quarta-feira, 10 de junho de 2020

A América em crise


Nas últimas duas semanas, o novo coronavírus deixou de ser a notícia do dia para dar lugar aos inúmeros protestos pela morte brutal de George Floyd, provocada por um oficial da polícia de Minneapolis, Derek Chauvin.

Milhares de pessoas foram presas em todo o país. Houve protestos em pelo menos 140 cidades. A Guarda Nacional foi acionada em 29 estados, e os relatos de tumultos, saques e violência chegavam a todo o instante.

Na noite de 31 de maio, a violência se tornou tão alarmante na capital americana, que o presidente Donald Trump foi levado às pressas para um abrigo secreto sob a Casa Branca. Nem mesmo os funcionários do Serviço Secreto que defendiam a residência oficial do presidente escaparam, com dezenas deles feridos.

As medidas governamentais em resposta à Covid-19 e o impacto econômico inédito inflamaram as chamas da frustração, indignação, ódio e divisão. Milhares de pessoas desafiaram o toque de recolher imposto em 40 cidades americanas. As agitações civis generalizadas já são consideradas as piores em 50 anos.

Em Minneapolis, manifestantes reproduziram o áudio de uma série distópica de terror em meio aos confrontos: "Todo e qualquer crime será permitido por 12 horas contínuas".


Com produções como "The Purge" e "Coringa" tendo deixado sua marca indelével na mente de milhões de jovens altamente influenciáveis e com pouco ou nenhum senso crítico, os roteiros de Hollywood finalmente ganharam vida nos protestos que rapidamente degeneraram em violência absoluta e saques nas principais cidades americanas.

Evidentemente, a situação se transformou em algo que vai muito além da morte de George Floyd. E agora os protestos estão se espalhando para além das fronteiras dos Estados Unidos.

Em meio ao caos que rapidamente se instala na América, quase não há medida que o público considere extrema demais. Uma recente pesquisa da Morning Consult revelou que 58% dos americanos apoiam a mobilização dos militares para auxiliar a polícia nos distúrbios, com 30% opondo-se à medida.


American Institute for Economic Research observou:

Parece difícil de acreditar. Apenas alguns meses atrás, os Estados Unidos tinham uma economia forte e um futuro brilhante. Como passamos da paz e prosperidade domésticas em fevereiro de 2020 para a loucura que vemos hoje - cidades em chamas, regime militar, toque de recolher, desespero econômico - será objeto de reconstrução histórica por muitas décadas. Já estamos vendo os primeiros rascunhos sendo escritos agora.

Dan Balz, do Washington Post, escreveu (a ênfase é minha):

A América sofreu uma onda de cidades em chamas após um assassinato racial em 1968. A América foi golpeada por uma pandemia em 1918 que matou ainda mais pessoas do que os 102.000 que morreram de coronavírus. A América foi atingida por uma Grande Depressão na década de 1930 e abatida por uma Grande Recessão há apenas uma década. A América nunca experimentou todo esse tipo de tumulto ao mesmo tempo. É mais do que o sistema pode suportar e as pessoas estão sofrendo em todo o país.


Crédito: Stephen Maturen, via Getty Images.

O renomado especialista em ciclos geopolíticos e financeiros, Charles Nenner, que previu a agitação social nos EUA, disse em uma entrevista:

Há um ciclo de 60 anos de agitação social, e a última vez foi na década de 1960.... A agitação social está apenas começando.... Será que vai se transformar em guerra civil? Não sei, porque não houve tantas guerras civis.... Vai ficar cada vez pior.

Don Lemon, da CNN, sugeriu que esses distúrbios poderiam ser "algum tipo de mecanismo para uma reestruturação em nosso país ou algum tipo de mudança em nosso país".

Você, que conhece o tempo (Romanos 13:11), tem alguma dúvida sobre isso?

Como Chris Martenson, da PeakProsperity.com, escreveu: "Os dias calmos acabaram. Há um novo futuro chegando, que promete ser muito mais interessante, como diz o velho ditado chinês".

Tempos turbulentos. E estamos apenas na metade de 2020!

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