Quão tênue é o limite entre ser ovelha de fato e ser um lobo disfarçado de ovelha?
Foi a pergunta que me veio à mente enquanto meditava sobre a advertência de Jesus em Mateus 7:15 – "Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores."
A ironia importante nas palavras de Jesus é que o lobo não vem vestido de lobo, nem se anuncia como tal.
Na verdade, o lobo pode compartilhar muitas das características pelas quais identificamos uma ovelha. Ele pode falar a linguagem da fé, conhecer as Escrituras, demonstrar zelo, ocupar uma posição de autoridade e até impressionar com suas realizações (verso 22).
Em razão disso, Jesus estabeleceu o critério pelo qual podemos seguramente reconhecer um falso profeta, de modo a salvaguardar-nos de seus enganos e proteger outros de sua influência (verso 16):
Pelos seus frutos os conhecereis.
E é de tal importância, que Jesus repete (verso 20):
Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis.
O fruto, e não a aparência, é o teste que Cristo deu para não sermos enganados pelos outros (Mateus 7:15) ou por nós mesmos (Jeremias 17:9). A árvore pode ter aparência semelhante à de outra árvore durante algum tempo. Mas aquilo que ela produz revela aquilo que ela é.
Ainda que um falso profeta imite a linguagem da verdade, a piedade, a autoridade, a experiência religiosa e até certas obras aparentemente extraordinárias, há algo muito mais difícil de falsificar indefinidamente: o fruto produzido pela vida e pelo ministério.
Isso nos remete ao assunto que discutimos em meu último post.
O "fruto" não deve ser reduzido simplesmente à inteligência, à qualificação técnica ou ao sucesso. Uma pessoa pode ser intelectualmente sofisticada, ter muitos seguidores, produzir grandes resultados, possuir excelente comunicação, organizar uma instituição extraordinariamente eficiente e exercer enorme influência – e ainda assim não ser aquilo que aparenta ser.
A questão, portanto, vai muito além do que o sujeito diz ou realiza. Refere-se a que espécie de pessoa ele está se tornando e que tipo de fruto sua influência produz. A pergunta que Cristo nos estimula a fazer desloca o discernimento do espetáculo para o caráter.
Discernimento exige tempo e perseverança
O que torna a situação mais assustadora é que o lobo pode acreditar que é ovelha!
Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres?
Uma vez que os falsos cristãos parecem convencidos da legitimidade de suas próprias ações, a pergunta de Jesus – "Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?" – é decisiva, pois pressupõe a necessidade de observação continuada, sem a qual o falso pode passar por verdadeiro.
Exige tempo, sem dúvida. Mas o teste é fundamental. Porque, ao contrário de aparência religiosa, vocabulário, confissão de fé, grandes realizações ou influência sobre multidões, o caráter e o fruto correspondente são muito mais difíceis de imitar.
Assim, diante de alguém que reivindica falar em nome de Deus, não deveríamos perguntar apenas se ele diz algo verdadeiro, mas qual é o padrão, o que acontece quando é contrariado, como trata as pessoas que não podem beneficiá-lo, como reage ao poder, como lida com dinheiro, como responde à correção, se ele conduz as almas para Cristo ou para si mesmo, e se a verdade que proclama também governa sua própria vida.
A fronteira entre ovelha e lobo é tênue aos nossos olhos porque deixamos de fazer essas perguntas; porque nossa tendência natural é julgar principalmente pela aparência, diferentemente de Deus, que vê o coração (1 Samuel 16:7; Jeremias 17:10).
Para evitar tanto a ingenuidade ("Se parece uma ovelha, deve ser uma ovelha") quanto o autoengano ("Se discorda de mim, deve ser lobo"), Jesus fornece um método de discernimento infalível: "Pelos seus frutos os conhecereis."
Aplicá-lo requer observação, comparação, paciência e, sobretudo, conhecimento daquilo que constitui bom fruto.
Logo, a questão bíblica crucial não consiste em determinar se um líder ou membro é um lobo disfarçado, mas sim em compreender o padrão divinamente estabelecido sobre o que realmente caracteriza uma ovelha!
Esta é a base para examinar doutrina, caráter, método, motivações manifestadas, frutos e, finalmente, a relação entre aquilo que alguém professa, aquilo que faz e aquilo que produz.
O perigo de subverter o que Deus disse
A declaração de Paulo em 1 Coríntios 4:6 – "não ultrapasseis o que está escrito" – nos lembra do padrão pelo qual os membros da igreja devem orientar sua vida.
Embora Paulo estivesse originalmente combatendo a tendência dos coríntios de ir além daquilo que havia sido revelado, fazendo julgamentos sobre pessoas e atribuindo-lhes uma importância que Deus não autorizava, há um princípio mais amplo, recorrente em toda a Bíblia: não acrescentar nem subtrair da revelação de Deus para acomodá-la aos interesses humanos.
