O uso de dramatizações na Igreja Adventista: uma reflexão crítica


Não é possível dizer coisas suficientemente desagradáveis sobre pessoas que estão aberta e deliberadamente tentando subverter a igreja, enquanto mantêm a aparência de piedade e procuram traduzir seu fracasso em sucesso estratégico.

Muitos pastores agem como a maioria dos investidores. Cegados pela ganância e pelos lucros imediatos, raramente percebem quando o ambiente se torna de alto risco.

E os riscos hoje são maiores do que em qualquer outro momento da história.

Como observei em um post anterior, esses líderes parecem confundir sua posição com competência.

E quando se trata do uso de dramatizações e filmes na igreja, esses líderes demonstram, mais uma vez, que sua compreensão do assunto existe apenas na esfera de sua própria dissonância cognitiva, alheia às consequências no mundo real.

É sobre isso que vamos tratar neste post.

Concentrarei minha atenção no uso profissional das dramatizações. Mas isso não significa que o uso não profissional seja inocente em comparação, até porque não teríamos chegado ao primeiro sem passar pelo segundo.

Antes, porém, preciso fazer três advertências ao leitor:

1. Não sou legalista, fanático ou perfeccionista. Cresci assistindo a filmes e séries, tenho três HDs externos repletos deles, sou assinante da TV paga e de várias plataformas de streaming, acompanho cinéfilos e críticos de cinema no YouTube e tenho alguma literatura sobre o assunto.

No entanto, precisamente porque conheço a sétima arte na qualidade de consumidor e entusiasta, sei muito bem que sua adoção pela igreja é uma estratégia temerária e perigosa, pois é o primeiro passo de uma sucessão de passos errados que fatalmente desviarão a igreja da senda da verdade, como demonstrarei em instantes.

2. Para os propósitos deste artigo, não farei distinção entre teatro e cinema. Embora tenham características próprias e representem experiências diferentes para o ator e para o público, teatro e cinema também partilham elementos em comum.

Há, aliás, uma extensa e variada lista de atores e atrizes que já transitaram ou transitam entre os palcos e as telas.

Entre eles, Charlie Chaplin, Greta Garbo e Katharine Hepburn, durante a chamada era dourada de Hollywood, e, atualmente, Meryl Streep, Ian McKellen e Viola Davis, só para citar alguns.

3. Diferentemente de outros artigos, neste eu citarei nomes. Não o faço por capricho ou provocação, mas porque não se pode separar ideias de pessoas.

Como vivemos na era do ressentimento, é sempre bom frisar o óbvio: Não é o caráter delas que está em discussão, e sim as ideias.

Portanto, a presente análise não se enquadra em Mateus 7:1 a 5 e Tiago 4:11 e 12, mas em Mateus 7:15 a 20 e João 7:24.

Dito isso, vamos ao que interessa.

Subservientes à natureza carnal

Em um texto sobre o tema em questão publicado em seu site em abril de 2017, o pastor Michelson Borges observa que, por vezes, "se levanta alguém na igreja com algum tipo de 'nova luz' ou com uma ênfase um tanto exagerada ou desequilibrada sobre certos assuntos", valendo-se "de textos bíblicos ou de citações de livros de Ellen White fora do seu contexto ou com aplicação indevida".

Isso é verdade. Mas aqui, como em outras questões delicadas que têm dividido o povo de Deus, não se faz distinção entre ovelhas e bodes.

Qualquer pessoa que critique ou questione à luz da verdade e de maneira sensata e responsável estratégias ou métodos que essa gente julgue legítimos com base em seus próprios critérios pode ser considerada um "herege radical" (como observou um pastor a respeito de meu último vídeo) e colocada no mesmo balaio dos desajustados e inconsequentes.

Logo, estou ciente do risco de ser classificado entre aqueles que, nas palavras de Borges, criam "situações que mais promovem desunião e agitação nas igrejas do que o desejo de um reavivamento e uma reforma genuínos".

Acontece que os verdadeiros promotores da desunião e agitação entre os membros não são as pessoas genuinamente preocupadas com o futuro da igreja, mas aqueles que "não têm o Espírito", andam "segundo as suas ímpias paixões" e carecem do senso de santidade (Judas 18 e 19).

Ora, pastores subservientes à natureza carnal, que é terrena em seus motivos e objetivos, são incapazes de distinguir entre o santo e o profano, entre o imundo e o limpo (Ezequiel 44:23) e, por essa razão, edificam seu fundamento com madeira, feno e palha, materiais que representam a instrução deficiente de líderes que não cumprem sua tarefa como deveriam (1 Coríntios 3:11-13).

Ministros (e membros) que andam segundo as próprias paixões e ainda fecham os olhos à luz da verdade, pelo receio de ver indulgências pecaminosas que não estão dispostos a abandonar, são culpados diante de Deus.

Essas indulgências incluem "iniquidade associada ao ajuntamento solene" (Isaías 1:13), uma condição que se pode aplicar tanto ao caráter do adorador (Judas 18 e 19), quanto aos métodos e recursos empregados na causa de Deus (2 Coríntios 10:4).

Borges afirma que "Deus está guiando Sua igreja e tem pessoas sábias e consagradas [isto é, seus colegas], colocadas no lugar certo e fazendo o trabalho dEle".

Tendo em vista o que apresentarei a seguir, eu concordo com a primeira parte.

O artigo de Alberto Timm

A fim de esclarecer seus leitores sobre o uso de dramatizações na igreja, Michelson Borges reproduz um artigo do pastor Alberto Timm publicado na edição de setembro de 1996 da Revista Adventista.

O pastor Timm atuou como diretor associado do Ellen White State, órgão responsável pelo legado literário de Ellen G. White, e em 2022 foi nomeado diretor associado do Biblical Research Institute, o instituto de pesquisas bíblicas da Igreja, localizado nos Estados Unidos.

Trata-se, portanto, de uma pessoa experiente, sem dúvida uma das figuras mais importantes da Igreja.

No entanto, o artigo não faz justiça à sua reputação.

Ao propor a questão sobre até que ponto a Igreja poderia "incorporar recursos visuais e dramatizações em seus serviços religiosos, sem com isso infringir princípios expostos na Bíblia e nos escritos de Ellen White", Timm responde buscando antecedentes do uso de dramatizações na literatura bíblica e na pena inspirada.

É aí que começa o problema.

De acordo com o pastor Timm, os serviços ministrados pelos sacerdotes no Antigo Testamento eram "dramatizações" que prefiguravam o sacrifício e o sacerdócio de Cristo, assim como a cerimônia da circuncisão, a serpente de bronze no deserto, os recursos pictóricos presentes nos livros proféticos do Antigo Testamento e a ordem de Deus ao profeta Oseias para que "dramatizasse a apostasia espiritual de Israel, casando-se com uma prostituta".

Timm cita como supostos exemplos de "dramatizações" no Novo Testamento as vívidas ilustrações que Cristo usou da natureza e da vida diária para ensinar lições espirituais, a cerimônia do batismo, a "morte dramática" de Cristo sobre a cruz e a Santa Ceia, "uma dramatização litúrgica ordenada por Cristo para ser repetida periodicamente por Seus seguidores".

Ele menciona ainda as "dramatizações simbólicas" que caracterizam o conteúdo do livro do Apocalipse, e conclui:

Por conseguinte, o Antigo e o Novo Testamentos estão permeados de dramatizações simbólicas. Especialmente o Batismo e a Santa Ceia são dramatizações do plano de salvação, instituídas pelo próprio Cristo como parte da liturgia de Sua igreja.

Definindo o objeto em discussão

Qual é o grande problema na explicação do pastor Timm (que Michelson Borges aparentemente não percebeu ou simplesmente ignorou para não contrariar seu professor)?

Ele não conceituou drama teatral!

Ninguém na posição de Alberto Timm pode prescindir do exercício de uma das tarefas mais importantes e fundamentais de um pesquisador, mesmo em um texto simples, destinado ao público leigo – a conceituação do objeto em discussão.

Por negligenciar essa tarefa, Timm confunde recursos pictóricos, parábolas e drama real com drama teatral! Considerando sua formação e experiência, chega a ser surpreendente.

Então, vamos às definições, para não confundir alhos com bugalhos.

Essencialmente, o que torna uma obra dramática ou teatral é a exibição das habilidades miméticas do ator, ou seja, sua capacidade de imitar ou representar um personagem. [1] É o que chamamos de atuação.

Atuar é, antes de tudo, entretenimento, e o teste de sucesso é a reação do público, como lembra o ator William H. Macy. "Eles estão lá para se divertirem e serem entretidos. e é assim que fazemos as contas no final do dia". [2]

O filósofo e escritor francês do século 18, Denis Diderot, sustentava que o ator deveria ser capaz de reproduzir mecanicamente a emoção na atuação, obtendo controle técnico e evitando o envolvimento emocional. [3]

O ator e diretor russo Constantin Stanislavski, mundialmente conhecido por ter criado um método de interpretação teatral que leva o seu nome, argumentava, não obstante, que o ator deve experimentar uma imersão profunda no papel a fim de obter uma "caracterização" totalmente completa.

Em outras palavras, o "eu" e o personagem representado são mantidos em tensão criativa à medida que a "vida interior" do ator é canalizada para a formação do personagem. O ator deve ser "tomado" pelo papel, ou seja, deve experimentá-lo, senti-lo, vivenciá-lo como se fosse real. [4]

Embora encarnar um personagem implique desenvolver mentiras e inventar coisas que ajudem o ator a se identificar com ele, como observou a atriz Amber Tamblyn, acrescentando que os "atores são os maiores mentirosos que você encontrará na tela" [5], a representação "deve ser real, não sugerida por imitação exterior; o ator deve vivenciar o que o personagem que ele interpreta está vivenciando". [6]

Na mesma linha, o ator e diretor Lee Strasberg descreveu o ator como alguém que "pode criar a partir de si mesmo", ao "apelar para o inconsciente e o subconsciente" em busca de experiências pessoais que possa usar na atuação.

Para ele, a memória afetiva "é o elemento básico da realidade do ator", uma maneira de invocar as paixões que o ajudam a criar uma experiência real no palco, em vez do que Strasberg identifica como a interpretação meramente "literal", ou indicada, do texto. [7]

Stella Adler, atriz e professora de atuação, observou que todo o objetivo do teatro moderno não é simplesmente atuar, mas encontrar a verdade da peça dentro de si mesmo e comunicá-la.

O ator deve saber como fazer da ideia dominante da peça a sua própria, isto é, deve saber como personalizar o material, de maneira a interpretar as ações de forma convincente. [8]

Sanford Meisner, outro ator e professor de teatro, acreditava que a atuação está no fazer, ou seja, "se você ler no palco, realmente leia; se você comer, realmente coma; e se você quiser algo (um objetivo), realmente queira, vá atrás, persiga-o; não pare até que o tenha alcançado". [9]

"Para ter sucesso como ator", diz Bill Pullman, "você precisa acreditar que atuar é uma investigação de quem você é como pessoa". Uma apresentação é verdadeiramente comovente quando "articula sentimentos, expressões e percepções reais da vida". [10]

Ed Harris reconhece que atuar é infundir-se nos personagens, "é realmente ser um indivíduo específico com qualidades comportamentais únicas". [11] A atriz Frances Fisher explica: "Como atores, encontrar nossa verdade interior e conectá-la aos personagens que interpretamos é a forma de dar vida a eles". [12]

"É isso o que os atores fazem", diz a atriz Piper Laurie. "Eles exploram a si mesmos. O trabalho do ator é encontrar maneiras de entender seu personagem, e isso significa fazer o que deve ser feito. Às vezes, é necessário ir a um lugar perturbador dentro de si mesmo e integrar o que você encontra com seu personagem". [13]

Trataremos mais adiante das implicações morais e espirituais dessas definições.

Em suma, a atuação (ou dramatização) é uma forma de entretenimento que consiste na arte de interpretar um personagem de forma convincente e envolvente com base em técnicas e habilidades especificas.

Embora seja a arte de fingir, a atuação deve ser verdadeira e autêntica a ponto de conectar o público com a trama em um nível emocional, e o ator só será bem-sucedido se for capaz de acessar o seu "eu interior" para dar vida ao personagem.

