grande meretriz, de modo que a justiça seja plenamente satisfeita (Apocalipse 18:6-7).

A reviravolta na relação da besta e dos chifres com a mulher cumpre os desígnios de Deus.

"Porque em seu coração incutiu Deus que realizem o seu pensamento, o executem à uma e deem à besta o reino que possuem, até que se cumpram as palavras de Deus." (Apocalipse 17:17).

Há uma clara correspondência linguística e temática entre o castigo da meretriz do tempo do fim e o castigo do Israel apóstata no Antigo Testamento:

  • "odiarão a meretriz, e a farão devastada e despojada" encontra em Ezequiel 16:39 seu antecedente.
  • "devorarão suas carnes" corresponde à predição de Elias em II Reis 9:36 a respeito de Jezabel, rainha de Israel.
  • "e a consumirão no fogo" alude ao castigo na lei de Moisés em Levítico 21:9 para a filha de um sacerdote que cometesse prostituição.

Além de revelar a natureza da apostasia nos últimos dias, essa correspondência teológica entre o Israel apóstata e a igreja apóstata do tempo do fim revela a natureza do juízo contra a prostituição espiritual. Deus mostra como atuará no futuro revelando como Ele atuou no passado!

A destruição de Babilônia será completa e definitiva. Em Apocalipse 18:21 a 23 se diz seis vezes que ela não será mais. Aos antigos apoiadores, em quem ela depositou sua confiança, restará testemunhar sua vergonhosa ruína (versos 9-17).

O secamento do rio Eufrates

Como mencionamos acima, essa primeira etapa do julgamento da grande meretriz corresponde à sexta praga em Apocalipse 16:12.

"Derramou o sexto a sua taça sobre o grande rio Eufrates, cujas águas secaram, para que se preparasse o caminho dos reis que vêm do lado do nascimento do sol."

Naturalmente, esse rio não é literal, assim como a Babilônia do tempo do fim não é literal. A sexta praga se distingue das demais justamente por sua linguagem altamente simbólica, extraída da história do antigo Israel.

De fato, o profeta Isaías descreveu o rei da Assíria, ferrenho inimigo de Israel, como "as águas do Eufrates", que, transbordando, "penetrarão em Judá, inundando-o... até ao pescoço" (Isaías 8:7-8).

Aqui, o profeta emprega o Eufrates como símbolo de um inimigo hostil que atacará Israel. Trata-se de um inimigo ativo, que investe contra Israel até o ponto de "inundar" toda a nação.

Esse é o significado teológico do Eufrates; o rio simboliza os inimigos do povo de Deus.

Em contraste com a figura do transbordamento, o secamento do rio Eufrates deve representar uma condição inversa nas forças inundantes dos inimigos de Deus, condição que prepara o caminho para os reis que vêm do oriente.

Para confirmar essa conclusão, precisamos encontrar um antecedente no Antigo Testamento que contemple essa circunstância.

Em Isaías 41:2 lemos:

"Quem suscitou do Oriente aquele a cujos passos segue a vitória? Quem faz que as nações se lhe submetam, e que ele calque aos pés os reis, e com a sua espada os transforme em pó, e com o seu arco, em palha que o vento arrebata?"

O verso 25 diz que Deus suscitaria esse rei "do Norte", "desde o nascimento do sol".

Esta é a primeira referência a um rei triunfante vindo do norte ou oriente. Observe que a ênfase do profeta não está no rei, mas em Quem o suscitou.

Em Isaías 44:26 a 28 descobrimos mais alguns detalhes acerca desse rei, incluindo seu nome e as circunstâncias singulares de sua carreira vitoriosa:

"[Eu sou o SENHOR,] que confirmo a palavra do meu servo e cumpro o conselho dos meus mensageiros; que digo de Jerusalém: Ela será habitada; e das cidades de Judá: Elas serão edificadas; e quanto às suas ruínas: Eu as levantarei; que digo à profundeza das águas: Seca-te, e eu secarei os teus rios; que digo de Ciro: Ele é meu pastor e cumprirá tudo o que me apraz; que digo também de Jerusalém: Será edificada; e do templo: Será fundado."

A profecia trata da libertação de Israel do cativeiro babilônico por meio de um rei procedente do oriente e suscitado pelo próprio Deus. Um século e meio antes da queda de Babilônia, Isaías predisse a maneira como a inexpugnável cidade cairia e o nome do rei que realizaria tal proeza!

Note que Deus chama Ciro de "meu pastor". Essa é uma menção significativa. Descreve Ciro como um tipo ou prefiguração de nosso Senhor Jesus Cristo na obra de libertar Seu povo do domínio da Babilônia no tempo do fim.

