terça-feira, 6 de outubro de 2020

Um período de extinção dos direitos

Enquanto novos surtos de Covid-19 estão surgindo em diferentes partes do mundo, com alguns países considerando um aumento nos níveis de alerta e restrições que certamente afetarão ainda mais economias já devastadas, a cultura do monitoramento e vigilância vai se consolidando como parte do "novo normal".

Segundo informações de Paul Joseph Watson, uma nova tecnologia tem sido usada em lojas na Tailândia e em outros países para conter a disseminação do coronavírus.

Trata-se de um sistema de leitura facial que verifica se o cliente está usando máscara antes de permitir sua entrada no estabelecimento.

Em outras palavras, sem máscara, sem compras.

Essa tecnologia se junta a outras que parecem ter saído de um universo ficcional, como câmeras 24 horas que transformaram hospitais em centros de vigilância, drones que rastreiam os movimentos dos cidadãos, cães-robôs que patrulham ruas e identificação digital.

Esta última é promovida por uma ONG chamada ID2020, que se refere à identificação digital como um recurso que oferece acesso a serviços sociais vitais e permite que pessoas que não têm meios de provar sua identidade "exerçam seus direitos como cidadãos e eleitores e participem da economia moderna".

Aparentemente bem intencionadas e idealistas, tecnologias como essa implicam, porém, o armazenamento, controle e uso de dados pessoais em circunstâncias que podem não representar os melhores interesses dos cidadãos.

Se há pouco tempo imaginávamos como a ordem para não comprar e vender em Apocalipse 13:16-17 poderia ser implementada em uma sociedade pluralista e complexa como a nossa, o advento e aplicação dessas tecnologias invasivas em um tempo de crises sem precedentes parece nos dar um norte.

Embora essas tecnologias possibilitem o cumprimento profético, é preciso lembrar que elas não são a marca da besta nem se referem a seu número. Para um entendimento bíblico destes símbolos, será útil conferir minhas postagens a respeito. Confira no índice.

Enquanto um enorme aparato de vigilância com tecnologia de ponta restringe cada vez mais nossa liberdade, cenas de repressão policial vão se tornando igualmente rotineiras em regiões onde as medidas restritivas são especialmente rigorosas.

Este é o caso do estado australiano de Victoria, em que uma mãe grávida de 28 anos foi presa e algemada dentro de sua casa por mobilizar em uma rede social um protesto anti-lockdown em Ballarat.

Mais recentemente, uma mulher foi presa em uma praia de Melbourne acusada de não usar máscara e estar a mais de cinco quilômetros de sua residência, em violação a uma lei que determina que os cidadãos não podem sair de um raio de 5 km.

Em uma declaração no começo de agosto, o comissário-chefe de polícia de Victoria não deixou dúvidas quanto ao zelo com que os oficiais têm aplicado a lei em nome da segurança pública:

Em pelo menos três ou quatro ocasiões na semana passada, tivemos que quebrar as janelas dos carros das pessoas e tirá-las de lá para que pudessem fornecer detalhes a seu respeito, porque elas não estavam nos dizendo para onde estavam indo, não estavam seguindo as diretrizes do diretor de saúde, não forneciam seus nomes e endereços. Não queremos fazer isso, mas as pessoas precisam entender absolutamente que há consequências para suas ações e, se você não estiver fazendo a coisa certa, não hesitaremos em autuá-lo para prendê-lo, para detê-lo onde for apropriado.

Conforme antecipou o The Economist em seu número de 28 de março de 2020, cuja ilustração de capa é, por si só, bastante sugestiva: "É necessário um governo grande para combater a pandemia. Ele pode não diminuir novamente depois".


Cumprimento de profecia!

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