quinta-feira, 22 de abril de 2021

Nações enfurecidas, um sinal do tempo do fim

O Comando Estratégico dos EUA (USSTRATCOM) é um dos onze comandos unificados do Departamento de Defesa. Localizado na Base da Força Aérea de Offutt, próxima de Omaha, Nebraska, o USSTRATCOM integra e coordena a capacidade de comando e controle militar tanto defensiva como ofensiva. Em outras palavras, trata-se do comando estratégico mais importante dos Estados Unidos.

Referindo-se aos potenciais adversários da América, o USSTRATCOM postou a seguinte mensagem em sua conta no Twitter na última terça-feira (20 de abril):

"O espectro do conflito hoje não é linear nem previsível. Devemos considerar a possibilidade de o conflito resultar em condições que podem levar rapidamente um adversário a considerar o uso nuclear como sua opção menos ruim".


O tuite foi feito no mesmo dia em que o comandante do USSTRATCOM, almirante Charles Richard, advertiu a Comissão de Serviços Armados do Senado de que as capacidades nucleares da China têm crescido rapidamente e podem estar, pela primeira vez, operacionais.

"Não consigo passar uma semana sem descobrir algo que não sabíamos sobre a China", disse o almirante aos senadores, ao lado do general James H. Dickinson, comandante do Comando Espacial dos Estados Unidos, que também declarou que a China está entre suas principais preocupações militares, à medida que o país avança na tecnologia militar espacial.

A menção ao uso nuclear como uma opção menos ruim em um potencial conflito chama a atenção e revela o grau de animosidade que tem dominado as relações entre o Ocidente e o Oriente.

Se nossa compreensão sobre Daniel 11:40 estiver correta, ou seja, que o confronto descrito neste verso se refere a um futuro conflito ideológico que será decisivo em seus efeitos, é provável que estejamos na iminência de uma guerra de proporções globais que poderá mudar radicalmente o mundo.

Segundo esse entendimento, o "rei do Sul" de Daniel 11 representaria, no contexto do tempo do fim, um poder ateísta, semelhante ao Egito (Êxodo 5:2) e à França revolucionária (Apocalipse 11:8), que usará seu ateísmo militante para tentar subverter a hegemonia do "rei do Norte" fundada nos valores judaico-cristãos.

Neste caso, a atual disputa ideológica entre Estados Unidos e China e seus respectivos aliados seria um evento de interesse profético cujo desfecho prepararia o caminho para as condições descritas em Apocalipse 13:1-17.

Seja como for, o fato é que o mundo está vivendo uma crescente tensão geopolítica envolvendo atores com "o dedo no gatilho" e vários pontos de inflamação, em cumprimento das palavras de nosso Senhor Jesus em Mateus 24 e nos Evangelhos paralelos.

Apocalipse 11:18 também nos lembra que, antes do grande Dia do Senhor, as nações estarão enfurecidas, e esse furor aumentará à medida que os servos de Deus forem selados (7:1-3). Quando este processo de santificação e confirmação dos que pertencem a Cristo estiver concluído, os anjos de Deus cessarão de conter os ventos impetuosos das paixões humanas, e o mundo mergulhará em uma angústia final sem precedentes (Daniel 12:1).

Nunca foi tão importante manter íntima comunhão com Cristo e, pela fé, acompanhar os movimentos finais de nosso Intercessor na obra de redenção e juízo no santuário celestial, de maneira que não sejamos envolvidos pelas trevas que cobrirão os habitantes da terra quando Cristo deixar a sede de operações no Céu.

Com informações do ZeroHedge.

Se você gostou desta postagem e quer apoiar o nosso trabalho, não esqueça de divulgá-la em suas redes sociais. Você também pode contribuir com este ministério clicando no botão abaixo. Sua doação permitirá que o evangelho eterno alcance muito mais pessoas em todo o mundo, para honra e glória de nosso Senhor Jesus. Que Deus o abençoe ricamente!

quarta-feira, 14 de abril de 2021

Sobre a crise, as vacinas e o Grande Reset

A liberdade é derivada da soberania do indivíduo, sem a qual uma sociedade ordenada e livre não pode existir.

Por isso, os Fundadores dos EUA incluíram na Constituição vários freios e contrapesos para proteger a soberania pessoal da ambição política. Eles sabiam que a tendência de abusar do poder político está profundamente enraizada na mentalidade daqueles que detêm o monopólio da força.

Com efeito, os cidadãos se veem diante da obrigação de impor restrições constitucionais a si mesmos e a seus governantes e de organizar instituições civis para garanti-las e salvaguardá-las.

Afinal, como Thomas Jefferson observou, o princípio "de que o governo geral é o juiz exclusivo da extensão dos poderes que lhe são delegados nada mais é que despotismo, já que o critério de quem administra o governo seria a medida de seus poderes, e não a constituição".

Os Fundadores, porém, não foram ingênuos a ponto de presumir que uma barreira de papel manteria a soberania pessoal e a liberdade seguras para sempre. Responsabilidade e liberdade andam de mãos dadas.

Se a história e a experiência nos servem de guia, é preciso reconhecer que os direitos individuais são um bem demasiadamente frágil para ser considerado renovável, garantido e resistente a todos os ataques. A tirania, por outro lado, é sempre mais resiliente e prolífica.

Desde o seu nascimento, o sistema democrático tem sido definido pelo caráter de seus cidadãos e só pode continuar existindo se estes forem suficientemente diligentes e vigilantes para preservá-lo. E uma vez que o sistema constitucional é administrado por instrumentos humanos imperfeitos, o dever de vigiar se impõe com maior força.

Contudo, em meio à uma pandemia que teima em não ceder, o cidadão, inseguro e apreensivo quanto ao futuro, tem renunciado ao dever de preservar sua autonomia e liberdade em troca de segurança. Iludido pela ideia de que mais intervenção governamental pode restituir a normalidade, ele não hesita em dar mais poder a seus governantes, os quais certamente aproveitarão seu medo em benefício próprio.

