"Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus." (Ap 14:12)

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

O número místico 666 - Introdução

Tanto quanto o nome e a marca, o número da besta representa um sistema ou instituição humana simbolizado pela besta e sua imagem (Apocalipse 13:15-18), e não necessariamente um homem no sentido literal. Interpretar a expressão "número de um homem" (verso 18) sem levar isso em consideração é ignorar o verdadeiro sentido do texto e de toda a mensagem profética relacionada a ele.

A frase "número do seu nome" (verso 17) indica claramente que o número místico "seiscentos e sessenta e seis" está intimamente relacionado ao nome do poder mediante o qual a marca da besta é imposta, isto é, "Babilônia, a grande" (Apocalipse 17:5), título que representa uma organização humana.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Uma história para não esquecer

"Os que se esquecem do passado estão condenados a repeti-lo". Esta famosa frase é particularmente verdadeira no que se refere à história eclesiástica. Ao nos lançarmos à tarefa de compreender o significado bíblico e os antecedentes históricos da marca da besta, somos também desafiados a refletir sobre nossa própria condição como povo de Deus hoje.

A apostasia é uma ameaça constante para todos aqueles que desejam seguir a Cristo e cumprir Sua vontade. No nível institucional, trata-se de um fenômeno que, passo a passo, corrói a identidade da igreja de Deus e, consequentemente, compromete sua missão no mundo. Não há perigo maior contra o qual necessitamos estar alertas.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

O fim (transitório) de uma era trágica

Por mais razoáveis que parecessem aos cristãos os motivos para a escolha do domingo como o dia do Senhor, a adoção dessa prática implicou uma trágica identificação com as ideias e a mentalidade pagãs expressas no dies solis.

O conceito romano de religião implicava um dever civil em que a lealdade aos deuses se confundia com a lealdade ao império. A religião era considerada um contrato entre os deuses e o Estado, e as responsabilidades religiosas do cidadão eram definidas pela autoridade pública. Infringir essas obrigações significava desobedecer às leis civis, e, portanto, incorrer na pena correspondente determinada pelo Estado.

Tal conceito era incapaz de abranger as verdadeiras necessidades humanas, pois estava circunscrito aos interesses de um Estado teocrático onde o indivíduo só possuía algum valor na qualidade de cidadão. Quando a igreja cristã associou-se ao paganismo, absorveu muito dessa mentalidade e estrutura, o que se refletiu mais tarde na rigidez de sua política. A imposição cristã do descanso dominical é o exemplo mais significativo desse fenômeno.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

A intolerância religiosa e o domingo

O período profético de supremacia papal iniciado em 538 d.C. foi palco de rigorosas sanções civis e eclesiásticas dirigidas contra os violadores da observância do domingo, visto ser este o sinal mais visível do poder e autoridade da Igreja.

"Entre as principais causas que levaram a igreja verdadeira a separar-se de Roma", escreve Ellen G. White, "estava o ódio desta ao sábado bíblico. Conforme fora predito pela profecia, o poder papal lançou a verdade por terra. A lei de Deus foi lançada ao pó, enquanto se exaltavam as tradições e costumes dos homens. As igrejas que estavam sob o governo do papado, foram logo compelidas a honrar o domingo como dia santo. No meio do erro e superstição que prevaleciam, muitos, mesmo dentre o verdadeiro povo de Deus, ficaram tão desorientados que ao mesmo tempo em que observavam o sábado, afastavam-se do trabalho também no domingo. Isso, porém, não satisfazia aos chefes papais. Exigiam não somente que fosse santificado o domingo, mas que o sábado fosse profanado; e com a mais violenta linguagem denunciavam os que ousavam honrá-lo. Era unicamente fugindo ao poder de Roma que alguém poderia em paz obedecer à lei de Deus." (1)

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Antecedentes históricos das leis dominicais

"Pelo que o direito se retirou, e a justiça se pôs de longe; porque a verdade anda tropeçando pelas praças, e a retidão não pode entrar. Sim, a verdade sumiu, e quem se desvia do mal é tratado como presa. O Senhor viu isso e desaprovou o não haver justiça." (Isaías 59:14-15)

O ato de substituir os estatutos divinos de liberdade e justiça por leis que refletem os desígnios egoístas do homem resulta inevitavelmente em intolerância, opressão e violência.