Um erro primário e grosseiro

Não é preciso ser um gênio para perceber que a atuação nos palcos e nas telas é algo muito diferente de recursos pictóricos, parábolas e, sobretudo, drama real.

Um recurso pictórico é uma representação visual por meio de imagens e pinturas, enquanto uma parábola é, de acordo com o Dicionário Bíblico Adventista, "um artifício literário no qual uma narrativa curta, verdadeira ou fictícia, ilustra uma verdade moral ou espiritual". [14]

Quanto aos rituais simbólicos no Antigo Testamento, eles eram exatamente isto: rituais simbólicos, ou seja, práticas religiosas que prefiguravam a salvação que viria por meio de Jesus Cristo. Não eram uma prefiguração dramática no sentido que o pastor Timm sugere.

Os sacerdotes não eram atores num palco representando um papel. Eram sacerdotes de fato, os quais tinham, entre suas responsabilidades, ensinar o povo a distinguir entre o santo e o profano, entre o imundo e o limpo (Ezequiel 44:23).

A imolação dos animais que simbolizava a morte de Cristo não era simulada. Era real, apesar da dimensão simbólica do sacrifício. Um animal de verdade era efetivamente morto e seu sangue era simbolicamente empregado em conexão com os demais serviços do santuário.

É nesse sentido, e em nenhum outro, que Ellen White denomina todo esse sistema centralizado no santuário de "o evangelho em figura", entendida aqui como símbolo, não como algo com implicação teatral.

Da mesma forma, na cerimônia da circuncisão, o prepúcio era efetivamente retirado. Não havia atores nem atuação.

"Tinha Abraão noventa e nove anos de idade, quando foi circuncidado na carne do seu prepúcio." Gênesis 17:24

"Ismael, seu filho, era de treze anos, quando foi circuncidado na carne do seu prepúcio." Gênesis 17:25

Se bem que fosse um símbolo exterior do concerto entre Deus e Seu povo, a cerimônia da circuncisão envolvia uma ação real, e não teatral.

A serpente de bronze que Deus ordenou que Moisés preparasse e levantasse (Números 21:4-9) era uma imagem que simbolizava a Cristo. Não há nada no episódio com conotação teatral que justifique o emprego desse recurso pela igreja.

Isso se aplica também à grande pedra de Daniel 2 e a outros elementos pictóricos presentes nos livros proféticos do Antigo Testamento, bem como às figuras com as quais Cristo Se comparou, como a água, o pão, a luz, a porta, o pastor e a videira. Todos eles eram imagens ou símbolos.

Quando Deus ordenou que Oseias "dramatizasse" a apostasia espiritual de Israel, casando-se com uma adúltera, não havia nada de cunho teatral no drama vivido pelo profeta.

Nem Oseias nem Gômer eram personagens em uma história encenada. Ele realmente a tomou por esposa e teve pelo menos um filho com ela. Tratava-se da vida pessoal e familiar de Oseias, pela qual o profeta vivenciou, de certo modo, o drama real de Deus com Seu povo infiel.

E o que diremos sobre a cerimônia do Batismo? É uma "dramatização simbólica", como o pastor Timm capciosamente diz, ou um rito religioso que consiste na figura ou símbolo do sepultamento e ressurreição, conforme Romanos 6:3-5 e Colossenses 2:12?

A morte de Cristo na cruz foi um drama teatral ou um drama real?

A Santa Ceia, na qual o sacrifício de Cristo é simbolicamente relembrado nos emblemas do pão e do vinho, é uma "dramatização litúrgica" ou uma cerimônia litúrgica?

Como o pastor Timm, com sua reconhecida experiência e reputação, pôde ignorar a distinção elementar entre conceitos tão diferentes?

Das duas, uma: ou ele não tomou seus medicamentos ou foi desonesto.

O que Ellen White escreveu sobre o assunto

Partindo de um falso pressuposto, o pastor Timm continua sua explicação argumentando que embora Ellen White desaprove em seus escritos "o uso de qualquer tipo de exibicionismo teatral", ela não estaria "condenando indistintamente todo tipo de dramatização", "pois, se assim fosse, teríamos que eliminar até mesmo o Batismo e a Santa Ceia de nossas igrejas".

Como vimos, essa conclusão é absurda. Induz o leitor a confundir símbolos, artifícios literários e drama real com drama teatral.

Não obstante, o pastor Timm procura validar seu ponto de vista com o seguinte raciocínio:

Se as próprias citações de Ellen White que desaprovam o uso de exibições teatrais identificam também as características negativas básicas que a levaram a se opor a tais exibições, então dramatizações são aceitáveis, em contrapartida, quando apresentam características positivas.

Essa inferência também é falsa.

Quer sejam religiosas ou não, representações teatrais não têm características positivas do ponto de vista moral e espiritual prático, nem para quem atua, nem para quem assiste e, por isso, não há uma única palavra de aprovação nos escritos de Ellen White sobre tais representações.

Não importa se uma peça ou produção cinematográfica eventualmente aproxime alguém de Deus, desaprove o vício ou eleve a imaginação. O problema é o meio, porque o meio é a mensagem. E o entretenimento é o meio ou a forma de comunicação.

É razoável que o entretenimento, que apela à imaginação e excita as emoções, seja empregado para despertar a atração e o interesse pelas profundas verdades espirituais da Bíblia, que apelam para a razão desapaixonada?

A atuação, em virtude de sua natureza, nunca, jamais pode aproximar alguém de Deus apropriadamente ou evitar o orgulho e a condescendência própria disfarçados de religião. Aqui não há como evitar que o humano seja exaltado sobre o divino.

O leitor precisa ter em mente que, ao falar sobre dramatizações, Ellen White abordou o problema desde as atitudes "com sabor teatral" do pregador até as exibições teatrais propriamente ditas.

Ellen White reconheceu que a música, quando corretamente empregada, "é um dom precioso de Deus, destinado a elevar os pensamentos para aspirações nobres e sublimes, a inspirar e elevar o espírito". [15]

Mas não encontrei uma única passagem em seus escritos em que ela dissesse o mesmo do drama teatral.

Pelo contrário, Ellen White foi bastante clara quando escreveu que "nem um jota nem um til de qualquer coisa teatral deve aparecer em nossa obra"; que não se deve permitir "que haja qualquer coisa de natureza teatral" na causa de Deus, "pois isto prejudicaria a santidade da obra"; e que "todas as representações teatrais, em conexão com a pregação da verdade presente", devem ser "desaconselhadas e proibidas".

Nem um jota nem um til é nem um jota nem um til. Nada é nada. Todas são todas.

A menos que estejamos sob algum tipo de transe hipnótico, não é possível entender essas expressões de outra forma.

Por que Ellen White foi tão enfática a esse respeito? Porque não existe um uso adequado de dramatizações que não comprometa a santidade, a força e a eficácia do evangelho.

E quanto à encenação do Natal de 1888, em Battle Creek?

Uma encenação infantil, como atividade lúdica que desenvolve a aprendizagem das crianças e promove a edificação da igreja, é algo muito diferente do que temos visto acontecer hoje.

Em todo caso, de acordo com o pastor Timm, Ellen White não condenou a encenação, "mas simplesmente expressou sua aprovação aos pontos positivos do programa e sua desaprovação aos pontos negativos".

Como geralmente é citado apenas um pequeno trecho da carta em que ela descreve suas impressões e compartilha seus conselhos, disponibilizei no final deste artigo o texto da carta na íntegra, acompanhado de várias citações de Ellen White sobre o tema, para que o leitor julgue por si mesmo.

Mais inconsistências

Michelson Borges recomenda outros dois artigos aos seus leitores: "Representações Dramáticas em Instituições Adventistas" e "Ellen White, dramatizações e filmes".

O primeiro foi preparado por Arthur L. White e publicado originalmente em 1963.

Embora erre ao sugerir que Ellen White não condenou todas as dramatizações (com base na experiência que ela teve em Battle Creek em 1888), é o texto mais consistente que já li sobre o assunto. Talvez por isso não esteja mais disponível no site do Centro White (o leitor pode acessar a versão salva aqui).

O segundo texto foi escrito pelo pastor Rafael Rossi no ano do lançamento do filme O Resgate. Ele tece comentários elogiosos a respeito do filme, mas aparentemente não ocorreu a Rossi ou aos seus colegas que o problema mais flagrante na história é um casal de solteiros viajar e acampar juntos!

Seja como for, Rossi sugere a partir dos escritos de Ellen White que o teatro é ruim como meio de entretenimento, mas bom quando tem caráter religioso ou evangelístico.

Teatro e cinema são, por definição, entretenimento. Não importa se informam e estimulam o público a pensar ou têm caráter religioso ou evangelístico.

Pelo menos, a página "Quem somos" do serviço de streaming da Igreja – o Feliz7Play – foi mais honesta: "Uma plataforma de streaming gratuito, com conteúdos cristãos e educativos, que oferece uma nova forma de entretenimento religioso."

É exatamente disso que se trata.

Misturar entretenimento com evangelismo é errado e perigoso.

Rossi afirma que "a Igreja Adventista jamais buscará meios de produção audiovisual ou comunicação que entrem em conflito com os princípios bíblicos e conceitos dos escritos de Ellen White e cujo objetivo seja meramente entreter uma plateia ou exibir a performance de alguém".

Desafio respeitosamente o leitor a assistir às produções do Feliz7Play – que, diga-se de passagem, estão imersas na cultura pop e recheadas de meninos e meninas com vestes, adereços, linguagem e condutas impróprias para um cristão –, para comprovar se o que o pastor Rossi diz faz sentido.

Razões para abandonar o evangelismo teatral/cinematográfico

Há pelo menos três problemas relacionados com a atuação, os quais podem se manifestar em maior ou menor grau: o problema moral, o problema espiritual e o problema material. Vamos abordar cada um deles.

O problema moral

O já mencionado sistema de atuação de Stanislavski, que inspirou muitos dos métodos que se seguiram, "valoriza a capacidade do ator de tratar circunstâncias fictícias como se fossem reais, de visualizar os detalhes do mundo de um personagem especificamente e de sonhar acordado ou fantasiar sobre os eventos da peça". [16]

Para Strasberg, comportamento real no palco significa pensar e fazer de verdade em relação à cena e suas circunstâncias. [17]

Nesse contexto, ele fala da memória afetiva como o elemento básico da realidade do ator, pela qual se extrai as emoções do passado que estão arraigadas na mente e no corpo da pessoa e, assim, o ator pode invocar, no momento adequado, os desejos necessários para o personagem.

É uma maneira de chamar as paixões que ajudam o ator a desempenhar um papel, de evocar todos os sentimentos relacionados aos eventos da cena. O ator se torna emocionalmente disponível, preparado para responder instantânea e expressivamente com sentimentos e paixões. [18]

Visto que, nas palavras de Bill Pullman [19], "um ator deve ser capaz de interpretar uma variedade de papeis diferentes", suponhamos que ele incorpore no palco ou vivencie nas telas um mentiroso, um adúltero, um viciado ou um criminoso, como se o personagem e seu mundo fossem reais.

A mentira, o adultério, o vício ou o crime simulado será menos pecaminoso aos olhos de Deus?

Como Deus viu a cena em que Piper Laurie, no papel de Margaret White, fere a filha Carrie (Sissy Spacek) em Carrie, a Estranha? Sobre essa cena, Laurie disse: "Eu sabia que teria de ir a um lugar muito cru dentro de mim para a cena em que esfaqueio Carrie com uma faca grande". [20]

Se a verdade interior da vida dos atores é trazida para seus personagens – uma verdade interior terrivelmente pecaminosa, de acordo com Jeremias 17:9 –, a encenação de um sentimento ou conduta reprovável será menos ofensiva para Deus?

Se "o trabalho de um ator é dar vida à essência e à alma de seu personagem", como observou a atriz CCH Pounder [21], quais são as implicações morais envolvidas, tanto para o ator quanto para o público, quando maus desejos, cobiça, paixões vingativas ou pensamentos soturnos são trazidos para o personagem?

Segundo a atriz Julia Stiles, "parte do trabalho do ator é se envolver intimamente com quem ele está trabalhando, seja em uma cena de amor ou apenas em uma conversa... E muitas vezes é preciso demonstrar emoções como raiva ou tristeza, admiração ou atração".