É assim que o critério de quem governa se torna a medida de seus poderes, e não a constituição. Esse é o ponto em que nos encontramos agora.


Hoje, o governo decide onde e quando, o que e como. Os únicos direitos que o cidadão têm são aqueles que o governo permite. É o fim da soberania pessoal e da liberdade, pois quando os direitos individuais são retirados é quase impossível reavê-los.

A esse respeito, um juiz federal da Pensilvânia observou:

Em uma emergência, mesmo um público vigoroso pode baixar a guarda sobre suas liberdades constitucionais apenas para descobrir que as liberdades, uma vez renunciadas, são difíceis de recuperar e que as restrições – embora oportunas em face de uma situação de emergência – podem persistir muito tempo depois que o perigo passou.

O isolamento generalizado de toda a população é uma inversão tão dramática do conceito de liberdade em uma sociedade livre que chega a ser quase presumivelmente inconstitucional.

O ano de 2020 viu uma onda de restrições governamentais e limites às liberdades individuais em consequência da pandemia. Em 2021, os impactos das políticas públicas em resposta a novas crises tendem a exacerbar ainda mais esse quadro.

Na Inglaterra, por exemplo, novas leis contra o coronavírus deram ao governo poder para regular várias formas de interação social e familiar, incluindo até mesmo relações sexuais (!), enquanto na Escócia, cidadãos insatisfeitos podem denunciar seus vizinhos à polícia. Em Aberdeen, policiais entraram em uma casa e prenderam a família, depois que um vizinho reclamou que "havia gente demais lá dentro".

Mas a política de vacinação talvez seja o exemplo mais representativo dessas violações dos direitos constitucionais por parte de governos cada vez mais inflados e invasivos.

Veja, não estou discutindo se a vacina é segura ou se você deve ou não tomá-la. A decisão é uma questão de consciência.

Minha preocupação diz respeito a como essa política de saúde afeta nossa liberdade, pois ser vacinado está se tornando rapidamente uma condição para recuperar direitos básicos de cidadania, e isso é um problema.

Pessoas que se recusarem a ser vacinadas podem ser privadas do direito de viajar, trabalhar ou mesmo se reunir com outras pessoas. Significa que, para exercer esses direitos básicos, a pessoa deve tomar a vacina e, além disso, comprovar que foi vacinada mediante um certificado válido de imunidade ou "passaporte de vacinação".


Arthur L. Caplan, professor de bioética da Universidade de Nova York, em uma entrevista à CNN, resumiu bem do que se trata: "Com um certificado [de imunidade à] Covid, você vai ganhar liberdade, vai ganhar mobilidade e vou sugerir que provavelmente você conseguirá certos empregos".

Em outras palavras, sem certificado de vacinação, sem liberdade, sem mobilidade e sem trabalho. É um bom argumento para encorajar as pessoas a se vacinarem.

"Algumas pessoas ainda não têm certeza se querem tomar a vacina, mas se você prometer a elas mais mobilidade, mais capacidade de conseguir um emprego, mais capacidade de viajar, esse é um incentivo muito poderoso para realmente obter uma vacinação mais completa".

Bem-vindo à sociedade irracional de adultos infantilizados que dependem dos estímulos e cuidados paternais do governo para com eles!

Num esforço de promover a aceitação dos passaportes da imunidade do coronavírus (e, potencialmente, de qualquer outra futura doença ameaçadora), as pessoas têm sido convencidas pela propaganda de massa (que ainda influencia a forma como o público percebe os acontecimentos) de que tal exigência não passa de um inconveniente com o qual logo se acostumarão e que, no fim, será vantajoso para elas. Os passaportes são inevitáveis, dizem, e as pessoas devem se habituar com eles, pois destinam-se a protegê-las da disseminação da Covid-19.

Naturalmente, para que a aceitação seja alcançada, fomentar o medo se torna um recurso indispensável. Ameaças podem resultar em conformidade, juntamente com o desejo íntimo de um retorno às atividades consideradas normais. Uma pesquisa constatou que a ampla maioria dos britânicos agora apoia os "passaportes de vacina" obrigatórios para frequentar bares, usar o transporte público ou até mesmo cortar o cabelo.

Devo lembrar a meus leitores que a liberdade pressupõe o direito de rejeitar a obrigatoriedade por questão de consciência, não de apoiá-la. Um sistema que categoriza pessoas e determina quais atividades lhes são legalmente permitidas com base na condição de terem sido ou não vacinadas representa um ataque à liberdade.

Não obstante, passaportes de vacinação serão exigidos para que as pessoas façam coisas que antes eram básicas e que costumavam fazer sem a necessidade de expor seus registros pessoais de saúde.

Mas os problemas vão muito além disso. A erupção do vulcão La Soufriere na pequena ilha caribenha de São Vicente tornou-se o palco dramático das implicações mais assustadoras da exigência de um passaporte de imunidade.

Em meio a cortes de fornecimento de energia e de água e com o sol encoberto por um enorme manto de cinzas, os cerca de 16.000 ilhéus diretamente em risco estão sendo informados de que somente os que tomaram a vacina contra a Covid-19 poderão ser resgatados!

O primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves, disse a repórteres em uma coletiva de imprensa no sábado (10/04) que apenas pessoas vacinadas poderiam ser evacuadas em navios: "O oficial médico-chefe deve identificar as pessoas já vacinadas para que possamos embarcá-las". Ao mesmo tempo, as nações insulares de Barbados, Granada, Antígua e Santa Lúcia aceitarão somente refugiados totalmente imunizados.

Como observou Tyler Durden, do ZeroHedge:

O governo está essencialmente dizendo à sua população em pânico para tomar a vacina ou enfrentar a morte pelo desastre natural em curso e pela rápida deterioração das condições na pequena ilha. As vacinas estão criando uma sociedade de duas camadas, com a classe inferior da população não vacinada presa na ilha, preparando-se para a próxima grande erupção.