Deus também chama Ciro de "seu ungido", do hebraico mashiach (Messias, Strong #4899), outro nome que prefigura o papel messiânico de Cristo (do grego Christos, Ungido, Strong #5547), que foi ungido pelo Espírito Santo para realizar Sua obra redentora em favor do mundo (Isaías 61:1; Lucas 4:18; Atos 10:38).

Comentando sobre Isaías 44:28, Hans K. LaRondelle observa em Uma Luz Maior Sobre o Armagedom, p. 106:

Isaías mencionou apenas Ciro, não usando a palavra "rei", mas "ungido". Mas quando Ciro veio e tomou Babilônia, ele ainda não era rei – era o general do rei Dario I. Portanto, ele veio com um grande exército dos medos e dos persas. Nestes exércitos havia muitos reis. Isso fez de Ciro "o rei dos reis" – reis que vinham do norte e dirigiam-se para Babilônia a fim de destruí-la.

Jeremias 51:11 diz explicitamente:

"Aguçai as flechas! Preparai os escudos! O Senhor despertou o espírito dos reis dos medos; porque o seu intento contra a Babilônia é para a destruir; pois esta é a vingança do Senhor, a vingança do seu templo."

Como Ciro – o pastor e ungido de Deus – e os reis medos executariam a vingança do Senhor contra Babilônia? A sentença divina é clara: "que digo à profundeza das águas: Seca-te, e eu secarei os teus rios"!

O profeta Jeremias também faz referências a esse secamento, através do qual Deus vinga a causa de Seu povo:

"A espada virá sobre as suas águas, e estas secarão; porque a terra é de imagens de escultura, e os seus moradores enlouquecem por estas coisas horríveis." (Jeremias 50:38).

"Pelo que assim diz o Senhor: Eis que pleitearei a tua causa e te vingarei da vingança que se tomou contra ti; secarei o seu mar e farei que se esgote o seu manancial." (Jeremias 51:36).

Babilônia era a cidade que habitava "sobre muitas águas, rica de tesouros" (Jeremias 51:13). A prosperidade de Babilônia dependia em grande medida do rio Eufrates.

Note que a linguagem é a mesma em Apocalipse 17:1: “[a] grande meretriz... se acha sentada sobre muitas águas”. Isso significa que a declaração inspirada de João encontra seu antecedente teológico em Jeremias 51:13!

Ciro não podia tomar Babilônia por meios convencionais. Os imensos muros da cidade eram impenetráveis. Ele então desviou as águas do Eufrates para que os soldados pudessem entrar em Babilônia por sob os portões nos muros da cidade (veja Isaías 45:1!).

Segundo o Manual de Conhecimentos Úteis, de Gaspar de Freitas (11ª edição, 1935, p. 71), Ciro, e mais tarde, Dario, destruíram parte da muralha externa de Babilônia e levaram os portões de bronze para a Pérsia (veja o verso 2!).

O secamento do rio Eufrates determinou a queda de Babilônia nas mãos de Ciro e dos reis medos! A cidade caiu sem batalha e "naquela mesma noite" (Daniel 5:30-31), "num momento", exatamente como predito pelos profetas de Deus (Isaías 47:9, 11; Jeremias 50:44; 51:8).

A queda de Babilônia abriu o caminho para a libertação de Israel e seu retorno para Jerusalém!

Nos últimos dias, a igreja de Cristo – "os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus" (Apocalipse 14:12) – estará sob o domínio de uma Babilônia espiritual, identificada como uma mulher sedenta de sangue (17:6).

Como a Babilônia histórica, a Babilônia espiritual está "sentada sobre muitas águas" (verso 1). Mas há uma diferença. Estas "águas", ou o "rio Eufrates", "são povos, multidões, nações e línguas" (verso 15), a fonte de prosperidade da Babilônia do tempo do fim.

Essa massa humana que permanece em Babilônia, uma vez seduzida pelos falsos sinais e incitada por seus líderes, odiará o povo de Deus, a ponto de procurar matá-lo (Apocalipse 13:15), acreditando estar com isso tributando culto a Deus (João 16:2-3).

Assim, essa multidão, como a força de um rio transbordante que penetra tudo, tentará afogar o povo de Deus. Nesse momento, Deus mesmo intervirá.

"Num momento", Deus secará esse rio transbordante para "[preparar] o caminho dos reis que vêm do lado do nascimento do sol", ou do oriente (Apocalipse 16:12)!

A sexta praga tem íntima relação com Apocalipse 17.

A primeira evidência dessa relação é que o anjo intérprete, que acompanha João na visão, é um "dos sete anjos que têm as sete taças" (verso 1).