"Ter que se revelar emocionalmente", diz ela, "cria proximidade, intimidade e vulnerabilidade com as pessoas com quem você está trabalhando". [22]

Além dos sentimentos envolvidos, essa proximidade, intimidade e vulnerabilidade com outros atores ou mesmo com as circunstâncias nas quais a filmagem é feita não teria sérias implicações morais?

Em uma cena do filme As Horas, o personagem de Ed Harris diz à personagem de Meryl Streep que ele a ama e relembra o tempo que passaram juntos na praia. Ed Harris, que é casado com a atriz Amy Madigan, observou posteriormente: "Ao fazer essa cena, senti que amava Meryl e que ela me amava." [23]

Ao falar das filmagens de Hooligans feitas durante uma partida de futebol ao vivo, o ator Elijah Wood disse que "a energia deles [dos hooligans, torcedores notórios pela violência] era visceral e palpável. Naquele momento, eu me vi entrando totalmente no clima e querendo me comportar como eles". [24]

Perguntada se interpretaria uma personagem que ela considera antiética ou sem decência, Amber Tamblyn respondeu: "Nada é antiético ou errado no reino da imaginação." [25]

Considerando o caráter de Deus e o preço infinito que foi pago por nossa redenção, é razoável que Ele faça vista grossa para erros e pecados "de mentirinha"?

Quais são os efeitos sociais, psicológicos e espirituais e os precedentes abertos, mesmo quando cenas morais de alto padrão são apresentadas durante uma peça teatral ou filme?

Há, no entanto, outro aspecto do problema que é preciso considerar: o da produção de um filme, que requer técnicas, métodos e a combinação de diversos elementos para criar uma história envolvente e, assim, influenciar a forma como o público interpreta a narrativa e se conecta com os personagens.

A seleção do enquadramento, por exemplo, permite que o cineasta direcione a atenção do público: "olhe aqui, agora olhe para isso, agora aqui...". A definição do enquadramento consiste em uma série de escolhas que decidem o que o espectador verá ou não: a posição da câmera em relação à cena, o campo de visão e o movimento. [26]

O movimento da câmera é, aliás, o aspecto mais fundamental que distingue o filme e o vídeo da fotografia, da pintura e de outras artes visuais. O movimento em si, o estilo, a trajetória, o ritmo e o timing em relação à ação contribuem para o clima e a sensação da tomada, acrescentando um subtexto e um conteúdo emocional independentemente do assunto. [27]

Da mesma forma, a iluminação e o controle das cores têm a capacidade de afetar o espectador em um nível puramente emocional e instintivo, o que dá ao cineasta a vantagem adicional de poder atingir o público em um nível, enquanto o cérebro consciente interpreta a história em outro. [28]

Há ainda a ambientação, o figurino, os efeitos sonoros e a música, os quais, em combinação com os demais elementos de produção, criam uma linguagem cinematográfica que apela ao público em um nível emocional profundo e impactante.

É moralmente aceitável manipular as emoções ou alterar a percepção da realidade mediante a ilusão para induzir o público a ser mais receptivo à mensagem do evangelho?

O diabo só pode conquistar o coração humano de duas formas: pela sedução ou pela força (Apocalipse 13:14-17). Deus conquista o coração pelo testemunho simples e direto de Sua Palavra (Lucas 24:27, 44 e 45).

Isso não significa que a experiência do evangelho seja desprovida de emoção (veja, por exemplo, Lucas 24:32).

A pessoa convertida só pode responder adequadamente se a verdade tomar posse de sua vida. Somente então ela será capaz de reconhecer e apreciar a vontade de Deus e praticá-la (Efésios 5:17; Romanos 12:2).

A verdade que apela à razão tem o poder de despertar as energias adormecidas da alma, mas excitação religiosa de qualquer espécie jamais poderá fazê-lo.

Deus não trabalha assim, e nós também não deveríamos.

O problema espiritual

Em Stage Presence, Jane Goodall fala da presença do ator como um "poder interior intrínseco, misterioso e essencial que é irradiado para fora" pelo ator, mas que pode ser construída por meio de habilidades e técnicas que os atores adquirem por meio de treinamento. [29]

Stanislavski abraçou de bom grado qualquer coisa que pudesse iluminar a atuação e o drama, concentrando-se em despertar ou desenvolver a presença do ator no palco. Entre os recursos que ele experimentou ao longo de sua carreira, figuram a ioga e as ideias orientais sobre a continuidade mente/corpo. [30]

Como a ioga vê o físico como um limiar para o espiritual, ela se tornou uma prática importante no método de atuação holístico de Stanislavski. Seu primeiro encontro com a ioga ocorreu em 1911, enquanto discutia com sua família suas últimas ideias sobre atuação.

Para ele, o mental e o espiritual estão sempre imbuídos do físico e vice-versa e, portanto, a tensão física é o maior inimigo da criatividade, não apenas paralisando e distorcendo a beleza do corpo, mas também interferindo na capacidade de concentração e fantasia.

O desempenho exige um estado de relaxamento físico, no qual o ator usa apenas a tensão muscular suficiente para realizar o que é necessário. Por isso, Stanislavski sugere que os atores pratiquem a respiração iogue para criar hábitos de relaxamento.

Ele relaciona a "vivência" do ator no palco – sua dinâmica e improvisação durante a atuação – à "inspiração", a "estados de espírito criativo", à ativação do "subconsciente", comparando-a com a sensação de existir plenamente no momento imediato – o que ele chama de "eu sou", um conceito extraído da ioga.

O método de atuação de Stanislavski propõe técnicas específicas que ajudam os atores a desenvolverem um estado mental e corporal que estimula a "vivência". Esse "senso de si", segundo ele, fornece o "solo" a partir do qual o papel pode crescer.

O ator desenvolve um senso teatral de si mesmo ao aprender a controlar as habilidades de concentração, imaginação e comunicação, e muitos dos exercícios que ajudam o ator nesse sentido derivam do fascínio de Stanislavski pela ioga. [31]

Não preciso lembrar o leitor cristão dos problemas filosóficos e espirituais de práticas como a ioga. Mas é evidente que a profundidade da experiência teatral apresenta problemas ainda maiores.

Para o diretor de teatro britânico, Peter Brook, o ator ideal vai além do virtuosismo voltado para o ego e chega a um tipo de integração psicossomática que ele chama de "transparência", isto é, "a capacidade de ouvir através do corpo os códigos e impulsos que estão ocultos o tempo todo na raiz das formas culturais". [32]

No momento da transparência, como em certos tipos de possessão em que a consciência não desaparece, os atores se tornam um local ou um canal para a manifestação do 'espírito' ou da 'vida' das palavras, da música, da dança – uma 'vida' que Brook acredita existir sob as formas teatrais.

Assim como "presença" e "vivência", as expressões "transparência", "possessão", "canal" e "manifestação do 'espírito'" estão longe de serem apenas figurativas ou técnicas.

Durante as gravações da cena para o filme Boicote em que Jeffrey Wright, no papel de Martin Luther King Jr., prega na igreja onde o pastor batista havia pregado, CCH Pounder lembra que, entre os atores sentados nos bancos, havia mulheres idosas que tinham conhecido King pessoalmente e ouvido seus sermões e que não estavam convencidas de que a escolha de Wright para o papel era adequada.

"Mas quando Jeffrey Wright começou a pregar como King", diz Pounder, "aquelas mulheres pareciam estar testemunhando a descida de um espírito. Elas começaram a chorar, bater palmas e se apaixonar por Wright. Elas suspenderam a descrença e se renderam a ele, embora ele não se parecesse fisicamente com King". [33]

Comentando sobre sua preparação para as filmagens de Bem-Amada, Oprah Winfrey disse:

Eu levava um desses documentos [de propriedade de escravos] para o meu trailer no set. E eu literalmente invocava os nomes – Joe, Bess, Sara, Emily, Sue e Dara – dessa lista todas as manhãs. Eu acendia uma vela, falava seus nomes e tentava honrar seus espíritos.

Oprah então explica:

Eu estava me esforçando para criar uma vida que, de maneiras que você não consegue articular, será sentida no espírito do personagem. Peço ao meu corpo que seja o portador dos espíritos daqueles que vieram antes de mim.

Em um dos primeiros dias no set, uma atriz mais velha disse à Oprah: "Estamos em uma missão. Os Ancestrais pediram este filme. É muito forte. Muito forte". Ela concordou. No dia seguinte, Oprah registrou em seu diário: "Acordei cedo e fiz minha oração diária aos Ancestrais". Mais tarde, ela escreveu que, enquanto atuava, "carregava os Ancestrais em meu coração, esperançosa, mas também certa de que eles igualmente me carregariam". [34]

Talvez por isso a atriz CCH Pounder encare a atuação não como uma escolha, mas como um chamado. [35] O ator desempenha uma função quase sacerdotal e, em certos tipos de produção, o ator pode de fato ser um sacerdote, fazendo a mediação entre o público e a dimensão divina ou espiritual. [36]

Brook chama o ato de comunicação entre o ator e o público de o "invisível" – o público pode não reconhecer conscientemente o fato de que está sendo movido pela emoção, mas ainda assim é movido. Por meio do invisível, o objetivo dos atores é acessar os "impulsos ocultos do homem". [37]

"Como um xamã", diz Bill Pullman, "o ator canaliza uma energia ou consciência e procura fazer com que ela se conecte a todos na sala" [38]. Simon Floodgate fala da figura do xamã como o ancestral natural do ator do teatro playback (uma forma de teatro de improvisação), visto que a tarefa e os processos em operação para realizá-la na atuação são surpreendentemente semelhantes aos do xamã.

"Como um canal para o espírito", diz Floodgate, "o ator não trabalha puramente com a mente consciente, e essa 'escuta no corpo' para contornar a mente censora é frequentemente crucial nos ensaios e apresentações do teatro playback". [39]

"Atuar é uma jornada e uma prática espiritual", explica a atriz Ellen Burstyn, e "o treinamento estimula o eu e proporciona um ambiente em que o inconsciente pode falar". "O inconsciente gosta de agir. Ele gosta de estar envolvido no processo criativo". [40]

De fato, "a mente racional não é um instrumento de descoberta tão potente quanto as faculdades mais secretas da intuição" [41], e o ator só pode "criar a partir de si mesmo" se "apelar para o inconsciente e o subconsciente". [42]

Essas poucas citações me parecem expor com suficiente clareza os perigos envolvidos na atuação, seja no teatro ou nas telas.

Alguns, entretanto, podem argumentar que as produções da Igreja não exigem níveis tão elevados de atuação e que um ator jamais terá que acessar os "impulsos ocultos do homem" ou canalizar espíritos na criação de um personagem.

A verdade é que, infelizmente, a Igreja tem investido pesado em suas produções e não dá sinais de que vai parar, o que naturalmente a expõe ao crescente risco de contratar atores que possuem essa formação e que podem eventualmente servir-se dessas técnicas e habilidades questionáveis.

Por exemplo, a atriz queridinha da Igreja, Tommie-Amber Pirie, sobre a qual falaremos algo mais adiante, reconheceu em uma entrevista que nunca pensou em incorporar uma personagem a ponto de transformar a si mesma, mas admitiu que "adoraria fazer esses papeis". [43]

Pastores e departamentais que promovem o evangelismo cinematográfico devem urgentemente rever sua estratégia, se estão realmente preocupados com o futuro da Igreja.

O problema material

A obra de Deus sempre se caracterizou pela santidade, dignidade e simplicidade. Qualquer estratégia, método ou recurso empregado na pregação do evangelho que não tenha essas características é feno, madeira e palha.

Esse é o caso do evangelismo cinematográfico.

Mesmo uma produção de baixo orçamento exige recursos técnicos e profissionais que, no final, representarão para a Igreja um custo dispendioso e complexo, o que poderia ser evitado com formas de evangelismo mais simples e, principalmente, não invasivas.

Uma equipe essencial de filmagem necessita, no mínimo, de um diretor, um diretor de produção, um assistente de direção, um diretor de fotografia, um operador de câmera e de som e um editor.

Isso requer recursos técnicos como câmera, lentes, tripé, microfone externo de qualidade, equipamento de iluminação e softwares de edição de vídeo e áudio. Nada disso é barato.