Você já deve ter percebido para onde a coisa toda caminha.

Da simulação à realidade

Em outubro de 2019, o Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês), em parceria com o Johns Hopkins Center for Health Security e a Bill & Melinda Gates Foundation, conduziu um "exercício de simulação de alto nível para preparação e resposta à pandemia" chamado Evento 201.

A simulação ocorreu pouco antes da pandemia real de Covid-19 e foi justificada pelo "número crescente de epidemias nos últimos anos, com cerca de 200 eventos anuais", com "uma probabilidade cada vez maior de um desses eventos se tornar uma ameaça global... que representaria perturbações para a saúde e a sociedade e causaria perdas econômicas anuais".

A julgar pela descrição, não deixa de ser curioso como exercícios de simulação às vezes parecem preceder eventos reais. Mais importante, no entanto, é observar quem são os patrocinadores desse tipo de evento e em que consiste a sua agenda.

Uma rápida olhada em outra simulação semelhante, o Cyber Polygon 2020, pode nos dar algumas informações. Esse exercício também previu uma catástrofe global, porém na área de segurança cibernética, e uma nova edição está programada para 9 de julho deste ano.


Em um extenso artigo sobre essa simulação, Johnny Vedmore e Whitney Webb escreveram o seguinte (os destaques são meus):

O exercício ocorre vários meses depois que o WEF, a "organização internacional para a cooperação público-privada" que conta com a elite mais rica do mundo entre seus membros, anunciou formalmente seu movimento por um Grande Reset, que envolveria a transição coordenada para uma Quarta Revolução Industrial na economia global, em que trabalhadores humanos se tornarão cada vez mais irrelevantes...

Novos sistemas econômicos com suporte digital e em parceria com ou administrados por bancos centrais são uma parte fundamental do Grande Reset do WEF, e tais sistemas seriam parte da resposta para controlar as massas dos recém-desempregados. Como alguns têm observado, esses monopólios digitais, não apenas serviços financeiros, permitiriam que aqueles que os controlam "desligassem" o dinheiro de uma pessoa e o acesso aos serviços se esse indivíduo não cumprir certas leis, mandatos e regulamentos.

O WEF tem promovido e criado ativamente esses sistemas e, mais recentemente, passou a chamar seu modelo preferido de "capitalismo de partes interessadas". Embora anunciado como uma forma mais "inclusiva" de capitalismo, o capitalismo das partes interessadas basicamente fundiria os setores público e privado, criando um sistema muito mais parecido com o corporativismo fascista de Mussolini do que qualquer outra coisa.

Não obstante, como observam os autores, para que o novo sistema substitua o atual em declínio, este deve de alguma forma colapsar totalmente, e seu substituto deve ser promovido de modo que as massas o vejam como um sistema melhor.

Quando as pessoas mais poderosas do mundo, como membros do WEF, desejam fazer mudanças radicais, crises convenientemente emergem - seja uma guerra, uma praga ou colapso econômico -, as quais permitem uma "reinicialização" do sistema, que é frequentemente acompanhada por uma transferência massiva de riqueza para cima.

Logo após a crise COVID-19 se agravar em março passado [2020], [Klaus] Schwab [fundador e presidente do WEF] observou que a crise pandêmica era exatamente o que se precisava para lançar o Grande Reset, pois serviu como um catalisador conveniente para iniciar uma revisão das economias, da governança e da sociedade em escala global.

Não é preciso especular a esse respeito, e o leitor interessado em ler o artigo de Vedmore e Webb na íntegra descobrirá muito mais acerca dessa agenda conspiratória.

Para os propósitos deste post, no entanto, será suficiente mencionar que a Ernst and Young, uma das maiores empresas de serviços profissionais do mundo, esteve representada no Cyber Polygon 2020 por sua parceira em segurança cibernética, Jacqueline Kernot, que discutiu com Hector Rodriguez, vice-presidente sênior da Visa, como se preparar para ataques cibernéticos.

Ernst and Young e Visa, ao lado de outras corporações vinculadas ao WEF, como a Salesforce [uma empresa americana de software], estão bem representadas no exclusivo Conselho para o Capitalismo Inclusivo do Vaticano. O Conselho, assim como o WEF, clama pela reconstrução do sistema econômico, para que seja mais "sustentável", "inclusivo" e "dinâmico", "aproveitando o poder do setor privado".

Não é de admirar, então, que o Grande Reset do Fórum Econômico Mundial e a elite corporativa que compõe o Conselho para o Capitalismo Inclusivo pautem sua agenda compartilhada nos conceitos católicos de "justiça social" e "bem comum". A ideia de um sistema econômico inclusivo nos moldes da Doutrina Social Católica nada mais é do que coletivismo disfarçado de capitalismo, algo sobre o qual planejo escrever oportunamente.

Esse sistema coletivista supostamente inclusivo, que na prática significa riqueza crescente para poucos e igualdade econômica nivelada por baixo para os demais, nada tem em comum com uma sociedade livre, fundada nos princípios da autorrealização pessoal, do engajamento colaborativo voluntário e da preocupação caridosa com a vida alheia.

A propósito do Grande Reset, Michael Rectenwald, do Mises Institute, escreveu:

As características chinesas que o Grande Reset visa reproduzir em conexão com o capitalismo ocidental se assemelhariam ao totalitarismo do Partido Comunista Chinês. Isso exigiria uma grande redução dos direitos individuais – incluindo direitos de propriedade, liberdade de expressão, liberdade de movimento, liberdade de associação, liberdade de religião e o sistema de livre empresa como o entendemos.

