Blog dedicado ao estudo de Apocalipse 14:6 a 12.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

A adoração aceitável a Deus: Uma introdução

Ao considerarmos o chamado do primeiro anjo para reavivar a adoração verdadeira, não devemos perder de vista três questões fundamentais relacionadas à sua solene mensagem. A primeira delas diz respeito à por que Deus deve ser adorado, a segunda, quando Deus deseja ser especialmente adorado, e a terceira, como nós devemos adorá-Lo.

Em virtude de sua evidente importância, vamos recapitular muito sucintamente as duas primeiras questões, e assim introduzir com maior propriedade a terceira.


Por que adorar a Deus

A razão pela qual cada ser pensante deve adorar a Deus é plenamente revelada na primeira mensagem angélica: Porque Ele é nosso Criador e Juiz, atributos pelos quais a personalidade e o caráter divinos se manifestam e que distinguem o Senhor dos falsos deuses.

Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas. (Apocalipse 14:7)

Esta notável correspondência entre adoração e juízo era uma verdade central na religião do antigo Israel, especialmente no Dia da Expiação, quando cada pessoa do povo devia ser confrontada com o dia em que seu caso passaria em revista diante do Senhor. O tempo da purificação do santuário era o tempo do juízo, pois o sumo sacerdote purificava o santuário da culpa de Israel (Levítico 16), o que revelava a relação que o Criador espera ter com Suas criaturas.

A purificação do povo de todos os pecados perante o Senhor prefigurava do ponto de vista da redenção a realização divina de uma nova criação, de um novo ser, restaurado à sua condição original na criação, livre do pecado e da impureza! O Dia da Expiação relacionava o Criador com a Sua obra redentora no juízo, sendo, portanto, um dia crucial para cada israelita.

O clamor do primeiro anjo é estruturado a partir desta verdade - a de que o Criador é também Juiz de todos os homens -, porém não na perspectiva de sua prefiguração no sistema levítico, "figura e sombra das coisas celestes" (Hebreus 8:5), mas de seu cumprimento em Jesus como nosso Sumo Sacerdote e Juiz no santuário celestial (Hebreus 8:1-2)!

Não se pode separar a proclamação final do evangelho eterno da realidade de um juízo anterior à segunda vinda de Cristo no local do trono de Deus, tal como se descreve em Daniel 7:9-10, 13-14; um julgamento em favor dos santos do Altíssimo, a fim de que possam possuir Seu reino eterno (versos 22, 26-27).

Por outro lado, esta fase preliminar do juízo de Deus não é algo que devamos esperar para algum futuro distante. O anjo portador do evangelho eterno anuncia, em grande voz, que o tempo para tal juízo já chegou, e exorta pela última vez cada habitante do mundo a temer, glorificar e adorar o Criador do céu e da terra e Juiz de toda a humanidade!

Quando adorar a Deus

A segunda questão implícita na mensagem do primeiro anjo, isto é, quando ou em que dia Deus espera ter um encontro especial com Seus filhos, está intimamente ligada à razão pela qual Ele é digno da nossa adoração: "... e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas" (Apocalipse 14:7).

A descrição da prerrogativa de Deus como Criador é praticamente um eco do quarto mandamento da lei de Deus: "Porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou" (Êxodo 20:11). Este é o único dia que Deus identifica como sendo o Seu dia (Êxodo 20:10; Mateus 12:8).

O sábado é distinto dos demais dias da semana porque foi escolhido por Deus como memorial de Seus atos criadores; um dia no qual Ele descansou e que foi objeto especial de sua bênção e santificação (Gênesis 2:2-3). O sábado é o marco da aliança eterna de Deus com a humanidade, um canal de bênçãos que transcende tempo, espaço e cultura.

Porém, no contexto do pecado, o sábado se tornou também um memorial da redenção, um sinal que identifica o poder criador de Deus para santificar-nos (Ezequiel 20:12, 20)!

O sábado revela a santidade de Deus e Seu poder para santificar o adorador, de modo que a sua adoração seja aceita. Em seu sentido escatológico, o sábado, como sinal de santificação, nos remete ao ministério de Cristo como Juiz junto ao trono do Pai, uma obra que, à semelhança do Dia da Expiação levítico, purifica o santuário celestial dos registros de pecados e santifica os fiéis adoradores!

Tanto do ponto de vista da criação, como da redenção, o sábado permanecerá um memorial eterno dos grandiosos atos de Deus (Isaías 66:22-23), e a restauração de sua observância entre os homens é parte inseparável do reavivamento da adoração verdadeira nos últimos dias, que dividirá a humanidade em dois grandes grupos: os que adorarão "a besta e a sua imagem" e receberão "a sua marca na fronte ou sobre a mão" (Apocalipse 14:9), e os que guardarão "os mandamentos de Deus e a fé em Jesus" (verso 12).

Como adorar a Deus

Finalmente, a terceira questão subentendida na mensagem do primeiro anjo se refere a como Deus deve ser adorado. O como não pode ser separado do por que nem do quando, pois a qualidade da nossa adoração será determinada pela concepção que temos de Deus e de Sua vontade. Aqui chegamos a outro ponto sensível em nossas considerações sobre o tema da adoração à luz de Apocalipse 14:6-7.

Substancialmente, a crise nos últimos dias diz respeito à adoração e obediência. Satanás ainda está determinado a exaltar-se acima do trono de Deus (Isaías 14:12-14), e sabe que, em função de sua condenação na cruz, pouco tempo lhe resta (Apocalipse 12:12). Por isso, ele concentrará todos os recursos de que dispõe contra os fiéis adoradores, "os que guardam os mandamentos de Deus e o testemunho de Jesus" (Apocalipse 12:17).

Tendo em conta este fato, e considerando que a sorte eterna de cada alma será decidida perante Deus mediante um juízo na sede de operações no Céu, nós precisamos refletir seriamente sobre a percepção que temos da adoração, tanto no nível individual como coletivo.

Este exame honesto e absolutamente necessário pode ser feito com base nas seguintes perguntas: Em que medida, grau ou aspecto nossa compreensão bíblica da adoração verdadeira está sendo influenciada por aquilo que vemos, ouvimos e experimentamos? Em que consiste esta influência e como ela tem alterado quase que imperceptivelmente nossos valores, crenças e atitudes? Dar-se-ia o caso de que, por trás desta influência, existam ideias atraentes, mas diabólicas, que mudam a verdade de Deus em mentira e moldam a maneira como nos relacionamos com Ele?

Como na crise religiosa nos dias de Acabe e Elias, quando os fiéis adoradores de Jeová eram identificados como possuindo o temor do Senhor (I Reis 18:3, 12), em flagrante contraste com os adoradores de Baal, nós necessitamos ouvir hoje os imperativos de Deus na voz do primeiro anjo de Apocalipse 14, se não quisermos ser varridos pelos muitos enganos de Satanás.

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