As conexões ocultas entre o catolicismo e o fascismo


Leo Herbert Lehmann deve ser um nome familiar para os meus leitores. Ele é o autor de Behind the Dictators ("Por trás dos ditadores", em tradução livre), sua obra mais notável, que expõe a cumplicidade e o silêncio de Roma frente a regimes como os de Hitler, Mussolini e Franco e que está disponível para download neste site.

Lehmann foi ordenado padre em 1921, na Basílica de São João de Latrão, a catedral oficial do papa, em cuja fachada há uma frase em latim que nos remete a Apocalipse 17:5: SACROSANCTA LATERANENSIS ECCLESIA OMNIUM URBIS ET ORBIS ECCLESIARUM MATER ET CAPUT ("A Santíssima Igreja Lateranense, mãe e cabeça de todas as igrejas da cidade e do mundo").

Após sua ordenação, Lehmann serviu como missionário na África do Sul, atuou em diversos  cargos na Europa e, durante um período, trabalhou no Vaticano como negociador em questões legais.

Sua experiência com a hierarquia católica, especialmente um conflito administrativo entre o seu seminário de origem e os jesuítas que chegou ao Papa Bento XV, preparou o terreno para uma reviravolta muito semelhante à que experimentou William Hogan.

Em 1928, Lehmann foi transferido para Gainesville, na Flórida. E foi durante a campanha presidencial dos Estados Unidos daquele ano, em que um católico disputava o pleito, que Lehmann se viu confrontado pelo dilema entre a lealdade exigida por sua Igreja e a lealdade à constituição americana.

O rompimento com a Igreja ocorreu no ano seguinte, após testemunhar uma execução e perceber a incapacidade do sistema sacramental católico de oferecer verdadeiro consolo espiritual.

Lehmann converteu-se ao protestantismo e mudou-se para Nova York, onde se tornou uma figura proeminente na Christ's Mission – organização fundada em 1883 e dedicada a evangelizar padres católicos e ex-padres –, servindo como editor da The Converted Catholic Magazine.

Em 1944, em meio à devastação provocada pela Segunda Guerra Mundial, este órgão oficial da Christ's Mission publicou uma série de artigos sobre a natureza e a estrutura organizacional de Roma, destacando a identidade entre o catolicismo e o nazi-fascismo, sua rejeição à democracia e à soberania popular, sua oposição aos ideais da Reforma Protestante, sua defesa da centralização econômica e do estado corporativo, sua manipulação moral e subordinação sistemática das mulheres, e seu antagonismo com o progresso científico.

Essa série foi originalmente disponibilizada pela LutheranLibrary.org e reproduzida por James Arendt em seu site.

Houve um tempo em que a literatura protestante costumava dar voz a testemunhos de ex-clérigos católicos que rompiam com a Igreja de Roma e abraçavam a fé em Jesus Cristo.

No entanto, diante do atual cenário do politicamente correto e de concessões ecumênicas, o protestantismo em geral parece ter perdido o interesse por histórias dessa natureza.

Por isso, é com alegria que ofereço aos meus leitores a tradução integral desses artigos, os quais são especialmente dedicados aos nossos amigos católicos que amam a Cristo e à Sua Palavra, esperançoso de que, assim como L.H. Lehmann, William Hogan, Jeremiah J. Crowley, Charles Chiniquy e muitos outros, possam romper com a ditadura absoluta que Roma reivindica sobre as almas de homens e mulheres e unir-se a Cristo e à Sua igreja – "os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus" (Apocalipse 14:12).

Para acessar os artigos, clique no link abaixo.


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