Ex-padre alerta os americanos sobre os perigos do catolicismo


"Lamento dizer, pelo meu conhecimento deles [dos padres católicos]... que não há um corpo de homens mais corrupto e licencioso no mundo."

Assim William Hogan, que emigrou para os Estados Unidos em 1819 quando ainda era padre, escreveu em seu livro Popery! As it was and as it is, publicado em 1854.

Apesar de contundente, Hogan não foi leviano em suas palavras.

Durante sua educação no St. Patrick's College, em Maynooth, na Irlanda – uma instituição destinada, a princípio, à formação de padres católicos –, ele teve contato com obras teológicas que mais tarde classificaria como "demasiadamente impuras, indecentes, licenciosas, perversas, corruptas e persecutórias" em virtude de sua natureza.

E embora tenha conhecido então a verdadeira face do papismo, foi somente anos depois, em um diálogo com o reverendo Dr. De Barth, então vigário-geral da diocese da Pensilvânia, na Filadélfia, que Hogan decidiu repensar seu juramento de fidelidade ao papa.

Segundo Hogan, De Barth o questionara sobre a possibilidade de naturalizar-se cidadão americano. Quando Hogan expressou seus temores de que isso violaria o juramento de sua ordenação, o vigário-geral afirmou que ele deveria jurar fidelidade aos Estados Unidos apenas para habilitar a Igreja a possuir propriedades, de maneira a retirá-las das mãos de administradores não católicos, a quem o jesuíta chamava de heréticos.

De Barth assegurou a Hogan que qualquer parte do juramento de fidelidade aos Estados Unidos que fosse incompatível com a sua "primeira e maior fidelidade" ao chefe da Igreja não seria obrigatória.

Esse encontro foi decisivo para que Hogan renunciasse formalmente a toda lealdade, temporal e espiritual, ao papa de Roma e devotasse sua fidelidade apenas a Deus e aos princípios fundadores do país que o acolhera.

Em Popery! As it was and as it is, Hogan procura alertar os cidadãos americanos quanto à ameaça que o catolicismo representa para as instituições republicanas à luz de sua experiência pessoal como sacerdote católico.

Roma nunca renunciou às suas pretensões de soberania universal e poder temporal, nem ao seu direito de extirpar a heresia pelo derramamento de sangue. E seu sistema eclesiástico não é hoje menos corrupto e marcado por intrigas jesuítas do que foi durante os séculos de ferro da Igreja.

Quando assume uma aparência de mudança ou liberalismo, ela o faz somente por força das circunstâncias, esperando apenas o momento oportuno para se manifestar novamente.

Tendo em vista que Roma sempre foi e sempre será uma ameaça existencial à democracia e às instituições livres onde quer que elas existam, as preocupações de Hogan continuam atuais, ainda que algumas das soluções propostas pelo autor sejam controversas.

Por isso, é com prazer que ofereço aos meus leitores uma versão exclusiva em português da obra de William Hogan, na esperança de que, somada aos demais títulos do gênero disponíveis no site, ela contribua para a educação de nosso povo quanto aos perigos de uma instituição que, por definição dogmática, não pode mudar e cujo espírito de perseguição e busca por domínio universal visto em séculos passados permanece vivo e latente.

Aproveito para agradecer mais uma vez a todos os que apreciam o nosso trabalho, especialmente os que contribuem financeiramente para apoiá-lo. Que nosso Deus retribua a cada um em dobro!

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