Dito de outra forma, esse arranjo nada mais é do que uma espécie de neofeudalismo. No período feudal, a igreja foi a maior proprietária de terras [1] e, num sistema de divisões sociais claramente marcadas, era quase impossível a uma pessoa que não pertencesse às classes superiores elevar sua condição. [2]

Ao contrário do que era lógico esperar, a Igreja foi o principal adversário da emancipação dos servos, e há muitos indícios de que as ordens religiosas eram os mais severos entre os latifundiários, no sentido de se apegar a seus direitos e defender a manutenção das condições feudais. [3]


Em "Isto não é uma teoria conspiratória", observei acerca do Conselho para o Capitalismo Inclusivo com o Vaticano que nunca é demais desconfiar de ideias bem-intencionadas quando seus promotores são aqueles que controlam o mundo corporativo, financeiro e religioso.

O que me parece bastante evidente é que esse grande projeto de dominação global – com um apelo  mais sonoro à medida que as crises se tornam um poderoso argumento para a mudança – tornará a vida do povo de Deus muito difícil quando for implementado.

E não devemos duvidar de que isso aconteça, pois Apocalipse 13 e 17 antecipam um futuro muito mais distópico do que imaginou Aldous Huxley em Admirável Mundo Novo.

Enquanto testemunhamos a construção da estrutura que permitirá à Roma papal retomar a posição que teve durante os séculos de ferro da Igreja, rogo a Deus que despertemos de nosso sono e sejamos mais diligentes em nosso preparo individual e na salvação das almas a perecer. Nada pode ser mais importante do que isso.

Notas e referências

1. Leo Huberman, História da Riqueza do Homem, 17ª edição. Rio de Janeiro: Zahar, 1981, p. 22.

2. Ibid., p. 54.

3. Ibid., p. 56 e 57.

Se você gostou desta postagem e quer apoiar o nosso trabalho, não esqueça de divulgá-la em suas redes sociais. Você também pode contribuir com este ministério clicando no botão abaixo. Sua doação permitirá que o evangelho eterno alcance muito mais pessoas em todo o mundo, para honra e glória de nosso Senhor Jesus. Que Deus o abençoe ricamente!

sábado, 27 de março de 2021

Esperança em meio à calamidade

Um ano depois, e nos encontramos agora no pior momento da pandemia, com milhares de pessoas em nosso país morrendo diariamente devido à Covid-19 e muitas outras por falta de acesso a um sistema de saúde fragilizado que opera além de sua capacidade.

Nenhuma estatística é capaz de mensurar a dimensão exata dessa tragédia, que chegou até nós com força e tem vitimado, inclusive, os que estão na linha de frente da pregação do evangelho, enquanto outros ainda lutam pela vida em leitos de UTI.

Muitas pessoas estão sofrendo. Muitos de nosso povo estão sofrendo.

Os que demonstram pouca empatia e emoção agem assim não porque se adaptaram ao "novo normal"; tinham pouca empatia antes e continuam tendo pouca empatia agora.

Infelizmente, isso não é menos verdade no que diz respeito aos formadores de opinião ainda apegados à sua forma nada peculiar de promover o reino de Deus; mesmo quando os resultados mostram que sua metodologia é profundamente falha, eles continuam a acreditar que estão certos. Nisso se manifesta sua falta de afeição.

As circunstâncias me fazem lembrar de quando a terra de Israel foi ferida com pestilência por causa do pecado de Davi em recensear o povo (I Crônicas 21), algo que não era prerrogativa do rei (ver Números 1:1-18; 26:1-2) e que foi motivado pelo desejo de seguir os costumes nacionais dos povos pagãos.

Setenta mil haviam sido mortos pela peste em Israel, e a destruição ainda não havia atingido Jerusalém, quando

Levantando Davi os olhos, viu o Anjo do Senhor, que estava entre a terra e o céu, com a espada desembainhada na mão estendida contra Jerusalém; então, Davi e os anciãos, cobertos de panos de saco, se prostraram com o rosto em terra. (I Crônicas 21:16).

Reconhecendo sua culpa, Davi assumiu a responsabilidade da ordem para o censo e pleiteou com Deus a favor de Israel (verso 17):

Não sou eu o que disse que se contasse o povo? Eu é que pequei, eu é que fiz muito mal; porém estas ovelhas que fizeram? Ah! Senhor, meu Deus, seja, pois, a tua mão contra mim e contra a casa de meu pai e não para castigo do teu povo.

O povo não era menos culpado perante Deus, pois, nas palavras de Ellen G. White, "eles próprios tinham acariciado os mesmos pecados que determinaram a ação de Davi" (Patriarcas e Profetas, p. 554.1). Pelo erro de Davi o Senhor puniu os pecados de Israel.

Não estou sugerindo um paralelo entre esse relato e nossa situação atual, embora certamente não sejamos mais recomendáveis aos olhos de Deus do que nossos antepassados da fé. O ponto aqui é a atitude de Davi e dos líderes de Israel diante da crise.

Uma peste tão terrível requeria que o rei se humilhasse perante Deus e clamasse ao Senhor para que a retirasse do meio de Seu povo. Mas ele não estava sozinho: os anciãos, líderes em Israel, se uniram ao rei na atitude penitente e contrita face à calamidade, e Deus ouviu, perdoou e deteve o mal.

O que quero dizer é que a crise que enfrentamos hoje exige de nós mais do que momentos pontuais de oração recheados de música popularesca e sermões pouco expressivos, frequentemente desconectados da realidade. Requer-se de nós um espírito diferente, semelhante ao de Davi e dos anciãos de Israel: humilhação, arrependimento, confissão e abandono do pecado, porque os tempos são maus.

No Dia da Expiação, todo israelita necessitava afligir sua alma diante de Deus, isto é, proceder a um solene exame de consciência, a fim de certificar-se de que nada se interpunha entre ele e o Senhor no dia do julgamento (Levítico 16:29; 23:27).

Se tivesse pecados não confessados ou acariciados, ou se desconsiderasse algum aspecto das instruções de Deus para esse dia, a pessoa não resistiria à prova do juízo de investigação e, consequentemente, seria banida de Seu povo (23:29).