Ademais, necessita-se, naturalmente, de atores talentosos e adequados aos papeis, maquiadora, figurinista, cenógrafo, etc.

A produção também pode exigir um estúdio ou a locação de um espaço público ou privado para as filmagens e, portanto, permissões, logística, segurança, cuidados com o impacto ambiental, etc.

Nesse caso, os recursos técnicos podem incluir um gerador de energia e autorizações para uso de drones para tomadas aéreas.

Esses são alguns dos pré-requisitos mínimos para uma produção, mas sabemos que a Igreja investe muito mais nas suas criações, e isso também exige que ela contrate profissionais de fora para a realização de seus projetos, o que, por si só, já é um grande problema.

E mesmo que a Igreja decida formar seus próprios profissionais, isso representará um problema ainda maior, pois significará oferecer conhecimento teórico e prático em instituições adventistas incompatível com a profissão do cristianismo e as bênçãos do Céu.

Simplicidade, humildade, graciosa dignidade e sabedoria devem ser as qualidades que governam a apresentação da verdade de maneira que os ouvintes possam ser impressionados favoravelmente.

Em virtude de suas características, o evangelismo teatral ou cinematográfico não pode criar no espectador uma impressão solene, profunda e duradoura da verdade.

Na melhor das hipóteses, produzirá resultados geralmente superficiais e transitórios e, no processo, a igreja de Deus é descaracterizada.

O único caminho seguro é abster-nos completamente de tudo o que é complexo e duvidoso.

Os líderes ouvirão as advertências?

No dia 17 de abril, estreou nos cinemas dos Estados Unidos o filme The Hopeful. (Sim, não é mais pecado ir ao cinema, desde que o filme seja "cristão"!)

Produzido pelo Hope Studios, o filme foi anunciado com entusiasmo pela Divisão Norte Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia e elogiado pelo vice-presidente da Conferência Geral, Billy Biaggi, no Christian Film Festival: "A produção é altamente profissional e a trilha sonora é excelente".


A atriz que interpreta Ellen White é Tommie-Amber Pirie. Ela dirigiu o curta-metragem Queer Your Stories e atuou com Sarah Allen em The Retreat, um filme de terror sobre um casal de lésbicas que vive um pesadelo num retiro remoto para casais do mesmo sexo.

Divulgação: Screen Queens

Pirie também estrelou nos seguintes filmes:

Crédito: Wikipedia



Crédito: Wikipedia



Crédito: Wikipedia


Crédito: IMDb

Michelson Borges não dirá uma única palavra sobre isso. Nem Alberto Timm ou Rafael Rossi.

Mas você pode ter certeza de que eles continuarão repetindo a ladainha de que "Deus tem pessoas sábias e consagradas, colocadas no lugar certo e fazendo o trabalho dEle" e que "a Igreja Adventista jamais buscará meios de produção audiovisual ou comunicação que entrem em conflito com os princípios bíblicos e conceitos dos escritos de Ellen White".

Deus designou líderes para Sua igreja e espera que eles tomem a iniciativa de fazer Sua vontade. O Senhor também requer que Seu povo coopere com os líderes nesse sentido, e não prejudique o trabalho deles (Hebreus 13:17; Juízes 5:23).

Mas Deus não pode abençoar o que Ele condenou. E quando líderes são infiéis à sua missão, grande é a maldição que recai sobre eles, como a história de Nadabe e Abiú demonstra (Levítico 10:1-7).

Às vezes, tenho impressão de que nossos pastores vivem em um universo paralelo. Essa é uma definição de estupidez, a perda de contato com a realidade.

De fato, o pecado tem uma maneira misteriosa e assustadora de cegar os olhos, endurecer o coração e diminuir a repugnância do ato pecaminoso.

Que Deus abra os olhos e sensibilize o coração de nossos pastores para que ouçam esta advertência e façam o que é certo, pois estes são tempos de perigos especiais e calamidades (como a do Rio Grande do Sul) que devem ser ocasião de sondar o coração e fazer uma reforma sincera (2 Coríntios 6:14-18 e 7:1).

Notas e referências

1. Clive Barker e Bernard Beckerman, "Theatrical production". Encyclopedia Britannica, 16 abril de 2024.

2. Rose Eichenbaum, The actor within: intimate conversations with great actors. Middletown, CT: Wesleyan University Press, 2011, p. 199.

3. Actor training, Alison Hodge (Ed.), 2nd ed. London and New York: Routledge, 2010, p. xix e xx.

4. Sharon Marie Carnicke, "Stanislavsky’s system: pathways for the actor", em: Actor training, p. 8.

5. Rose Eichenbaum, op. cit., p. 29.

6. David Krasner, "Strasberg, Adler and Meisner: method acting", em: Actor training, p. 146.

7. Ibid., p. 148 e 149.

8. Ibid., p. 155.

9. Ibid., p. 157 e 158.

10. Rose Eichenbaum, op. cit., p. 70 e 72.

11. Ibid., p. 126 e 127.

12. Ibid., p. 11.

13. Ibid., p. 181.

14. Dicionário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, volume 8. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2016, p. 1010.

15. Ellen G. White, Música: sua influência na vida do cristão. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2005, p. 10.

16. Sharon Marie Carnicke, op. cit., p. 11.

17. David Krasner, op. cit., p. 152.

18. Ibid., p. 149 e 150.

19. Rose Eichenbaum, op. cit., p. 73.

20. Ibid., p. 182.

21. Ibid., p. 56.

22. Ibid., p. 132.

23. Ibid., p. 128.

24. Ibid., p. 164 e 165.

25. Ibid., p. 30.

26. Blain Brown, Cinematography: theory and practice: imagemaking for cinematographers and directors. Second edition. Waltham, MA: Focal Press, 2012, p. 8 e 15.

27. Ibid., p. 210.

28. Ibid., p. 69.

29. Actor training, p. xxii.

30. Sharon Marie Carnicke, op. cit., p. 4.

31. Ibid., p. 7 a 9.

32. Lorna Marshall e David Williams, "Peter Brook: transparency and the invisible network", em: Actor training, p. 189.

33. Rose Eichenbaum, op. cit., p. 55 e 56.

34. Stephen Mansfield, Where has Oprah taken us? The religious influence of the world's most famous woman. Nashville, TN: Thomas Nelson, 2011, p. 61 e 62.

35. Rose Eichenbaum, op. cit., p. 56.

36. Clive Barker e Bernard Beckerman, op. cit.

37. Sawyer A. Theriault, "The Development of Theatre: Peter Brook and the Human Connection." Inquiries Journal/Student Pulse, 2009, 1(12).

38. Rose Eichenbaum, op. cit., p. 72.

39. Simon Floodgate, "The shamanic actor: playback theatre acting as shamanism."

40. Rose Eichenbaum, op. cit., p. 221 e 222.

41. Lorna Marshall e David Williams, op. cit., p. 190.

42. David Krasner, op. cit., p. 148.

43. "Tommie-Amber Pirie and Sarah Allen on Portraying the Real-Life Horrors of Homophobia in 'The Retreat'". Screen Queens, 21 de maio de 2021.

* * *

Carta 5, 1888, ao irmão Morse

Battle Creek, Michigan

26 de dezembro de 1888

Caro irmão Morse,

Levantei-me às três horas da manhã para escrever-lhe algumas linhas. Gostei do farol. A cena que exigiu um esforço tão esmerado poderia ter sido mais impressionante, mas não foi tão vigorosa e apelativa como devia ter sido, já que custou tanto tempo e trabalho para prepará-la. A parte desempenhada pelas crianças foi boa. A leitura foi apropriada. Porém se nessa ocasião houvesse apresentado uma mensagem relacionada com as crianças e professores da Escola Sabatina trabalhando diligentemente para a salvação das almas das crianças sob seus cuidados, apresentando uma oferta mais aceitável a Jesus, o dom de seus próprios corações, e se tivessem feito observações breves e objetivas de como poderiam fazer isso, não teria sido associar-se com a obra que estamos tentando fazer na igreja?

Cada esforço deve estar em harmonia com o único grande propósito, o de preparar corações, e que individualmente, alunos e professores sejam como a luz de um candelabro que pode dar luz a todos que estão na casa, que seria apresentar a notável ideia de um farol que guia as almas para que não aconteça um naufrágio na fé. Pode me dizer qual foi a impressão marcante que os dois poemas ensaiados pelas duas senhoras na plataforma tinham a ver com essa obra?

Os cantos eram semelhantes aos que esperaríamos ouvir em qualquer representação teatral, porém não se podia distinguir uma só palavra. Certamente o barco sacudido pela tempestade naufragaria contra as rochas, se não viesse mais luz do farol do que se via na cena. Devo dizer que lamentei essas coisas, tão fora de lugar com relação ao momento de reforma que estamos tratando de levar avante na igreja e em nossas instituições. Eu teria me sentido melhor se não tivesse estado presente. Aquela era uma ocasião que deveria ter sido aproveitada não somente pelas crianças da Escola Sabatina, mas também deveriam ter sido pronunciadas palavras que aprofundassem a impressão da necessidade de buscar o favor desse Salvador que as amou e se deu a si mesmo por elas. Se tivessem sido cantados os preciosos hinos "Rocha Eterna, lá na cruz, seu olhar ficou sem luz", e "Óh Jesus meu bom pastor, quero em Ti me refugiar, ondas mil da angústia e dor, querem vir a me tragar!" Que almas foram inspiradas com novo e vigoroso zelo pelo Mestre com aquelas canções, cuja virtude estava nas diferentes interpretações do cantor?

Enquanto se realizam esmerados esforços para preparar estas representações, estavam sendo realizadas reuniões de interesse mais profundo que requeriam a atenção e solicitavam a presença de todos para que não se perdesse nada da mensagem que o Mestre lhes havia enviado? Agora, este Natal passou para a eternidade com o peso do seu registro e nós estamos ansiosos para ver os resultados. Terão uma mente mais espiritual os que desempenharam uma parte? Aumentará seu senso de obrigação com o nosso Pai Celestial, que enviou o Seu Filho Unigênito ao mundo por um preço tão infinito para salvar da ruína total o homem caído? Despertará a mente para buscar a Deus pelo grande amor com que nos amou?

Confiamos que, agora que o Natal está no passado, aqueles que dedicaram tanto esforço, manifestarão profundo zelo e um ardente e desinteressado esforço pela salvação dos professores da Escola Sabatina e que estes, por sua vez, trabalharão pela salvação de seus alunos e lhes darão instrução pessoal para que saibam o que devem fazer para ser salvos. Confiamos que acharão tempo para trabalhar com simplicidade e sinceridade pelas almas que estão sob seus cuidados e que orarão com eles e por eles para que possam dar a Jesus a preciosa oferta de suas próprias almas, que tornarão literalmente verdadeiro o símbolo do farol nos raios de luz que brilham de seus próprios e poderosos esforços realizados em nome de Jesus e feitos com amor; que eles mesmos se apegarão aos raios de luz para difundi-la a outros e que não se conformarão com trabalho superficial.

Mostrai tanta habilidade e aptidão para ganhas almas para Jesus, como haveis demonstrado no esforço esmerado que fizestes nesta ocasião que acaba de ocorrer. Apontai em vossos esforços, com alma e coração, para a Estrela que brilha no céu deste mundo moralmente obscurecido, a Luz do mundo. Que vossa luz brilhe para que as almas sacudidas pela tempestade possam fixar seus olhos nela e escapar das rochas que estão escondidas sob a superfície das águas. As tentações estão à espera para enganá-los; há almas oprimidas pela culpa prontas a afundar no desespero. Trabalhai para salvá-los; apontai-lhes Jesus que tanto as ama e que deu Sua vida por elas.

Repita a elas a preciosa certeza que o próprio Deus lhes deu: "Eu sou o Senhor, o Senhor Deus, misericordioso e piedoso, longânimo e grande em beneficência e verdade, que guarda a beneficência em milhares, que perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado". [Êxodo 34:6, 7] Que declaração preciosa é essa! O que pode ser difícil demais para Ele? Que pecado seria grande demais para Ele perdoar? Ele é gracioso, não trabalha de acordo com nosso mérito, mas em Sua bondade ilimitada cura nossas apostasias, perdoa nossas iniquidades e nos amou gratuitamente quando ainda éramos pecadores.