Ultrapassar o que está escrito significa colocar na boca do profeta o que ele não disse, ou seja, afirmar como vontade ou verdade de Deus aquilo que Ele não revelou. Ficar aquém do que está escrito significa reduzir o padrão de Deus para adequá-lo à mente carnal.
O mesmo princípio aparece em Deuteronômio 4:2:
Nada acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela...
E novamente em Deuteronômio 12:32:
Tudo o que eu te ordeno observarás; nada lhe acrescentarás, nem diminuirás.
Geralmente, lembramos do primeiro – "nada lhe acrescentarás" – e negligenciamos o segundo – "nem diminuirás". Tanto uma coisa quanto a outra é ofensiva para Deus.
Em Jeremias 23:28, o Senhor estabelece uma distinção entre aquilo que realmente procede Dele e aquilo que nasce do coração do profeta. O contraste é notável:
Que tem a palha com o trigo?
E, significativamente (verso 31):
Eis que eu sou contra esses profetas, diz o Senhor, que pregam a sua própria palavra e afirmam: Ele disse.
A "sua própria palavra" é descrita por Deus como "suas mentiras e leviandades" pelas quais "fazem errar o meu povo" (verso 32).
As implicações são graves. Colocar na boca de Deus aquilo que Ele não disse não é meramente um erro interpretativo; é uma falsificação da autoridade divina e uma subversão de Sua vontade.
O movimento contrário não é menos fatal
Reconhecer o perigo de acrescentar algo à Palavra de Deus é relativamente fácil. No entanto, a Bíblia também condena o diminuir. E aqui o problema é mais sutil.
Como observamos há pouco, diminuir – ou ficar aquém do que está escrito – significa reduzir o padrão de Deus para adequá-lo à mente carnal, seja ignorando uma parte da revelação, reinterpretando-a de maneira a neutralizar sua força normativa ou diminuindo suas exigências para acomodá-la aos desejos humanos.
Jesus confronta exatamente esse fenômeno em Marcos 7. Ele acusa os fariseus e escribas de negligenciar o mandamento de Deus e guardar a tradição dos homens (verso 8), e, em seguida, diz (verso 9):
... Jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa própria tradição.
Note a ironia implícita nas palavras de Jesus. A tradição humana atua não somente acrescentando uma doutrina contrária à Palavra de Deus, mas também anulando ou neutralizando "jeitosamente" aquilo que Ele de fato ordenou (verso 13).
Em outras palavras, uma pessoa pode violar a autoridade da Palavra tanto acrescentando-lhe exigências humanas quanto subtraindo-lhe exigências divinas.
Jeremias 23:16 também destaca esse ponto (ênfase minha).
Assim diz o Senhor dos Exércitos: Não deis ouvidos às palavras dos profetas que entre vós profetizam e vos enchem de vãs esperanças; falam as visões do seu coração, não o que vem da boca do Senhor.
O falso profeta ultrapassa a revelação ao falar além dela. Mas também fica aquém quando ensina, essencialmente, que Deus não será tão rigoroso quanto Ele diz.
Trata-se do movimento inverso. O "lobo" não inventa necessariamente uma nova exigência. Ele subtrai da mensagem divina justamente aquilo que confronta o pecado. Peca não só pelo acréscimo do que lhe parece razoável, fazendo a palha passar por trigo. Peca também pela subtração do que lhe parece inconveniente, removendo do trigo aquilo que não deseja ouvir.
A inversão é clara. Não é a mente humana que se submete à revelação; é a revelação que passa a ser filtrada pela mente humana. Apocalipse 22:18 e 19 é bastante explícito sobre isso:
Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro.
A fidelidade à Palavra de Deus é coisa séria. Ela exige não acrescentar nada ao que Deus disse nem subtrair nada daquilo que Ele disse. Ultrapassar a revelação é atribuir a Deus o que Ele não falou; ficar aquém dela é silenciar, relativizar ou remover o que Ele efetivamente revelou. Nos dois casos, a Palavra deixa de ser o juiz do homem para se tornar o objeto de seu julgamento.
A diferença sutil entre o genuíno e o que parece genuíno
Em 1 Coríntios 3:11 a 13, Paulo estabelece uma distinção que ajuda a compreender a metáfora de Jeremias 23:28 de uma perspectiva particularmente expressiva (a ênfase é minha):
Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo. Contudo, se o que alguém edifica sobre o fundamento é ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, manifesta se tornará a obra de cada um; pois o Dia a demonstrará, porque está sendo revelada pelo fogo; e qual seja a obra de cada um o próprio fogo o provará.