Se a obediência e exame de coração eram para todo o israelita pré-requisitos indispensáveis na antiga cerimônia anual da expiação, muito mais são para nós hoje, visto que nosso Sumo Sacerdote está decidindo a sorte eterna de cada pessoa na obra derradeira de expiação no santuário celestial (Apocalipse 14:6-7).

Em face de tão solene e decisiva obra – cujas movimentações finais se refletem nas múltiplas crises que o mundo enfrenta –, o Senhor Jesus não pode aceitar menos do que isto: um constante abrir de alma ao Senhor, com fervorosas súplicas, jejuns, diligente estudo da Palavra de Deus e vívido interesse pelas almas a perecer.

Sob inspiração divina, o profeta Joel expôs os dez mandamentos do verdadeiro avivamento espiritual e o senso de urgência e abnegação que deve caracterizar o povo de Deus nestes tempos desafiadores:

  1. Tocai a trombeta em Sião.
  2. Promulgai um santo jejum.
  3. Proclamai uma assembleia solene.
  4. Congregai o povo.
  5. Santificai a congregação.
  6. Ajuntai os anciãos.
  7. Reuni os filhinhos e os que mamam.
  8. Saia o noivo da sua recâmara, e a noiva, do seu aposento.
  9. Chorem os sacerdotes, ministros do SENHOR.
  10. E orem: Poupa o teu povo, ó SENHOR.

Essa é a receita de Deus para Sua igreja, e ela nunca foi tão necessária como agora. Em II Crônicas 7:14, o Senhor promete:

Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.

Cristo nos dá todas as razões de que precisamos para cumprir as condições que Ele estabeleceu em Sua promessa. Foi Ele quem levou sobre Si os nossos pecados, ressurgiu triunfante da morte e ministra hoje como nosso Sumo Sacerdote e Juiz à destra de Deus em Seu santuário. Ele é o único caminho, o único remédio para nossa condição aflitiva.

Acheguemo-nos, portanto, a Ele em plena certeza de fé e com inteiro propósito de coração, cumprindo as condições de Sua promessa, a fim de que o Senhor traga perdão, cura e reavivamento para Seu povo. Quem sabe não é para se chegar a este bendito resultado, que o Senhor tem permitido a presente crise até que tenha lugar uma decidida reforma?

Se você gostou desta postagem e quer apoiar o nosso trabalho, não esqueça de divulgá-la em suas redes sociais. Você também pode contribuir com este ministério clicando no botão abaixo. Sua doação permitirá que o evangelho eterno alcance muito mais pessoas em todo o mundo, para honra e glória de nosso Senhor Jesus. Que Deus o abençoe ricamente!

segunda-feira, 22 de março de 2021

Repetindo o Pentecostes

Por Mark Finley, Adventists Affirm 

Minha esposa e eu moramos na Inglaterra por vários anos e frequentemente passávamos as tardes de domingo em Londres visitando os locais históricos. Londres é uma das cidades mais fascinantes do mundo, com suas magníficas Casas do Parlamento, a Abadia de Westminster, a Torre do Relógio Big Ben e a mundialmente famosa London Bridge.

Conta-se a história sobre um pobre mendigo que, muitos anos atrás, sentou-se no final da London Bridge arranhando miseravelmente um velho violino. O pobre idoso tentava inutilmente pedir alguns centavos aos transeuntes, mas ninguém parecia se importar com sua música – se é que se podia chamar de música. O rosto decaído do mendigo apenas revelava a tristeza de seu coração.

Um estranho bem vestido que estava de passagem repentinamente parou e voltou para ouvir o idoso, cujos olhos cansados procuraram no rosto do estranho um traço de caridade. Em vez do centavo que o idoso esperava, o estranho pediu seu violino e disse que o ajudaria com uma melodia. Os dedos rígidos e dormentes passaram suavemente sobre o velho instrumento. As mãos habilidosas o afinaram cuidadosamente e começaram a tocar uma melodia magnífica. Logo as pessoas pararam para ouvir. A multidão era pequena no início, mas depois cresceu. A música era irresistível. A densa multidão agora aglomerava-se no final da London Bridge, parando o tráfego. Uma moeda de prata após a outra era jogada na caixa aberta do violino do idoso. Cada vez mais alto, mais alto e mais alto, a música vinha do velho violino até irromper em uma melodia arrebatadora. O comentário se espalhou rapidamente pela multidão: "É a mão do mestre. É Paganini tocando o velho violino do mendigo!"

Quero responder como aquele velho violino nas mãos do Mestre para que minha vida seja uma música celestial. Quando o Espírito Santo assume o controle de nossas vidas, Ele faz coisas incríveis. Como um instrumento nas mãos do Mestre, o Espírito fará mais por nossas vidas do que podemos imaginar.

A Bíblia prediz que haverá um poderoso avivamento espiritual nos últimos dias. O Espírito Santo será derramado em poder pentecostal, e o evangelho será proclamado rapidamente em todo o mundo. Deus trabalhará rapidamente para terminar Sua obra.

Deus nos deu estas duas promessas poderosas:

Mateus 24:14: "E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim."

Romanos 9:28: "Porque o Senhor cumprirá a sua palavra sobre a terra, cabalmente e em breve."

O diabo entende essas profecias, portanto, antes da segunda vinda de Jesus, ele trabalhará com todo o seu poder. Ele manifestará seus maiores enganos. Por meio de um falso avivamento religioso de sinais, maravilhas e milagres, o diabo enganará milhões. Não obstante, um poder incomum de baixo exigirá um grande poder do alto. Satanás trabalha, mas Deus trabalhará com muito mais poder.

O último livro da Bíblia descreve a revelação final da glória de Deus nestas palavras:

Apocalipse 18:1: "Depois destas coisas, vi descer do céu outro anjo, que tinha grande autoridade, e a terra se iluminou com a sua glória."

