terça-feira, 20 de outubro de 2020

O que nos separa da volta de Cristo?

Nosso tempo vive rápido demais e vive tal excesso de acontecimentos que mal somos capazes de acompanhá-los, tampouco de conservar alguma lembrança da maioria deles.

Os sinais se multiplicam a cada dia e dão um testemunho eloquente das palavras de nosso amado Salvador em Seu sermão profético (Mateus 24 e paralelos).

No entanto, a despeito de sua evidente importância, a solenidade do tempo em que vivemos não é determinada pelos sinais em si, mas pela sublime obra de Cristo realizada no santuário celestial em favor de Seu povo, obra da qual os sinais testificam!

Este ministério sumo-sacerdotal de intercessão e juízo tem um profundo significado para nós!

Nossa esperança nestes últimos dias repousa na revelação de Cristo em Seu santuário, particularmente na derradeira obra realizada por nosso Salvador nos sagrados oráculos onde Deus reina e governa.

Quando olhamos para o antigo sistema levítico, fica claro que cada etapa das cerimônias típicas realizava uma expiação que era completa em seus efeitos imediatos.

Porém no Dia da Expiação efetuava-se uma obra final e definitiva de expiação de todos os pecados confessados ao longo do ano, quando o indivíduo e o santuário eram definitivamente purificados (Levíticos 16:30-33).

Purificação aqui implicava apagamento, remoção e banimento do pecado para longe do santuário e do povo!

De forma infinitamente mais significativa, a etapa final da expiação efetuada por Cristo no santuário celestial, em cumprimento ao Dia da Expiação típico, deve efetuar uma purificação completa e definitiva, santificando para sempre os seguidores de Jesus e condenando o pecado à total erradicação, de modo que não haja mais qualquer vestígio de sua presença que possa ameaçar a segurança do trono de Deus e de Seu povo!

É da perspectiva desta obra magnânima que as profecias do tempo do fim são reveladas no Apocalipse, fato que confere a estas mensagens um sentido todo especial de solenidade e urgência.

Qual é a mensagem decisiva da obra de julgamento para aqueles que estão em Cristo? A sentença de Deus procedente do santuário favorável ao Seu povo: "Purificados de todos os pecados perante o Senhor" (Levítico 16:30; Apocalipse 22:11)!

Não posso imaginar algo mais expressivo e de inestimável valor para o cristão do que esta declaração divina procedente do trono de Deus!

Porque somente os que "lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro" terão acesso à árvore da vida e entrarão na cidade santa pelas portas (Apocalipse 7:14; 22:14).

Certamente, nada deve ser mais importante para o cristão do que receber uma sentença favorável do próprio Rei do universo diante do tribunal celeste.

Agora, quanto tempo Cristo necessita para levar a termo este julgamento e, assim, purificar Sua igreja a fim de recebê-la como Sua quando Ele regressar?

Embora nosso Deus tenha determinado um início para a obra de julgamento (Daniel 8:14), Ele não depende do tempo para concluí-la!

Para o Senhor, "um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia" (II Pedro 3:8; Salmo 90:4). Deus não está sujeito ao tempo, pois "é ele quem muda o tempo e as estações" (Daniel 2:21).

O Senhor é eterno e o passar do tempo nada significa para Ele. Não é possível limitá-Lo à nossa escala de dias e anos!

No entanto, o Senhor deseja ardentemente buscar Seu povo e, por isso, tem urgência em concluir Sua obra:

Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. (Apocalipse 3:11)

... e jurou por aquele que vive pelos séculos dos séculos, o mesmo que criou o céu, a terra, o mar e tudo quanto neles existe: Já não haverá demora. (Apocalipse 10:6)

Eis que venho sem demora. Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro. (Apocalipse 22:7)

E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras. (Apocalipse 22:12)

Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus! (Apocalipse 22:20)

Se o Senhor tem pressa para vir buscar Sua igreja, o que nos separa da segunda vinda de Cristo?

"O que realmente nos separa da vinda de nosso Senhor", escreveu Fernando Chaij, "o que está retardando o glorioso acontecimento, é a tarefa que Deus ansiosamente deseja realizar em Sua igreja hoje – nossa preparação para O recebermos" (A Vitória da Igreja na Crise Final, 6ª edição, p. 8).

Chaij então cita Parábolas de Jesus, p. 29.2:

Cristo aguarda com fremente desejo a manifestação de Si mesmo em Sua igreja. Quando o caráter de Cristo se reproduzir perfeitamente em Seu povo, então virá para reclamá-los como Seus.

Não é falta de desejo ou urgência da parte de Deus que nos separa da eternidade, mas possivelmente a falta de desejo e urgência de nossa parte.

Pois o caráter de Cristo jamais se reproduzirá perfeitamente em nossa vida se o coração, a despeito das tragédias que vivenciamos, ainda estiver apegado às coisas do mundo.

Não podemos servir a dois senhores. Cristo não Se manifestará na igreja enquanto continuarmos a acariciar nossos pecados e erros esclarecidos, nem Se revelará a ela enquanto persistirmos em "modernizar" nossa mensagem e estilo de vida, para tornar atrativa a igreja.

Estará o inimigo logrando êxito em nos fazer negligenciar o devido preparo para o encontro com o nosso Redentor? Tem sido bem-sucedido em tirar de nós toda impressão do Espírito Santo, justamente quando mais precisamos ser impressionados?

Senhor, que não seja este o caso, mas que Teu Santo Espírito nos impressione ainda mais a obter a preparação espiritual necessária para encontrar com Cristo e viver para sempre com o Senhor! Amém.

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