A Luz do mundo está brilhando sobre nós para que possamos absorver os raios divinos e permitir que essa luz brilhe sobre os outros em boas obras, para que muitas almas glorifiquem nosso Pai que está nos céus. Ele é longânimo, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento, e entristece o coração de Jesus o fato de tantos recusarem as ofertas de Sua misericórdia e Seu amor incomparável.

Todos que desempenharam uma parte no programa da noite passada trabalhariam tão zelosa e interessadamente para ser aprovados por Deus ao realizar sua obra pelo Mestre, a fim de apresentar-se como obreiros inteligentes que não têm de que se envergonhar? Oh, que os professores da Escola Sabatina estejam plenamente imbuídos do espírito da mensagem para este tempo, e tenham sempre presente a mensagem em todo o seu trabalho. Há almas para salvar e enquanto no trabalho da Escola Sabatina tenha havido muito formalismo e se tem dedicado muito do precioso tempo à leitura de relatórios e registros, não tem havido tempo suficiente para que a luz brilhe realmente com claros e potentes raios, da instrução tão necessária para a salvação das crianças e dos jovens. Menos discursos elaborados, menos observações extensas, e mais verdades simples; nem uma palavra com o fim de demonstrar conhecimentos, nem sequer uma, pois a maior evidência de um verdadeiro conhecimento é a grande simplicidade.

Todos os que adquiriram conhecimento de Jesus Cristo O imitarão em sua maneira de ensinar. Não usarão palavras empoladas, difíceis de entender, mas terão como objetivo não fazer um trabalho superficial, ser breves em cada discurso e não se empenhar em exibir-se, mas ir diretamente ao ponto para inculcar ideias que sejam de valor. Cada palavra usada deve ser tão clara que as crianças não precisem ir para casa, pegar um dicionário e procurar o significado das palavras usadas pelos professores e diretores. A força do educador está em ser compreendido, de modo que ele não precise de um intérprete. Quanto menos houver maquinário e formulários que não sejam realmente necessários, melhor será para a escola. Imite o grande Mestre; transmita lições que sejam claras e simples, não complicadas, não sobrecarregadas com um amontoado de palavras. Poucas palavras, ditas de modo simples e claro, apresentadas com a humildade e a mansidão de Cristo, alcançarão o coração, enquanto as muitas palavras não podem ser retidas e são como um monte de papel jogado em um cesto de lixo, perdidas como lixo. Poucas palavras, distintas e simples, terão um efeito muito maior do que uma infinidade de palavras que confundem a mente e não despertam interesse, de modo que nada se destaca de forma clara e marcante.

Nossas escolas sabatinas não devem ser moldadas para se tornarem mecânicas, mas todos os professores e diretores devem considerá-las como a escola do Senhor, onde as almas devem ser instruídas sobre como se tornarem cristãs, para que, embora a terrível culpa e o caráter doloroso do pecado sejam instigados na alma, ao mesmo tempo a misericórdia e a compaixão de Deus sejam claramente apresentadas no fato de Cristo ter dado Sua vida pelos pecados do mundo, revelando assim um amor imensurável.

Jesus deve ser apresentado com simplicidade às crianças como um Salvador que perdoa pecados, oferecendo dentro do véu o sangue de Sua expiação. E enquanto Jesus estiver suplicando em favor delas, agora, neste exato momento, enquanto Jesus estiver fazendo uma oferta pelo pecado, peçam-Lhe que esqueça e perdoe os pecados delas, que remova suas transgressões. Assim, eduquem as crianças e os jovens a orar; ensinem as crianças a se arrependerem. O tempo gasto em uma escola tão grande com a leitura de relatórios deve ser ocupado a todo momento com o melhor tipo de instrução sólida. Conduza as mentes fazendo observações interessantes. Diga-lhes que busquem a Deus e tornem o serviço de Cristo cheio de atração. Diga-lhes que é em vão pensar que podem melhorar a si mesmos e prometer que vão se corrigir, pois isso não removerá uma só mancha ou nódoa do pecado; mas impressione suas mentes para o fato de que eles não apenas devem se arrepender e abandonar o pecado, mas que a maneira de obter um senso do pecado e o verdadeiro arrependimento é lançar-se, exatamente como estão, sobre a misericórdia declarada e o amor revelado de Deus. Isso não seria presunção, pois todo raio de luz vem do trono de Deus e irradia sobre eles. É dever dos professores e ministros se protegerem contra ideias que levam à presunção e à confiança que não podem ser sustentadas pela Palavra de Deus, de maneira que se sintam seguros para a eternidade quando não estão.

É o dever despertar a alma para o senso de seus privilégios, e Deus espera o retorno correspondente ao serviço fiel a Ele. A alma não deve estar sempre envolta em nuvens de dúvidas, mas deve ter certeza de sua vocação e eleição. As Escrituras tornam os sinais da verdadeira religião claros e decisivos se aplicarmos o teste rigoroso que Cristo deu: "Pelos seus frutos os conhecereis". (Mateus 7:20) As recompensas da eternidade, embora compradas por Cristo, devem ser rigidamente proporcionais às suas obras. Não deve haver indiferença, nem oscilação de acordo com as circunstâncias, com um sentimento de segurança. Deve haver fé, esperança, paciência, longanimidade, brandura, mansidão, bondade e misericórdia.

* * *

O que Ellen White escreveu sobre teatro e representações teatrais

Entre as casas de diversões, a mais perigosa é o teatro. Em lugar de ser uma escola de moralidade e virtude, como costuma ser chamada, é ele justamente o viveiro da imoralidade. Os hábitos viciosos e as tendências pecaminosas são fortalecidos e confirmados por esses entretenimentos. As cantigas baixas, os gestos, expressões e atitudes indecentes corrompem a imaginação e aviltam a moral. Todo jovem que assiste habitualmente a tais exibições será corrompido em princípio. Não existe em nosso país influência mais poderosa para corromper a imaginação, destruir as impressões religiosas e enfraquecer o gosto pelos prazeres tranquilos e as sóbrias realidades da vida, do que as diversões teatrais. O gosto por estas cenas aumenta com cada transigência, assim como o desejo para com as bebidas intoxicantes se fortalece com seu uso. O único caminho seguro é evitar o teatro, o circo, e todos os outros lugares de diversões duvidosos. – Conselhos sobre Educação, p. 57.1.

Veríamos diferente estado de coisas se determinado número se consagrasse inteiramente a Deus, e então devotasse seus talentos à obra da Escola Sabatina, avançando sempre em conhecimento, educando-se para que pudessem instruir a outros quanto aos melhores métodos a serem empregados na obra; mas não devem os obreiros procurar métodos pelos quais ofereçam um espetáculo, consumindo tempo em representações teatrais e exibições de música, pois isto não beneficia a ninguém. Não é bom ensaiar crianças para que façam discursos em ocasiões especiais. Devem elas ser ganhas para Cristo, e em lugar de despender tempo, dinheiro e esforço para uma encenação, que todo esforço seja feito a fim de preparar os molhos para a colheita. – Conselhos sobre a Escola Sabatina, p. 153.2.

Satanás tem inventado muitas maneiras de malbaratar os meios que Deus tem dado. O jogo de cartas, as apostas, o jogo de azar, as corridas de cavalo e as representações teatrais, são todos de sua invenção, e ele tem induzido os homens a levarem avante esses divertimentos com tanto zelo como se estivessem adquirindo para si mesmos a preciosa dádiva da vida eterna. Despendem os homens somas imensas em busca desses prazeres proibidos; e o resultado é que, as faculdades que Deus lhes deu, que foram compradas pelo precioso sangue do Filho de Deus, são degradadas e corrompidas. As faculdades físicas, morais e mentais que por Deus são dadas aos homens, e que pertencem a Cristo, são zelosamente usadas em servir a Satanás, e para desviar os homens da justiça e da santidade. – Conselhos sobre Mordomia, p. 84.2.

Trajando vestes do Céu, a morte espreita no caminho dos jovens. O pecado é coberto de ouro pela santidade da igreja. Essas várias formas de divertimento nas igrejas modernas têm arruinado milhares que, não fosse isso, poderiam ter permanecido corretos e se tornado seguidores de Cristo. Caracteres têm sido arruinados por esses festivais da igreja e apresentações teatrais da moda, e mais alguns milhares serão destruídos; contudo o povo não se aperceberá do perigo, nem da temível influência exercida. Muitos moços e moças têm perdido sua salvação devido a essas influências corruptoras. – Conselhos sobre Mordomia, p. 125.1.

A opinião geral é que o trabalho manual seja degradante; todavia, os homens se exercitam tanto quanto lhes apraz no críquete, beisebol, ou em competições pugilísticas, sem serem olhados como pessoas que se degradam. Satanás deleita-se quando vê seres humanos empregando as faculdades físicas e mentais naquilo que não educa, não tem utilidade, não os ajuda a ser uma bênção aos que necessitam de seu auxílio. Enquanto a juventude se adestra em jogos destituídos de valor para eles e para os outros, Satanás joga a partida da vida por sua alma, tirando-lhes os talentos dados por Deus, e substituindo-os por seus próprios atributos maus. É seu empenho levar os homens a passarem por alto a Deus. Busca ocupar-lhes e absorver-lhes tão completamente o espírito, que o Senhor não encontre lugar em seus pensamentos. Não quer que o povo conheça a seu Criador, e fica bem satisfeito se pode pôr em funcionamento jogos e representações teatrais que por tal forma confundam o senso da juventude de que Deus e o Céu sejam esquecidos. – Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 274.3.

O pensamento que se deve conservar diante dos alunos, é que o tempo é breve, e que se devem preparar rapidamente para fazer a obra essencial para este tempo. ... É-me ordenado dizer-vos que não sabeis quão breve sobrevirá a crise. Ela vem vindo furtiva e gradualmente sobre nós, como um ladrão. O Sol resplandece no céu, seguindo seu curso habitual, e os céus ainda declaram a glória de Deus; os homens prosseguem em sua habitual rotina de comer e beber, plantar e construir, casar e dar-se em casamento; os comerciantes se acham ainda empenhados em comprar e vender; as publicações saem umas após outras; os homens acotovelam-se uns aos outros em busca das mais altas posições; os amantes de prazeres continuam a frequentar os teatros, as corridas de cavalos, os antros de jogatina, e domina o máximo da excitação; a hora da graça, no entanto, vai-se rapidamente encerrando, e cada caso está a ponto de ser eternamente decidido. Poucos há que acreditem de alma e coração que temos um Céu a ganhar e um inferno de que fugir; estes, porém, revelam pelas obras a sua fé. – Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 413.3.

Os desígnios e objetivos que levam à formação de sociedades literárias podem ser bons; mas, a menos que essas organizações sejam regidas pela sabedoria vinda de Deus, tornar-se-ão um positivo mal. São geralmente admitidas pessoas irreligiosas e cujo coração e vida não são consagrados, sendo muitas vezes colocadas nos lugares de mais responsabilidade. Talvez se adotem regras e regulamentos julgados suficientes para manter à distância qualquer influência perniciosa; mas Satanás, astuto general, está em atividade para moldar a associação de maneira a lhe convir aos planos; e, a seu tempo, é muitas vezes bem-sucedido. O grande adversário encontra fácil acesso àqueles a quem tem dominado anteriormente, realizando por meio deles o seu fito. Vários entretenimentos são introduzidos para tornar interessantes as reuniões, e atrativas para os mundanos, e assim as atividades da chamada sociedade literária degeneram muitas vezes em desmoralizantes representações teatrais e tolices vulgares. Todas essas satisfazem a mente carnal, em inimizade contra Deus; não robustecem, porém, o intelecto, nem consolidam a moral. – Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 541.3.

Os que têm a responsabilidade do sanatório devem ser sobremodo cuidadosos de que as diversões não sejam de molde a rebaixar o padrão de cristianismo, colocando esta instituição em pé de igualdade com outras e debilitando o poder da verdade divina na mente daqueles que com ela estão relacionados. Os entretenimentos mundanos ou teatrais não são necessários à prosperidade do sanatório ou à saúde dos pacientes. Quanto mais lhes for apresentado este tipo de diversões tanto menos eles se sentirão satisfeitos, a não ser que alguma coisa dessa espécie lhes seja oferecida continuamente. A mente está sempre na expectativa de alguma coisa nova e excitante, exatamente aquilo que ela não deve receber. E se esses entretenimentos são permitidos uma vez, são aguardados novamente, e os pacientes perdem o seu gosto por qualquer arranjo simples para ocupar o tempo. Mas repouso, mais do que excitação, é o de que necessitam os pacientes.