Neste último grande avivamento, o Espírito Santo será derramado com todo o poder. O evangelho se espalhará rapidamente pelo mundo, e multidões responderão à pregação da Palavra de Deus. Milhares compartilharão as palavras de vida com seus vizinhos e encontrarão corações receptivos esperando para receber a verdade.

A Bíblia se refere a esse poderoso avivamento como o derramamento da Chuva Serôdia. Os termos chuva temporã e serôdia faziam parte do ciclo agrícola de Israel. A chuva temporã regava a semente plantada e ajudava a germinar. A chuva serôdia caía no final do ciclo agrícola para amadurecer o grão e prepará-lo para a colheita. Sem a chuva serôdia, não haveria colheita final. A água é um dos símbolos bíblicos do derramamento do Espírito Santo nos últimos dias para capacitar o povo de Deus a completar a tarefa de pregar o evangelho a todo o mundo antes que Jesus venha.

O apóstolo Tiago explica isso da seguinte maneira em Tiago 5:7, 8: "Sede, pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador aguarda com paciência o precioso fruto da terra, até receber as primeiras e as últimas chuvas. Sede vós também pacientes e fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima".

O profeta do Antigo Testamento, Joel, acrescenta em Joel 2:23: "Alegrai-vos, pois, filhos de Sião, regozijai-vos no Senhor, vosso Deus, porque ele vos dará em justa medida a chuva; fará descer, como outrora, a chuva temporã e a serôdia".

Historicamente, a Primeira Chuva, ou a Temporã, caiu no Pentecostes. Três mil convertidos foram batizados em um único lugar em um único dia. A palavra de Deus diz que o número é modesto em comparação com o que virá no futuro. Se eu visse três mil pessoas sendo batizadas em um único dia em um único lugar na América do Norte, eu não acho que chamaria isso de um derramamento modesto do Espírito! Mas o ponto aqui é que a Chuva Temporã foi modesta em comparação com o que virá na Chuva Serôdia.

Podemos esperar que o Espírito Santo faça coisas absolutamente incríveis no final dos tempos.

Sabemos que o derramamento do Espírito de Deus na Chuva Serôdia para terminar a obra do evangelho na terra será muito mais poderoso do que qualquer coisa que a igreja de Deus já viu antes. O Pentecostes será repetido em uma escala muito, muito maior.

Ellen White acrescenta este pensamento em O Grande Conflito, p. 611: "Esta obra será semelhante à do dia de Pentecoste. Assim como a ‘chuva temporã’ foi dada, no derramamento do Espírito Santo no início do evangelho, para efetuar a germinação da preciosa semente, a ‘chuva serôdia’ será dada em seu final para o amadurecimento da seara... A grande obra do evangelho não deverá encerrar-se com menor manifestação do poder de Deus do que a que assinalou o seu início. As profecias que se cumpriram no derramamento da chuva temporã no início do evangelho, devem novamente cumprir-se na chuva serôdia, no final do mesmo".

Na página 612, ela continua: "Servos de Deus, com o rosto iluminado e a resplandecer de santa consagração, apressar-se-ão de um lugar para outro para proclamar a mensagem do Céu. Por milhares de vozes em toda a extensão da Terra, será dada a advertência. Operar-se-ão prodígios, os doentes serão curados, e sinais e maravilhas seguirão aos crentes".

Que emoção viver em uma época em que Deus deseja derramar todo o poder do céu na obra de encerramento. Que privilégio ser um canal para o derramamento do Espírito Santo. Amigos, se vemos as falsas manifestações de Satanás em avivamentos falsificados ao nosso redor, não deveríamos desejar a genuína manifestação do Espírito Santo na Chuva Serôdia? Não deveríamos estar buscando a Deus para que nos envie essa verdadeira manifestação? Uma coisa é reconhecer a falsificação, mas outra é receber o genuíno dom do Espírito.

É possível ficar tão focado na falsificação que deixamos de reconhecer o que Deus deseja fazer por meio de Seu povo hoje. É possível ter tanto medo do falso que deixamos de buscar os aguaceiros da Chuva Serôdia em nossas próprias vidas. Meu coração anseia pelo derramamento genuíno do Espírito Santo em minha própria vida e na vida da igreja. Somente quando o Espírito de Deus for derramado é que a mensagem do evangelho chegará aos confins da terra. O profeta Zacarias nos lembra em Zacarias 4:6: "Não por força nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos".

Porém algumas questões muito importantes permanecem:

  • Como posso receber a abundância do Espírito que Deus prometeu no final dos tempos?
  • Quais são os pré-requisitos do céu para receber o poder da Chuva Serôdia do Espírito?
  • Por que Deus ainda não derramou Seu Espírito em toda a sua plenitude?
  • O que o céu está esperando?

Não há nada mais importante para nós individualmente, ou para a igreja como um todo, do que receber tudo o que Jesus tem para nós.

LeRoy Froom relatou que os banqueiros da Escócia teriam quarenta milhões de libras em depósito não reclamados. Dependendo das taxas de câmbio flutuantes, isso poderia ser uns colossais setenta a oitenta milhões de dólares não reclamados! Parece difícil de acreditar, mas as riquezas de todo o céu aguardam nossa demanda e recepção. Não precisamos esperar que outros as reivindiquem. Oh, a tragédia de nossa pobreza! Não deixamos muitas vezes de reclamar os recursos ilimitados do Espírito Santo?

Vamos estudar alguns dos pré-requisitos de Deus para receber a plenitude do Espírito. Se quisermos receber o poder da chuva serôdia, aqui está o que a Palavra de Deus diz em Zacarias 10: 1: "Pedi ao Senhor chuva no tempo das chuvas serôdias".

A mensageira de Deus para Sua igreja dos últimos dias acrescenta, na Review and Herald, 25 de agosto de 1896: "Devemos orar tão fervorosamente pela descida do Espírito Santo como os discípulos oraram no dia de Pentecostes".

Lucas também registra a sinceridade das orações dos discípulos no Pentecostes em Atos 1:14: "Todos estes perseveravam unânimes em oração, com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele".