A preocupação de Paulo não é simplesmente edificar sobre o fundamento errado. É a possibilidade de construir sobre o fundamento certo utilizando materiais de qualidade duvidosa! Todos são apresentados como materiais de uma construção, mas nem todos possuem a mesma resistência ao fogo!
O contraste entre trigo e palha em Jeremias 23 transmite essencialmente a mesma ideia. A palha não é algo que apenas se parece com trigo. Ela está associada a ele e pode ser confundida com ele no processo de produção e separação. Porém sua natureza é diferente.
A pergunta devastadora de Deus – "Que tem a palha com o trigo?" – não implica só negar frontalmente a Palavra. Pode significar misturá-la com algo que não procede dela, até que o humano passe a ocupar o espaço que deveria pertencer ao divino.
A questão fundamental, portanto, não é apenas o conteúdo da mensagem, mas com que "materiais" ela é "construída"! Há uma evidente diferença entre ouro, prata e pedras preciosas e madeira, feno e palha. Só podemos edificar sobre o fundamento que recebemos com materiais que resistam ao teste do fogo!
Não podemos confundir Cristo como fundamento com a qualidade daquilo que edificamos sobre Cristo. Uma estratégia religiosa não é automaticamente legítima só porque foi construída sobre o nome de Cristo. É possível construir uma estratégia aparentemente cristã usando materiais que não resistirão ao fogo.
Isso vai além de simplesmente distinguir uma ideia verdadeira de uma falsa. Trata-se da capacidade de distinguir "o que eu gostaria que Deus dissesse" de "o que Deus efetivamente diz".
É relativamente fácil perceber que uma afirmação contradiz um texto bíblico. Muito mais difícil é reconhecer que uma interpretação que nos agrada contradiz verdades que preferimos evitar.
Por isso a exortação de Paulo em Romanos 12:2 é tão oportuna:
E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
A mente precisa ser renovada porque ela tende a funcionar como intérprete autônomo da realidade e, portanto, de maneira contrária à "boa, agradável e perfeita vontade de Deus".
Marshall McLuhan e a importância dos meios
O notório teórico da comunicação canadense, Herbert Marshall McLuhan, nos oferece uma categoria moderna para compreender melhor o ponto que a metáfora paulina já permite enxergar: não basta perguntar qual é o fundamento ou qual é a mensagem; é preciso perguntar que tipo de coisa está sendo construída para transmiti-la.
Em 1 Coríntios 3, Paulo não diz apenas: "ninguém pode lançar outro fundamento". Ele imediatamente acrescenta: "Contudo, se o que alguém edifica sobre o fundamento é ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha..."
Há uma distinção importante. O fundamento é Cristo. Mas Paulo não trata como irrelevante aquilo que o construtor coloca sobre esse fundamento. É possível edificar sobre Cristo com materiais que contradizem a natureza do fundamento.
Não importa se Cristo está no centro de nossa mensagem. Se todos os recursos empregados para comunicá-la são estruturados em torno do espetáculo, do consumo, da gratificação emocional, do estímulo permanente e da lógica de mercado, a igreja transmite outra "mensagem".
Para McLuhan, os meios de comunicação não são neutros. Cada meio possui uma estrutura, um ritmo, uma economia da atenção, uma relação particular entre emissor e receptor.
Uma palestra, um livro, uma liturgia, um filme, um show, um anúncio publicitário e um vídeo curto podem transmitir exatamente a mesma frase verbal, mas não produzem necessariamente a mesma experiência nem estruturam a atenção da mesma maneira.
Se uma mensagem bíblica é retirada de seu contexto sagrado e colocada numa forma cultural completamente diferente, isso tem um efeito psicológico e social; muda o modo de atenção, a expectativa do público, a relação entre espectador e mensagem, o papel da emoção, o grau de resposta, a autoridade percebida e a finalidade da experiência, mesmo que não haja mudança nas palavras!
Embora Paulo não esteja dizendo literalmente que "o meio é a mensagem", 1 Coríntios 3:11–13 chega à uma conclusão semelhante (quase dois mil anos antes!) e ainda fornece o critério último para verificar se esse material é digno do fundamento – "o próprio fogo o provará".
O fogo não só pergunta se o fundamento é correto. Ele revela a qualidade daquilo que foi construído sobre o fundamento. Se for ouro, permanece. Se for palha, não.
Perguntar se o conteúdo é bíblico não é suficiente. Também precisamos perguntar que hábitos de percepção, desejo e comportamento o meio está formando enquanto transmite esse conteúdo.
Há um princípio semelhante em 2 Coríntios 4:2. Ao falar de seu ministério, Paulo diz:
... rejeitamos as coisas que, por vergonhosas, se ocultam, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus; antes, nos recomendamos à consciência de todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade.