Assim que essas diversões são introduzidas, as objeções para não ir a casas de espetáculos são removidas de muitas mentes, e a alegação de que cenas morais de alto padrão vão ser representadas no teatro faz ruir a última barreira. Os que desejariam permitir essa espécie de divertimentos no sanatório fariam melhor se buscassem de Deus sabedoria para guiarem estas pobres, famintas e sedentas almas à Fonte da alegria, paz e felicidade. – Conselhos sobre Saúde, p. 240.1 e 2.

Tememos pela juventude de nossos dias por causa do exemplo que lhes é dado por aqueles que professam ser cristãos. Não podemos fechar a porta da tentação à juventude, mas podemos educá-la para que suas palavras e ações possam ter uma influência direta sobre sua felicidade ou miséria futuras. Serão expostos à tentação. Encontrarão inimigos dentro e fora, mas devem ser instruídos a permanecer firmes na sua integridade, tendo princípios morais para resistir à tentação. As lições dadas a nossa juventude por professores cristãos amantes do mundo estão fazendo um grande mal. As reuniões festivas, as glutonarias, as loterias, as cenas mudas e representações teatrais estão fazendo um trabalho que produzirá um registro com seu fardo de resultados para o juízo. – No Deserto da Tentação, p. 82.1.

A crise aproxima-se furtiva e gradualmente de nós. O Sol brilha no firmamento, fazendo seu ordinário percurso, e os céus declaram ainda a glória de Deus. Os homens ainda comem, bebem, plantam e edificam, casam e dão-se em casamento. Os comerciantes continuam a vender e comprar. Os homens se empurram uns aos outros, contendem pelas mais altas posições. Os amantes de prazer aglomeram-se ainda nos teatros, nas corridas de cavalo, nos antros de jogo. São dominados pelo maior excitamento, todavia o tempo de graça aproxima-se rapidamente do fim, e todo caso está para ser eternamente decidido. Satanás vê que seu tempo é curto. Tem posto em operação todas as suas forças a fim de os homens serem enganados, seduzidos, ocupados e enlaçados até que o dia da graça se haja findado, e a porta da misericórdia esteja para sempre fechada. – O Desejado de Todas as Nações, p. 450.2.

Deus não Se agrada do grande dispêndio de meios que fazeis na propaganda de vossas reuniões, bem como no aparato realizado em outras atividades de vossa obra. A exibição não está em harmonia com os princípios da Palavra de Deus. Ele é desonrado pelos vossos dispendiosos preparativos. Às vezes fazeis aquilo que se me apresenta como pôr na panela pedaços de cabaça silvestre. Esta exibição faz com que a verdade tenha o gosto demasiado forte de tal prato. O homem é exaltado. A verdade não progride, mas fica retardada. Homens e mulheres judiciosos podem ver que as representações teatrais não estão em harmonia com a solene mensagem que tendes a apresentar. – Evangelismo, p. 127.1.

Alguns ministros cometem o erro de pensar que o sucesso depende de arrastar uma grande congregação pelo aparato exterior, anunciando depois a mensagem da verdade em estilo teatral. Isso, porém, é empregar fogo comum, em lugar de fogo sagrado ateado por Deus. O Senhor não é glorificado por essa maneira de trabalhar. Não por meio de notícias sensacionalistas e dispendiosas exibições, que há de Sua obra ser levada a cabo, mas seguindo os métodos de Cristo. "Não por força nem por violência, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos." Zacarias 4:6. É a verdade nua que, qual espada aguda de dois gumes, corta de ambos os lados, despertando para a vida espiritual os que se acham mortos em ofensas e pecados. Os homens hão de reconhecer o evangelho, quando este lhes for apresentado em harmonia com os desígnios de Deus. – Evangelismo, p. 136.1.

Tenho uma mensagem para os que estão com a responsabilidade de nossa obra. Não animeis os homens que devem empenhar-se neste trabalho a pensarem que devam proclamar a solene e sagrada mensagem em estilo teatral. Nem um jota nem um til de qualquer coisa teatral deve aparecer em nossa obra. A causa de Deus deve ter molde sagrado e celestial. Fazei com que tudo quanto esteja em conexão com a apresentação da mensagem para este tempo tenha o sinete divino. Não permitais que haja qualquer coisa de natureza teatral, pois isto prejudicaria a santidade da obra.

Foi-me mostrado que nos defrontaremos com todas as espécies de experiências e que os homens procurarão introduzir representações estranhas na obra de Deus. Já nos encontramos com tais em muitos lugares. No início de meu trabalho, foi dada a mensagem de que todas as representações teatrais, em conexão com a pregação da verdade presente, fossem desaconselhadas e proibidas. Os homens que pensavam ter um admirável trabalho a fazer procuraram adotar uma estranha atitude e manifestavam esquisitices no movimento do corpo. Eis a instrução que me foi dada: "Não aproveis tal coisa." Estas atitudes, com sabor teatral, não devem ter lugar na proclamação das solenes mensagens que nos foram confiadas. – Evangelismo, p. 137.2 e 3.

Não devem os ministros pregar opiniões de homens, não devem contar anedotas nem encenar representações teatrais, nem exibir-se; mas, como se estivessem na presença de Deus e do Senhor Jesus Cristo, têm de pregar a Palavra. Não introduzam na obra do ministério leviandades, mas preguem a Palavra de maneira que deixe em quem os escute, a mais solene impressão. – Evangelismo, p. 207.2.

A paixão dominante de Satanás é perverter o intelecto e levar os homens a desejar ardentemente frequentar espetáculos e exibições teatrais. A experiência e o caráter de quantos se empenham nesta obra estará em conformidade com o alimento fornecido à mente. – Evangelismo, p. 266.3.

Em vez de menosprezar o poço de Jacó, Cristo apresentou algo infinitamente melhor. ... Ofereceu à mulher algo melhor do que qualquer coisa que ela possuísse; a água viva, o gozo e a esperança do evangelho de Seu reino.

Esta é uma ilustração da maneira em que temos que agir. Pouco nos adiantará o irmos aos amantes de prazeres, frequentadores de teatros, ou de corridas de cavalos, bebedores e jogadores e reprovar-lhes duramente os pecados. Isto não fará bem nenhum. Devemos oferecer-lhes alguma coisa melhor do que a que têm, a própria paz de Cristo que sobrepuja todo entendimento. ...

Essas pobres almas estão empenhadas na busca descontrolada dos prazeres e riquezas terrenos. Não sabem de coisa alguma mais desejável. Mas os jogos, teatros e corridas não satisfazem a alma. Os seres humanos não foram criados para ser satisfeitos dessa maneira, para gastar o dinheiro no que não é pão. Mostrai-lhes que infinitamente superior aos gozos e prazeres efêmeros do mundo é a magnificência imperecível do Céu. Tratai de convencê-los da liberdade, esperança, repouso e paz que há no evangelho. "Aquele que beber da água que Eu lhe der, nunca terá sede", declarou Cristo. – Evangelismo, p. 267.2, 3 e 4.

Aquele que faz da eloquência o mais elevado objetivo em suas pregações, faz com que o povo esqueça a verdade que se acha de mistura com sua oratória. Em havendo passado a emoção, verificar-se-á que a Palavra de Deus não se firmou na mente, nem lucraram os ouvintes em entendimento. Podem falar acerca da eloquência do ministro em termos cheios de admiração, mas não foram em nada levados mais perto da decisão. Falam do sermão como o fariam de uma peça de teatro, e do ministro como o fariam de um ator. Eles poderão voltar a escutar tais discursos, mas dali sairão sem haver recebido impressão nem alimento. – Evangelismo, p. 279.1.

O que me foi apresentado é que, se o Pastor _____ desse ouvidos ao conselho de seus irmãos, e não corresse da maneira por que o faz no esforço de obter grandes congregações, exerceria mais influência para o bem, e sua obra teria efeito mais benéfico. Ele deve cortar de suas reuniões tudo quanto tenha semelhança com exibições teatrais; pois tais aparências exteriores não dão nenhuma força à mensagem que ele anuncia. Quando o Senhor puder cooperar com ele, sua obra não precisará ser feita de modo tão dispendioso. Ele não necessitará então fazer tantas despesas em anúncios de suas reuniões. Não porá tanta confiança no programa musical. Esta parte de seu serviço é realizada mais à maneira de um concerto teatral, do que de um serviço de canto em uma reunião religiosa. – Evangelismo, p. 501.1.

Em seus esforços para alcançar o povo, os mensageiros do Senhor não devem seguir as maneiras do mundo. Nas reuniões realizadas, não devem depender de cantores do mundo nem de exibições teatrais para despertar o interesse. Como se pode esperar que aqueles que não têm nenhum interesse na Palavra de Deus, que nunca leram Sua Palavra com sincero desejo de lhe compreender as verdades, cantem com o espírito e entendimento? Como pode seu coração estar em harmonia com as palavras do canto sagrado? Como se pode o coro celeste unir a uma música, que é meramente uma forma? – Evangelismo, p. 508.4.

Vejo que deve ter lugar no ministério grande reforma antes que ele seja aquilo que Deus quer que seja. Os ministros no púlpito não têm permissão de comportar-se como representantes de teatro, tomando atitudes e expressões calculadas a causar efeito. Eles não ocupam o púlpito sagrado como atores, mas como mestres de verdades solenes. Há também ministros fanáticos que, tentando pregar a Cristo, atacam, gritam, saltam para cima e para baixo, esmurram o púlpito, como se esse exercício corporal servisse para alguma coisa. Tais momices não emprestam força alguma às verdades proferidas, antes, ao contrário, desgostam os homens e mulheres de pensar sereno e vistas elevadas. É dever dos que se entregam ao ministério deixar toda rudeza e toda conduta tempestuosa, no púlpito pelo menos. – Evangelismo, p. 640.1.

O poder convertedor de Deus deve possuir o coração dos ministros, ou eles devem buscar outra vocação. Caso os embaixadores de Cristo reconheçam a solenidade de apresentar a verdade ao povo, serão homens sóbrios, refletidos, coobreiros de Deus. Uma vez que tenham o verdadeiro senso da comissão dada por Cristo a Seus discípulos, hão de, com reverência, abrir a Palavra de Deus, e escutar a instrução do Senhor, pedindo sabedoria do Céu, para que, enquanto se colocam entre os vivos e os mortos, reconheçam que precisam prestar contas a Deus pela obra que sai de suas mãos.

Que pode o ministro fazer sem Jesus? Verdadeiramente nada. Então, se ele é um homem frívolo, brincalhão, não está preparado para cumprir o dever sobre ele posto pelo Senhor. "Sem Mim", diz Cristo, "nada podeis fazer." As palavras petulantes que lhe caem dos lábios, as frívolas anedotas, as palavras proferidas a fim de provocar o riso, são todas condenadas pela Palavra de Deus, e inteiramente fora de lugar na tribuna sagrada. ...

A menos que os ministros sejam homens convertidos, as igrejas ficarão enfermas e prestes a morrer. Unicamente o poder de Deus pode mudar o coração humano e impregná-lo do amor de Cristo. Só o poder de Deus pode corrigir e subjugar as paixões e santificar os sentimentos. Todos quantos ministram precisam humilhar o coração orgulhoso, submeter a própria vontade à vontade de Deus, e esconder sua vida com Cristo em Deus.

Qual é o objetivo do ministério? É misturar o cômico com o religioso? O teatro é o lugar para tais exibições. Caso Cristo esteja formado no interior, caso a verdade com seu poder santificador seja introduzida no santuário interior da alma, não tereis homens folgazãos, nem também homens azedos, mal-humorados e rudes para ensinarem as preciosas lições de Cristo às almas que perecem.

Toda postura, que é tão comum, como gestos teatrais, toda leviandade e frivolidade, todo gracejo e pilhéria, devem ser considerados pelos que levam o jugo de Cristo como não sendo "convenientes" — uma ofensa a Deus e negação de Cristo. Isto incapacita o espírito para o pensar sólido e o sólido labor. Torna os homens ineficientes, superficiais e espiritualmente enfermos. ... – Evangelismo, p. 643.1 a 644.2.