Os discípulos sentiram que eram impotentes sem o Espírito. Eles perceberam que a tarefa era muito difícil sem o poderoso derramamento do Espírito. Sem a presença do Espírito em suas vidas, em plenitude do poder, eles não poderiam derrotar as forças do inferno.

O primeiro pré-requisito para receber o Espírito Santo é a oração sincera.

O poder da chuva serôdia virá apenas em resposta às orações do povo de Deus. Somos aconselhados em Testemunhos para a Igreja, vol. 8, pág. 23:

Irmãos e irmãs, temos de buscar o Espírito Santo. Deus vai cumprir todas as promessas que fez. Com a Bíblia na mão, digamos: "Fiz como disseste. Apresento a Tua promessa: Pedi, 'e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á'."

Você está buscando a Deus diariamente pelo batismo do Espírito Santo? Você está orando pelo derramamento do Espírito Santo em sua própria vida? Deus sempre mantém Sua palavra. Ele disse: "Pedi e recebereis".

O segundo pré-requisito para receber a plenitude do Espírito é um coração não dividido.

A vida de Jesus é o modelo de uma vida cheia do Espírito. Lucas 3:21 descreve a cena de Seu batismo. "E, estando ele a orar, o céu se abriu, e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea como pomba".

Há um comentário fascinante do Pai no batismo de Jesus que abre novas perspectivas de compreensão sobre a recepção do Espírito. No batismo, o Pai falou do céu, declarando em Lucas 3:22: "Tu és o meu Filho amado, em quem me comprazo".

Em Lucas 4:18, o Salvador responde: "O Espírito do Senhor está sobre mim".

O Espírito Santo é derramado do céu sobre aqueles de quem o Pai se agrada. Jesus afirmou a lealdade total de Seu coração em João 8:29: "E aquele que me enviou está comigo, não me deixou só, porque eu faço sempre o que lhe agrada". Jesus estava totalmente comprometido em agradar Seu Pai. Nada mais na vida importava tanto quanto fazer a vontade do Pai. O Pai honrou o compromisso de Seu Filho, enviando Seu Espírito sem medida.

Peça a Deus para lhe dar um coração não dividido. Peça a Ele para ensiná-lo a viver uma vida de dependência absoluta dEle. Quando Deus tem um grupo de pessoas com o principal desejo de agradá-Lo, buscando o derramamento do Espírito Santo, Ele então derramará Seu Espírito em abundância. Jesus anseia que nos acheguemos a Ele com coração humilde, deixando de lado nossos próprios desejos e interesses, dizendo como em Mateus 26:39: "... não como eu quero, mas como Tu queres".

Dia após dia, Jesus permite que soframos diferentes provações espirituais. Cada provação é uma oportunidade para revelar o que há em nosso coração. Ela revela coisas que não sabíamos sobre nós mesmos, e Seu grande desejo é que essas provações nos façam cair de joelhos, dizendo: "Senhor, eu nunca soube que isso estava dentro de mim. Nunca soube que isso fazia parte da minha natureza. Por favor, liberte-me da escravidão desse hábito ou atitude específica. Eu de boa vontade o confesso e o entrego a Ti".

Deus nos convida a nos conectarmos com a fonte de todo o poder, para que, por meio de Sua Palavra e abrindo nossos corações a Ele em oração, nossas mentes estejam em harmonia com Sua mente, nossa vontade em harmonia com Sua vontade, e nossos corações sejam um com o dEle. E se nossa linha de energia para o céu estiver conectada, seremos recipientes de uma medida completa de Seu poder.

Você já leu sobre uma mulher que há alguns anos comprou uma geladeira nova e logo tudo que ela guardava nela estragava? O leite azedava, a alface murchava, as frutas e vegetais apodreciam e o sorvete derretia. Ela não conseguia descobrir o que estava errado. Tudo parecia estar funcionando bem. Então, para sua total surpresa, ela descobriu que o plugue havia saído da tomada. O refrigerador não estava conectado. Não estava conectado à fonte de alimentação. O poder espiritual surge quando você está conectado à fonte de poder ilimitado.

Testemunhos para a Igreja, vol. 8, pág. 19 diz: "Não há limite para a utilidade de quem, pondo de parte o próprio eu, dá lugar à operação do Espírito Santo no coração, e vive vida inteiramente consagrada a Deus".

Deus tem planos ilimitados para sua vida. Não há limites para o que o Espírito pode fazer em e por meio de sua vida, se você tiver um coração não dividido e totalmente consagrado a Deus.

O terceiro pré-requisito para receber o Espírito é encher nossa mente com a Palavra de Deus.

O mesmo Espírito que inspirou a Bíblia nos inspira enquanto a lemos. O mesmo Espírito Santo que encheu a vida dos escritores da Bíblia ao escreverem as palavras sagradas das Escrituras, encherá nossa vida à medida que lermos suas palavras. Enfrentando as poderosas tentações do inimigo enquanto estava no deserto, Jesus declarou enfaticamente em Mateus 4:4: "... Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus".

O Mestre acrescentou em João 6:63: "As palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida".

O Espírito Santo flui por meio da Palavra de Deus para preencher nossas vidas. Ser cheio do Espírito é ser cheio da Palavra de Deus. Vidas cheias do Espírito são:

  • Guiadas pela Palavra de Deus
  • Instruídas pela Palavra de Deus
  • Capacitadas pela Palavra de Deus
  • Santificadas pela Palavra de Deus
  • Transformadas pela Palavra de Deus

Quando aceitamos os ensinamentos da Palavra de Deus, damos permissão ao Espírito Santo para preencher nossas vidas com Sua presença e poder.

Um quarto pré-requisito para receber o Espírito Santo na plenitude do Seu poder é pôr de lado toda dissensão entre você e qualquer outra pessoa.