E em 1 Tessalonicenses 2:3 a 6 ele insiste que sua exortação não procede "de engano, nem de impureza", nem de "dolo" ou de "linguagem de bajulação".
Estas palavras demonstram que não é suficiente possuir uma mensagem correta. A maneira de manejá-la também importa, e muito. Um meio pode transmitir verbalmente uma mensagem bíblica e, simultaneamente, formar hábitos mentais que dificultam a assimilação daquela mesma mensagem.
Paulo entende que a manipulação do receptor em qualquer grau, medida ou aspecto é incompatível com a integridade da mensagem, mesmo quando o conteúdo verbalmente transmitido é verdadeiro.
O desafio da pressão cultural
Se a espiritualidade é colocada dentro de uma estrutura de consumo, as coisas ficam ainda piores. Mesmo que o conteúdo continue falando de Cristo, a experiência ensina o consumidor a relacionar-se com Ele segundo a lógica de mercado.
"Amor", "compaixão", "transcendência", "esperança"? Sim, agregam valor. "Juízo"? Não, muito negativo. "Pecado"? Desconfortável. "Renúncia"? Opressivo. "Espírito Santo"? Só o Consolador, não o Exortador. "Confrontação moral"? Intolerante. "Santificação"? Isso é perfeccionismo.
Então a pessoa pode aprender de forma contrária ao que a Bíblia ensina, sem que isso jamais seja explicitamente ensinado. Ela vai à igreja para receber uma experiência, canta músicas que produzem determinada sensação e ouve a mensagem que satisfaz suas necessidades. O meio doutrina o receptor independentemente do conteúdo.
Nesse estágio de nossa tragédia, não necessariamente abandonamos o adventismo. Fazemos algo muito pior. Nós o editamos. E essa edição é mais perigosa na medida em que preserva a aparência do trigo enquanto remove o que julgamos impróprio.
A mudança é motivada não pela compreensão da Escritura, e sim pela necessidade de torná-la culturalmente aceitável. Isso inclui manter determinado ensinamento formalmente, mas retirá-lo do centro para que deixe de exercer sua função confrontadora. Percebe o quanto isso é sutil?
A questão é: Estou interpretando a Bíblia para descobrir o que Deus diz, ou estou interpretando-a para descobrir até onde posso ir sem precisar ouvir o que Deus diz?
A estupidez religiosa começa quando deixamos de fazer essa pergunta incômoda, quando as distinções que Deus estabeleceu para Seu povo se tornam inconvenientes demais para serem mantidas, quando a pressão social faz com que o consenso substitua a Palavra; a experiência, a verdade; a aceitação social, o fruto; a preferência pessoal, o arrependimento; o conforto, a confrontação; a autoridade do grupo, o exame; e o meio espetacular, a substância.
É nesse momento que madeira, feno e palha passam a ser chamados de ouro, prata e pedras preciosas.
A advertência de Paulo é um choque de realidade: "cada um veja como edifica" (1 Coríntios 3:10).
Não é apenas o que ensinamos. É o que estamos edificando, sobre qual fundamento, com quais materiais, por quais meios, com qual finalidade e o que acontecerá quando o fogo provar a obra.
Estas são questões importantes quando lembramos que a nossa salvação e a salvação das almas a perecer estão em jogo.
Fique na Palavra, sempre
Jesus Cristo não é apenas uma parte da mensagem. Ele é o fundamento pelo qual a mensagem é julgada.
Ele oferece o critério pelo qual podemos identificar tudo o que contradiz o fundamento – "Pelos seus frutos os conhecereis" –, e o faz justamente com uma advertência: "Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores."
Jesus não diz para avaliarmos a eloquência dos pretensos cristãos, quantas pessoas os seguem ou a intensidade da experiência produzida. Ele diz claramente: "Pelos seus frutos os conhecereis".
O fruto inclui caráter e consequências. Uma mensagem pode ser extremamente agradável, espiritualmente sofisticada e psicologicamente acolhedora e, ainda assim, ser falsa por remover da experiência cristã aquilo que deveria produzir o fruto correspondente.
A fé bíblica não é credulidade. Ela exige discernimento. Em Jeremias 23, Deus pergunta: "Que tem a palha com o trigo?" E imediatamente acrescenta: "Não é a minha palavra fogo, diz o Senhor, e martelo que esmiúça a penha?" (verso 29).
O discernimento bíblico separa trigo e palha; a prova submete aquilo que foi construído ao fogo da Palavra de Deus. Por isso a dupla advertência de Paulo – "não ultrapasseis o que está escrito" e "cada um veja como edifica".
Que Deus nos conceda discernimento e um caráter que produza frutos dignos de arrependimento.
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