O tema da visão é "o julgamento da grande meretriz que se acha sentada sobre muitas águas", ou sobre o "rio Eufrates", símbolo das nações do mundo que se uniram à Babilônia espiritual e promovem sua causa contra o povo de Deus.

Em Isaías 8:7 e 8, o rio Eufrates (o rei da Assíria) transborda e procura afogar Israel. Esse é o quadro apresentado em Apocalipse 17.

Como Deus secará o transbordante "rio Eufrates" do tempo do fim?

A resposta está no verso 16:

"Os dez chifres que viste e a besta, esses odiarão a meretriz, e a farão devastada e despojada, e lhe comerão as carnes, e a consumirão no fogo."

As nações estavam unidas à meretriz. À medida que percebem que a causa dela está perdida (Apocalipse 14:8; 18:2), passam a odiá-la. Esse é o "secamento do Eufrates" sob a sexta praga; o "secamento" ou a perda de apoio das forças civis inundantes!

Os reis que vêm do oriente

A queda de Babilônia prepara o caminho para os reis que vêm do oriente.

Quem são estes reis?

Em Apocalipse 19:11 a 13 lemos:

"Vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O seu cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça. Os seus olhos são chama de fogo; na sua cabeça, há muitos diademas; tem um nome escrito que ninguém conhece, senão ele mesmo. Está vestido com um manto tinto de sangue, e o seu nome se chama o Verbo de Deus."

Não há dúvida de que João se refere aqui a nosso Senhor Jesus Cristo. Ele é apresentado como um guerreiro celestial que “se chama Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça" em favor de Seu povo (veja também Daniel 12:1)!

Agora note o que diz Apocalipse 19:14:

"e seguiam-no os exércitos que há no céu, montando cavalos brancos, com vestiduras de linho finíssimo, branco e puro."

Nosso amado Redentor não voltará sozinho! Ele estará acompanhado dos exércitos celestiais, de toda a hoste angélica, a corte do reino de Deus!

Como membros da realeza do Céu, os anjos têm coroas, da mesma forma que os vinte e quatro anciãos vestidos de branco que estão diante de Deus (Apocalipse 4:4) e os remidos (II Timóteo 4:8; Tiago 1:12; I Pedro 5:4; Apocalipse 2:10; 3:11)!

Cristo vem, portanto, com muitos "reis", mas Ele é o Rei dos reis, o Ciro maior! Cristo e toda a Sua casa real vêm para libertar os santos do domínio de Babilônia e levá-los de volta à Jerusalém celestial!

E eles vêm do oriente!

É significativo que o antigo tabernáculo e o templo na visão de Ezequiel estivessem voltados para o oriente (Êxodo 27:13-15; Ezequiel 40:6).

Moisés e Arão, que eram símbolos de Cristo, acampavam-se ao oriente do tabernáculo (Números 3:38).

A tribo de Judá, da qual descendia Cristo, acampava-se no lado oriental do acampamento de Israel no deserto (Números 2:3).

E o profeta Ezequiel viu a glória de Deus enchendo o templo vinda "do caminho do oriente" (Ezequiel 43:2-5).

Lucas 1:78 se refere a Jesus como o "sol nascente" que desceu das alturas para redimir a humanidade, um cumprimento de Malaquias 4:2:

"Mas para vós outros que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça, trazendo salvação nas suas asas; saireis e saltareis como bezerros soltos da estrebaria."

O próprio Senhor Jesus descreveu Sua vinda como o relâmpago que "sai do oriente e se mostra até no ocidente" (Mateus 24:27).

E João viu o anjo encarregado de selar com o selo de confirmação e proteção os que já pertencem a Cristo subindo "do nascente do sol", ou seja, do oriente (Apocalipse 7:2)!

Devemos, pois, fixar os olhos da fé não no Oriente Médio, mas no oriente celestial, de onde vêm nossos libertadores, à frente dos quais está Jesus Cristo, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, o Ciro dos últimos dias!

O julgamento da grande meretriz nos traz uma mensagem de esperança!

Quando o povo de Deus for declarado justo por meio da graça de Cristo; sim, quando Seu povo for completamente coberto pela perfeita e imaculada justiça de nosso bendito Salvador, os poderes do mal serão julgados e condenados e o grande conflito entre a luz e as trevas estará terminado!

Hoje Cristo nos chama das trevas para a luz, do erro para a verdade, da desobediência para a obediência, da Babilônia espiritual para a Jerusalém celestial. Se ouvirmos a Sua voz e O aceitarmos como nosso Senhor e Mestre, o triunfo de Deus, de Sua verdade e de Seu povo será também nosso triunfo!


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