A obra de Satanás é levar as pessoas a ignorarem Deus, para assim ocupar a mente e mantê-la absorta, de modo que Deus não esteja em seus pensamentos. A educação que elas têm recebido tem sido de caráter tal que confunde a mente e obscurece a verdadeira luz. Satanás não deseja que o povo tenha conhecimento de Deus; e se rejubilará se puder pôr em operação jogos e representações teatrais que confundam os sentidos dos jovens de modo que os seres humanos pereçam nas trevas enquanto a luz brilha em torno deles. – Fundamentos da Educação Cristã, p. 132.1.

Nos lares cristãos deve ser erguido um muro contra a tentação. Satanás está usando todos os meios para tornar populares o crime e os vícios degradantes. Não podemos andar nas ruas de nossas cidades sem encontrar chocantes notícias de crimes que serão contados e recontados nos romances e no teatro. A mente é educada para familiarizar-se com o pecado. A conduta seguida pelos baixos e vis é mantida diante do povo pelos jornais e revistas, e tudo que pode despertar a paixão é posto diante deles em agitadas histórias. – Fundamentos da Educação Cristã, p. 136.2.

Tudo que é feito sob o estímulo santificador da obrigação cristã, pelo fato de que sois mordomos a quem foram confiados talentos a serem usados para que se tornem uma bênção a vós mesmos e a outros, proporciona verdadeira satisfação; porque tudo é feito para a glória de Deus. Não consigo encontrar nenhum caso na vida de Cristo que demonstre haver Ele dedicado tempo a jogos ou diversões. Ele era o grande Educador para a vida presente e futura. Não tenho conseguido encontrar nenhum caso em que Ele tenha ensinado os Seus discípulos a empenharem-se na diversão do futebol ou em jogos de competição, a fim de fazerem exercício físico, ou em representações teatrais; e, no entanto, Cristo era nosso modelo em todas as coisas. Cristo, o Redentor do mundo, deu a cada um a sua obra, e ordena: "Negociai [ocupai-vos, na versão inglesa] até que Eu volte." E ao realizar Sua obra, o coração se entusiasma com tal empreendimento, e todas as energias da alma são alistadas numa obra designada pelo Senhor e Mestre, que é elevada e importante. O mestre e o estudante cristãos são habilitados a tornarem-se despenseiros da graça de Cristo e a serem sempre diligentes. – Fundamentos da Educação Cristã, p. 229.2.

O mal não é resultado da organização, mas de fazer-se de tudo motivo de organização, e tomar a piedade vital de pouca monta. Quando a forma e o mecanismo adquirem a preeminência, e a obra que devia ser feita com simplicidade é transformada em laboriosa tarefa, resultará mal, e pouco será realizado em proporção ao esforço feito. O objetivo da organização é justamente o reverso disto; e se devêssemos nos desorganizar, seria como que demolir o que foi construído. Maus resultados têm sido vistos tanto na obra da Escola Sabatina como na sociedade missionária, pelo fato de fazer-se muito de mecânico, ao passo que a experiência vital é perdida de vista. Em muitos dos supostos melhoramentos levados a efeito, o que se tem feito é colocar o molde humano na obra. Têm sido aceitos na Escola Sabatina como oficiais e professores homens e mulheres cuja mente não estava espiritualizada, e que não tomaram vivo interesse na obra a eles cometida; mas apenas mediante o auxílio do Espírito Santo é que se pode pôr em ordem a situação. O mesmo mal que agora existe em nossas igrejas tem existido há anos. Formalidade, orgulho e amor à ostentação têm ocupado o lugar de verdadeira piedade e humilde devoção. Veríamos diferente estado de coisas se determinado número se consagrasse inteiramente a Deus, e então devotasse seus talentos à obra da Escola Sabatina, avançando sempre em conhecimento, educando-se para que pudessem instruir a outros quanto aos melhores métodos a serem empregados na obra; mas não devem os obreiros procurar métodos pelos quais ofereçam um espetáculo, consumindo tempo em representações teatrais e exibições de música, pois isto não beneficia a ninguém. Não é bom ensaiar crianças para que façam discursos em ocasiões especiais. Devem elas ser ganhas para Cristo, e em lugar de despender tempo, dinheiro e esforço para uma encenação, que todo esforço seja feito a fim de preparar os molhos para a colheita. – Fundamentos da Educação Cristã, p. 253.1.

Jamais poderá ser dada a devida educação aos jovens deste país, ou de qualquer outro, a menos que estejam separados a uma vasta distância das cidades. Os costumes e práticas das cidades incapacitam a mente dos jovens para a percepção da verdade. A ingestão de bebidas alcoólicas, o fumar e jogar, as corridas de cavalos, o ato de ir ao teatro, a grande importância atribuída aos feriados — tudo isso é uma espécie de idolatria, um sacrifício sobre o altar dos ídolos. Se nos feriados as pessoas cuidam conscienciosamente de seus negócios legítimos, são consideradas como mesquinhas e antipatriotas. O Senhor não pode ser servido dessa maneira. Os que multiplicam os dias de prazer e diversão estão em realidade patrocinando os vendedores de bebidas e tirando dos pobres os próprios recursos com que haveriam de comprar alimento e roupa para seus filhos — recursos que, usados com economia, logo proveriam uma residência para suas famílias. E só podemos tocar de leve nestes males. – Fundamentos da Educação Cristã, p. 312.1.

O caso de um homem que tenha sua propriedade livre de qualquer ônus é uma ditosa exceção à regra. Comerciantes estão falindo, e as famílias sofrem por falta de alimento e vestuário. Nenhum trabalho se apresenta por si mesmo; mas os feriados são tão numerosos como antes, e suas diversões são buscadas com a mesma avidez. Todos os que puderem fazê-lo gastarão seus centavos, xelins e libras ganhos a duras penas por uma sensação de prazer, em bebidas fortes ou nalguma outra condescendência. Os periódicos que informam acerca da pobreza do povo têm anúncios permanentes de corridas de cavalos e dos prêmios apresentados por diferentes espécies de esportes excitantes. Os espetáculos, os teatros e todas as demais diversões desmoralizantes dessa natureza estão arrebatando o dinheiro do país, e a pobreza aumenta constantemente. Homens pobres investem seu último xelim na loteria, esperando obter um prêmio, e têm então de mendigar o alimento necessário para suster a vida, ou andar famintos. Muitos morrem de fome e muitos outros põem fim a sua existência. Mas a história não termina aqui. Alguns nos levam a suas plantações de laranjas, limões e outras frutas, e dizem que a produção não compensa pelo trabalho nelas aplicado. E quase impossível viver dentro dos rendimentos, e os pais decidem que seus filhos não serão agricultores; eles não têm coragem e esperança para ensiná-los a cultivar a terra. – Fundamentos da Educação Cristão, p. 318.1.

É-me ordenado dizer-vos que não sabeis quão presto sobrevirá a crise. Ela vem vindo furtiva e gradualmente sobre nós, como um ladrão. O Sol resplandece no céu, seguindo seu curso habitual, e os céus ainda declaram a glória de Deus; os homens prosseguem em sua habitual rotina de comer e beber, plantar e construir, casar e dar-se em casamento; os comerciantes se acham ainda empenhados em comprar e vender; as publicações saem umas após outras; os homens acotovelam-se uns aos outros em busca das mais altas posições; os amantes de prazeres continuam a frequentar os teatros, as corridas de cavalos, os centros de jogo, e domina o máximo de excitação; a hora da graça, no entanto, vai-se presto encerrando, e cada caso está a ponto de ser eternamente decidido. Poucos há que acreditem de alma e coração que temos um Céu a ganhar e um inferno de que fugir; estes, porém, revelam pelas obras a sua fé. Os sinais da vinda de Cristo estão-se cumprindo rapidamente. Satanás vê que não lhe resta senão pouco tempo para operar, e tem posto seus agentes a trabalhar no sentido de sublevar os elementos do mundo, para que os homens sejam enganados, iludidos, e se conservem ocupados e absorvidos até que finde o tempo da graça, e para sempre se feche a porta da misericórdia. – Fundamentos da Educação Cristã, p. 354.2.

Para toda alma verdadeiramente convertida, a relação com Deus e com as coisas eternas será o grande objetivo da vida. Mas onde, nas igrejas populares de hoje, o espírito de consagração a Deus? Os conversos não renunciam ao orgulho e amor do mundo. Não estão mais dispostos a negar-se, tomar a cruz, e seguir o manso e humilde Nazareno, do que estiveram antes de se converter. A religião tornou-se o entretenimento dos incrédulos e cépticos, porque tantos que são portadores de seu nome lhes desconhecem os princípios. O poder da piedade quase desapareceu de muitas das igrejas. Piqueniques, representações teatrais nas igrejas, quermesses, casas elegantes, ostentação pessoal, desviaram de Deus os pensamentos. Terras e bens, e ocupações mundanas absorvem a mente, e as coisas de interesse eterno mal recebem atenção passageira. – O Grande Conflito, p. 463.3.

Muitos dos divertimentos populares no mundo hoje, mesmo entre aqueles que pretendem ser cristãos, propendem para os mesmos fins que os dos gentios, outrora. Poucos há na verdade entre eles que Satanás não torne responsáveis pela destruição de almas. Por meio da arte dramática, ele tem operado durante séculos para provocar a paixão e glorificar o vício. A ópera com sua fascinadora ostentação e música sedutora, o baile de máscaras, a dança, o jogo de cartas, Satanás emprega para derribar as barreiras dos princípios, e abrir a porta à satisfação sensual. Em todo o ajuntamento para diversão onde é alimentado o orgulho e satisfeito o apetite, onde a pessoa é levada a esquecer-se de Deus e perder de vista os interesses eternos, ali está Satanás atando suas correntes em redor da alma.

O verdadeiro cristão não desejará entrar em qualquer lugar de divertimento ou empenhar-se em qualquer diversão sobre os quais não possa pedir a bênção de Deus. Ele não será encontrado nos teatros, nem nos salões de bilhar ou de boliche. Não se unirá com os alegres valsistas nem tolerará qualquer outro prazer sedutor que banirá Cristo da mente.

Aos que anseiam por essas diversões, respondemos: Não podemos condescender com elas em nome de Jesus de Nazaré. A bênção de Deus não poderia ser invocada sobre o tempo gasto no teatro ou na dança. Nenhum cristão desejaria enfrentar a morte em tal lugar. Ninguém desejaria ser aí encontrado quando Cristo vier. – O Lar Adventista, p. 515.3 a 516.1.

As cidades modernas estão rapidamente se transformando em Sodomas e Gomorras. Numerosos são os dias de folga; o torvelinho da agitação e do prazer desvia milhares de pessoas dos austeros deveres da vida. Os esportes enervantes — o teatro, as corridas de cavalos, os jogos de azar, as bebidas e as bacanais — excitam ao máximo todas as paixões.

A juventude é levada de roldão pela onda popular. Os que se deixam dominar pelas diversões, abrem a porta para um dilúvio de tentações. Dedicam-se a divertimentos sociais e a irrefletida alacridade. Passam de uma a outra forma de dissipação, até perderem tanto o desejo como a capacidade de viver de maneira útil. Esfriam as aspirações religiosas; debilita-se a vida espiritual. As mais nobres faculdades da alma, numa palavra, tudo quanto liga o homem ao mundo espiritual, é envilecido. – Mente, Caráter e Personalidade, Volume 1, p. 315.2 e 3.

Não haja singularidades nem excentricidades de movimento da parte daqueles que falam a Palavra da verdade, pois tais coisas enfraquecerão a impressão que deve ser produzida pela Palavra. Cumpre guardarmo-nos, pois Satanás está determinado, se possível, a entremear com os serviços religiosos sua má influência. Não haja exibição teatral, pois isto não ajuda a fortalecer na Palavra de Deus. Antes distrairá a atenção para o instrumento humano. – Mensagens Escolhidas, Volume 2, p. 23.3.