Quando os discípulos estavam lutando pela posição mais alta, o poder do Espírito Santo foi limitado. Quando eles estavam discutindo entre si, nutrindo sentimentos ruins entre si, o poder do Espírito Santo foi limitado. É somente removendo os obstáculos da dissensão que o Espírito pode ser derramado sobre nossas vidas. No Pentecostes, os discípulos "estavam todos reunidos no mesmo lugar" (Atos 2:1). A palavra grega do Novo Testamento para reunidos significa "juntos". Os discípulos não estavam apenas fisicamente juntos, mas pela primeira vez eles estavam verdadeiramente juntos em uma unidade harmoniosa. Eles ainda tinham suas personalidades diferentes, mas estavam unidos em seu compromisso um com o outro. Eles eram um em seu desejo de levar o evangelho ao mundo.

Ellen White nos dá esse conselho prático em Testemunhos para a Igreja, vol. 8, pág. 21: "Ponham de parte os cristãos toda dissensão, e entreguem-se a Deus para a salvação dos perdidos. Com fé peçam a bênção prometida, e virá. O derramamento do Espírito nos dias dos apóstolos foi a ‘chuva temporã’, e glorioso foi o resultado. A chuva serôdia será mais abundante, porém".

Há alguma coisa em sua vida que se interpõe entre você e outra pessoa? Será que esse muro também é uma barreira que está impedindo que Deus lhe conceda a plenitude do Seu poder? Você precisa perdoar alguém por tê-lo magoado, para que nenhuma barreira fique entre você e essa pessoa?

Corrie Ten Boom sobreviveu a um dos campos de extermínio de Hitler. Sua irmã Betsy não teve tanta sorte e morreu em meio à brutalidade e doença do campo. Depois que a guerra terminou, Corrie viajou por sua amada Holanda e Alemanha, compartilhando uma mensagem de reconciliação e paz. Uma noite, depois de uma apresentação em uma igreja na Alemanha, ela o viu. A imagem daquele guarda prisional alemão baixo, atarracado e de rosto de aço da Gestapo ficou para sempre gravada em sua mente. Seu tratamento desumano à sua irmã Betsy a levou à morte. Mas agora esse homem estava diante de Corrie com a mão estendida, perguntando: "Você me perdoa?" Foi preciso toda a graça possível para que ela pegasse nas mãos desse homem, olhasse em seus olhos e dissesse: "Sim, eu o perdoo!" Corrie reconheceu essa verdade vital. O Espírito Santo não pode encher um coração que não perdoa. O Espírito Santo e a amargura não andam juntos.

O quinto pré-requisito para receber a Chuva Serôdia é o trabalho ativo em favor de outros.

Lembre-se, o derramamento do Espírito Santo capacitou os discípulos com poder para testemunhar. Deus envia Seu poder para que possamos proclamar Sua mensagem e abençoar outros. Muitas pessoas estão olhando para o futuro em busca de algum grande derramamento do Espírito Santo, mas esse derramamento pode começar em nossas vidas hoje! É verdade que aumentará no futuro, mas observe esta declaração perspicaz em Testemunhos para Ministros, p. 511: "A dispensação em que vivemos deve ser, para os que pedem, a dispensação do Espírito Santo. Pedi-Lhe a bênção. É tempo de sermos mais dedicados em nossa devoção". Então, na página seguinte, Ellen White declara: "Estamos no tempo da chuva serôdia, tempo em que o Senhor outorgará liberalmente o Seu Espírito. Sede fervorosos em oração, e vigiai no Espírito".

Agora é a hora de buscar a Deus por um avivamento espiritual. Para que esse avivamento comece, ele deve começar no coração de cada um de nós. Agora é a hora de compartilhar o amor e a graça de Jesus com os outros. Quanto mais compartilhamos Seu amor com os outros, mais o Espírito Santo nos enche com a graça de Deus para compartilhar mais.

Por que Deus derramaria Seu Espírito Santo sobre nós para testemunhar a outros se não temos interesse de testemunhar? Por que Deus nos capacitaria para compartilhar nossa fé se não estamos interessados em compartilhá-la?

O Espírito Santo testifica de Jesus. Quando estivermos interessados no que o Espírito Santo está interessado, Seu poder será derramado sobre nós em toda a sua plenitude. Agora é a hora, com corações consagrados, de buscar o grande poder de Deus. Oséias, o profeta, clamou em Oséias 10:12: "Semeai para vós outros em justiça, ceifai segundo a misericórdia; arai o campo de pousio; porque é tempo de buscar ao Senhor, até que ele venha, e chova a justiça sobre vós" (ênfase acrescentada).

O avivamento galês

O mundo ainda sente a influência do grande avivamento que atingiu o minúsculo País de Gales no início deste século [século 20]. No entanto, poucos se lembram de como esse poderoso avivamento espiritual começou. Foi em uma reunião simples da igreja em uma pequena cidade no País de Gales, na qual uma menina compareceu. Ela estava tão nervosa que conseguiu gaguejar apenas uma frase curta: "Oh, eu amo Jesus". Então ela se sentou. O Senhor usou aquele testemunho breve, mas sincero, para inflamar outros corações. O Espírito Santo desceu. Jovens e idosos confessaram seus pecados e testificaram de uma nova vida em Cristo. O avivamento se espalhou pela igreja, pela cidade e por todo o País de Gales. Jornalistas viajaram de Londres para relatar em primeira mão sobre esse poderoso avivamento. Ao chegarem ao País de Gales, um deles perguntou a um policial onde era o avivamento. Esticando-se em toda a sua altura, o policial pôs a mão sobre o peito e disse: "Neste uniforme".

Quando o avivamento vier, ele deve começar dentro de nós.

Se você gostou desta postagem e quer apoiar o nosso trabalho, não esqueça de divulgá-la em suas redes sociais. Você também pode contribuir com este ministério clicando no botão abaixo. Sua doação permitirá que o evangelho eterno alcance muito mais pessoas em todo o mundo, para honra e glória de nosso Senhor Jesus. Que Deus o abençoe ricamente!