Ellen G. White observa que "o acesso da Igreja de Roma ao poder assinalou o início da escura Idade Média. Aumentando o seu poderio, mais se adensavam as trevas. De Cristo, o verdadeiro fundamento, transferiu-se a fé para o papa de Roma. Em vez de confiar no Filho de Deus para o perdão dos pecados e para a salvação eterna, o povo olhava para os sacerdotes e prelados a quem delegava autoridade. Ensinava-se-lhe ser o papa seu mediador terrestre, e que ninguém poderia aproximar-se de Deus senão por seu intermédio; e mais ainda, que ele ficava para eles em lugar de Deus e deveria, portanto, ser implicitamente obedecido. Esquivar-se de suas disposições era motivo suficiente para se infligir a mais severa punição ao corpo e alma dos delinquentes. Assim, a mente do povo desviava-se de Deus para homens falíveis e cruéis, e mais ainda, para o próprio príncipe das trevas que por meio deles exercia o seu poder. O pecado se disfarça sob o manto de santidade. Quando as Escrituras são suprimidas e o homem vem a considerar-se supremo, só podemos esperar fraudes, engano e aviltante iniquidade. Com a elevação das leis e tradições humanas, tornou-se manifesta a corrupção que sempre resulta de se pôr de lado a lei de Deus." (1)

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

A marca da besta: um sinal de opressão

A marca da besta representa o poder e autoridade do anticristo, o qual não apenas se opõe a Cristo, mas também pretende ocupar o Seu lugar, assumindo para si prerrogativas exclusivamente divinas (Daniel 8:25; 11:36-37; II Tessalonicenses 2:3-4).

A mais evidente demonstração de tamanha insolência diz respeito à mudança introduzida na lei de Deus, especificamente no quarto mandamento, em que o sábado do Senhor foi substituído pelo domingo como dia de descanso (Daniel 7:25).

Em meus posts anteriores foram apresentadas amplas evidências de que essa alteração carece de embasamento bíblico e histórico, sendo justificada somente pela tradição que a Igreja reivindica como superior à autoridade das Escrituras.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Origens da observância do domingo (2)

Apesar da combinação de fatores que favoreceu a observância do domingo em detrimento do sábado, a santificação deste último não deixou de ser observada.

As Constituições Apostólicas, obra apócrifa do final do século IV, revelam que ambos os dias eram observados. (1)

A guarda do domingo, porém, foi gradualmente suplantando o sábado até que o papado fosse capaz de suprimi-lo de vez do cristianismo.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Origens da observância do domingo (1)

A adoção do domingo em lugar do sábado como dia santo é, como todas as demais invenções católico-romanas, produto das influências pagãs que comprometeram a identidade da igreja e minaram sua força.

Refiro-me aqui à sua força espiritual, não institucional, pois durante a triste fase de transição entre o cristianismo primitivo - com valores e práticas que definiam a religião cristã como uma força viva e transformadora, orientada e dirigida pelo Espírito Santo - e a religião popular - politicamente correta -, a Igreja crescera substancialmente em todo o império romano, o que aparentemente operava em seu favor.

Mas a Igreja que conquistara Roma se alimentara também do solo que conquistou, e doutrinas e ritos estranhos ao cristianismo primitivo logo encontraram lugar proeminente entre uma multidão de cristãos professos.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Por que o domingo não é o dia do Senhor?

Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens. E disse-lhes ainda: Jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa própria tradição. (Marcos 7:8-9)

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Lord's Day Alliance: O domingo, marca da unidade dos cristãos

Não há dúvida de que existe um crescente clamor pela santificação universal do domingo como o dia do Senhor. O papa Francisco tem trabalhado incansavelmente neste sentido, mas ele não é o único. A Lord's Day Alliance, uma organização americana cuja missão declarada é restaurar o domingo como um dia de renovação espiritual e pessoal, publicou em seu site em abril deste ano (2015) um artigo intitulado "Sunday as a Mark of Christian Unity", cuja tradução segue abaixo:

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

A mudança nos tempos e na lei

Cumulando-se de prerrogativas divinas, não admira que a Igreja Católica e o papado tenham premeditado uma mudança nos tempos e na lei de Deus, cumprindo o que fora predito por meio do profeta Daniel: "... e cuidará em mudar os tempos e a lei" (Daniel 7:25, comparar com Apocalipse 12:17).

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

A série "Jogos Vorazes" e a hermenêutica invertida

Em um artigo anterior (clique aqui), observamos que o uso da palavra "Babilônia" no Apocalipse indica, a princípio, um esforço coordenado nos últimos dias no sentido de reconstruir simbolicamente aquilo que Babel representou no passado. É como se o Apocalipse antecipasse, além das instituições apóstatas identificadas como Babilônia, um renascimento do próprio paganismo pouco antes da volta de Jesus.

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