Não é seguro para os obreiros do Senhor tomarem parte em divertimentos mundanos. A associação com as coisas do mundo no setor musical é considerada inofensiva por alguns observadores do sábado. Tais pessoas estão, porém, em terreno perigoso. É assim que Satanás procura desviar homens e mulheres, e dessa maneira tem ganho o controle de almas. Tão suave, tão plausível é o trabalho do inimigo que não se suspeita dos seus ardis, e muitos membros de igreja tornam-se mais amigos dos prazeres que amigos de Deus.

O irmão U. tem bom conhecimento de música, mas a sua educação musical é de tal índole que se adapta mais ao palco de um teatro do que à solene adoração de Deus. Numa reunião religiosa, o ato de cantar é tanto uma adoração a Deus como o ato de pregar, e qualquer excentricidade ou traço de caráter esquisito chama a atenção das pessoas e destrói a séria e solene impressão que deve ser o resultado da música sacra. Qualquer coisa estranha e excêntrica no canto diminui a seriedade e o caráter sagrado do serviço religioso. – Mensagens Escolhidas, Volume 3, p. 332.2 e 333.1.

Mediante o emprego de cartazes, símbolos e ilustrações de várias espécies, o ministro pode fazer a verdade destacar-se clara e distintamente. Isso é um auxílio, e está em harmonia com a Palavra de Deus. Mas quando o obreiro torna seu trabalho tão dispendioso que os outros não podem tirar do tesouro meios suficientes para manter-se no campo, ele não está trabalhando de acordo com o plano de Deus.

A obra nas grandes cidades deve ser feita segundo a ordem de Cristo, não segundo os métodos teatrais. Não é uma realização teatral que glorifica a Deus, mas a apresentação da verdade no amor de Cristo. – Obreiros Evangélicos, p. 355.4 e 356.1.

A busca por prazeres e divertimentos centraliza-se nas cidades. Muitos pais que escolhem um lar na cidade para os filhos, pensando dar-lhes maiores vantagens, são desapontados, mas demasiado tarde se arrependem de seu terrível erro. As cidades de nosso tempo tornam-se depressa como Sodoma e Gomorra. Os muitos feriados animam à ociosidade. Os divertimentos — o teatro, corridas de cavalo, jogos, as bebidas alcoólicas, banquetes e orgias — estimulam ao extremo todas as paixões. A juventude é arrastada pela corrente popular. Aqueles que aprendem a amar os divertimentos como um fim em si, abrem a porta para uma onda de tentações. Entregam-se a prazeres sociais e satisfações loucas, e sua relação com os amantes de prazeres tem efeito intoxicante sobre a mente. São arrastados de uma a outra forma de dissipação, até perderem, não só o desejo, como a capacidade para a vida útil. Suas aspirações religiosas esfriam; a vida espiritual é obscurecida. Todas as nobres faculdades da mente, tudo que liga o homem ao mundo espiritual é rebaixado. – Parábolas de Jesus, p. 21.1.

A clínica hidroterápica de _____ tem sido a melhor instituição nos Estados Unidos. Seus dirigentes estão fazendo um bom trabalho no que diz respeito ao tratamento das doenças. Não podemos, porém, confiar em seus princípios religiosos. Enquanto professam ser cristãos, recomendam aos pacientes jogar cartas, dançar e assistir a teatro, atividades essas que tendem ao mal ou, para dizer o mínimo, têm a aparência do mal e são diretamente contrários aos ensinos de Cristo e Seus apóstolos. Os conscienciosos observadores do sábado que visitam essas instituições com o propósito de recuperar a saúde, não podem receber os benefícios que desejam se não se mantiverem constantemente em guarda para não comprometer sua fé, desonrar a causa de seu Redentor e escravizar o próprio ser. – Testemunhos para a Igreja, Volume 1, p. 490.1.

Quando as pessoas que têm suportado intenso sofrimento são aliviadas por um método inteligente de tratamento, consistindo em banhos, dieta saudável, apropriados períodos de descanso e exercício, e os benéficos efeitos do ar puro, são levados a concluir que aqueles que os tratam com tanto sucesso são corretos em assuntos religiosos, ou, pelo menos, não podem estar longe da verdade. Assim, se nosso povo for deixado a procurar aquelas instituições cujos médicos são corrompidos em termos de fé religiosa, estão em perigo de ser enredados. Vi (em 1865) que a instituição em _____ , era a melhor dos Estados Unidos. No que se refere ao tratamento de doentes, eles têm feito uma grande e boa obra, mas fazem com que seus pacientes dancem e joguem cartas; recomendam frequência ao teatro e a lugares de diversão mundana, que estão em direta oposição aos ensinos de Cristo e dos apóstolos. – Testemunhos para a Igreja, Volume 1, p. 553.2.

Foi-me mostrado o estado do mundo, que ele estava enchendo rapidamente a taça de sua iniquidade. Violência e crime de toda sorte estão enchendo o nosso mundo, e Satanás está empregando todo meio para tornar populares o crime e o vício aviltante. Os jovens que andam pelas ruas se acham rodeados de propagandas e de noticiários de crimes e pecado, apresentados em novela, ou a serem representados em algum teatro. Assim, sua mente é educada na familiaridade com o pecado. O caminho seguido pelas pessoas baixas e vis são-lhes constantemente apresentados nos jornais diários, e tudo quanto possa despertar curiosidade e paixões sensuais lhes é apresentado em histórias emocionantes e próprias para incitar. – Testemunhos para a Igreja, Volume 3, p. 471.3.

O ministro de Cristo deve ser um homem de oração, um homem piedoso; alegre, mas nunca rude e ríspido, zombeteiro ou frívolo. Um espírito de frivolidade pode adaptar-se à profissão de palhaços e atores teatrais; mas está totalmente abaixo da dignidade de um homem escolhido para permanecer entre os vivos e os mortos, e ser porta-voz de Deus. – Testemunhos para a Igreja, Volume 4, p. 320.2.

Milhares e milhares, milhões e milhões estão fazendo agora sua decisão para a vida ou morte eternas. O homem inteiramente absorto no seu escritório, o que se deleita na mesa do jogo, o que ama o apetite pervertido e com ele condescende, o amante de diversões, os frequentadores de teatros e salões de baile põem a eternidade fora das suas cogitações. Toda a preocupação da sua vida é: O que vamos comer? O que vamos beber? Como nos vestiremos? esses não compõem o grupo que se encaminha para o Céu. São guiados pelo grande apóstata, e com ele serão destruídos. – Testemunhos para a Igreja, Volume 6, p. 406.6.

O povo de Deus deve ser de espírito pronto, rápido para ver e aproveitar-se de toda oportunidade para levar avante a causa do Senhor. Têm uma mensagem a apresentar. Pela pena e pela voz devem fazer soar a nota de advertência. Apenas alguns darão ouvidos; alguns somente terão ouvidos para escutar. Satanás tem astuciosamente imaginado muitos meios de manter homens e mulheres sob sua influência. Leva-os a enfraquecer seus órgãos pela satisfação de apetite pervertido e pela condescendência com os prazeres mundanos. A bebida intoxicante, o fumo, o teatro e as corridas — estes e muitos outros males estão entorpecendo as sensibilidades do homem, e fazendo com que multidões façam ouvidos moucos aos misericordiosos rogos de Deus. – Temperança, p. 252.3.

É nosso privilégio pregar a Palavra na demonstração do Espírito. É o privilégio de toda pessoa ter fé em nosso Senhor Jesus Cristo. Mas a pura vida espiritual só advém quando a pessoa se submete à vontade de Deus por meio de Cristo, o Salvador reconciliador. É nosso privilégio ser moldados pelo Espírito Santo. Mediante o uso da fé somos postos em comunhão com Cristo Jesus, pois Cristo habita no coração de todos os que são mansos e humildes. Sua fé é uma fé que opera pelo amor e purifica a alma, uma fé que traz paz ao coração e conduz no caminho da abnegação e do sacrifício pessoal.

Não haja extravagâncias ou excentricidades de movimento da parte dos que proferem a Palavra da verdade, pois tais coisas atenuarão a impressão que deve ser causada pela Palavra. Precisamos estar de sobreaviso, pois Satanás está resolvido, se possível, a misturar sua má influência com os serviços religiosos. Não haja ostentações teatrais, pois isso não ajudará a fortalecer a crença na Palavra de Deus. Antes desviará a atenção para o instrumento humano. ... – Este Dia com Deus, p. 376.3 e 4.

Jesus Cristo sabia que a humanidade não tem poder em si mesma para resistir às tentações do inimigo das almas e, portanto, revestiu Sua divindade com a humanidade, deixou Seu trono real e alto comando e veio a este mundo todo marcado e afetado pela maldição, humilhando-Se a fim de dar-nos um exemplo. ... Ele veio a este mundo, não para assistir a corridas de cavalo, não para frequentar teatros, mas veio com mansidão e humildade e nos convida a aprendermos dEle. ... Fazendo isto obteremos o poder moral por cuja concessão a nós, Ele deixou as cortes celestes. – Olhando para o Alto, p. 341.2.

Que cada um, por amor de Cristo, e por amor de sua própria vida, fuja da conformidade com o mundo, com os seus costumes, vaidades e modas. Guarde-se dos mandamentos humanos que obscurecem os santos mandamentos de Deus. Os amantes de prazeres estão sempre descontentes, desejando continuamente ir de novo em busca da agitação do salão de bailes, do teatro ou das festas de prazer. O tempo que Deus nos concedeu a fim de nos prepararmos para a eternidade, gastam-no milhares de pessoas em devorar histórias fictícias. O intelecto, dado por Deus, é pervertido, negligenciada a Palavra divina, a mente e o coração roubados do poder moral necessário para a luta contra faltas e erros, hábitos e práticas que impedem a pessoa de fruir a presença de Cristo aqui e na vida imortal do futuro. – Para Conhecê-lo, p. 315.3.

Não tendes tempo a perder no teatro ou no salão de danças. Não tendes tempo para murmurações. Isso é tempo perdido. Não tendes tempo para jogar cartas. Não tendes tempo para assistir a corridas de cavalos. Não tendes tempo para assistir a espetáculos. Como está minha vida? Mantenho eu uma ligação viva com Deus? Se a mantenho, preciso procurar ganhar as pessoas que se sentem atraídas por esses prazeres externos. Satanás tem controlado isso. Satanás inventou um prazer atrelado a outra emoção estimulante. Sem tempo de contemplar a Deus, sem tempo para pensar no Céu ou nas coisas celestiais, sem tempo para estudar a Bíblia, sem tempo de aplicar interessados esforços por aqueles que estão longe de Cristo. – Refletindo a Cristo, p. 239.4.

Os que não aceitarem a última e solene mensagem de advertência enviada ao mundo, perverterão as Escrituras; atacarão o caráter e farão falsas declarações quanto à fé e às doutrinas dos defensores da verdade bíblica. Será empregado todo meio possível a fim de distrair a atenção. Cinemas, jogos, corridas de cavalo e várias outras espécies de divertimento serão postas em operação. Serão incitados por intenso poder de baixo para se oporem à mensagem vinda do Céu. ... Reunamo-nos sob a bandeira do Príncipe Emanuel e, no nome e na força de Jesus, avancemos com a batalha até às portas. – Filhos e Filhas de Deus, p. 280.3.

Pode você glorificar a Deus enquanto representar personagens em peças, e divertir o auditório com fábulas? O Senhor não lhe deu intelecto para ser usado para a glória de Seu nome na proclamação do evangelho de Cristo? Se você deseja ter uma carreira pública, há um trabalho que você pode fazer. Ajude a classe que você representa em peças. Volte à realidade… O Senhor tem dado evidência de Seu amor pelo mundo. Não houve falsidade, nenhuma representação, naquilo que Ele fez. – Dramatic Productions In SDA Institutions, 75.

Postar um comentário

2 Comentários

  1. Meus parabéns irmão, pela belíssima explanação sobre o tema. Sua abordagem foi esclarecedora e permitiu a análise e reflexão acerca do tema, de modo crítico e aprofundado. Esse tema não é discutido na igreja, é apenas imposto aos membros como verdades absolutas. Deus o abençoe grandemente por sua coragem e determinação, em esclarecer o povo que espera a vinda do Senhor!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado, irmã, por suas gentis palavras! Elas são especialmente importantes para mim num momento em que recebo duras críticas por abordar o assunto. Que Deus a abençoe igualmente e a preserve para o Seu reino!

      Excluir