Blog dedicado ao estudo de Apocalipse 14:6 a 12.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Uma tempestade está se formando sobre a Europa

O texto a seguir foi extraído de um artigo recentemente publicado no site da empresa de análise geopolítica, Stratfor, intitulado "Uma Tempestade está se Formando sobre a Europa".

A análise prevê um cenário negativo para a zona do euro, que pode ameaçar até mesmo sua continuidade, por conta de eventos que terão lugar nos próximos meses na Europa e nos Estados Unidos.


As implicações proféticas são evidentes. Se, por um lado, o enfraquecimento ou dissolução da União Europeia cumpre Daniel 2:43, no que se refere à impossibilidade de uma união orgânica e permanente entre as nações nos últimos dias, por outro lado a onda de crises resultante poderia tornar possível o cenário profetizado em Apocalipse 16:13 e 14, ou seja, uma união relativa e transitória em nível global, como resposta a estas e outras crises consideradas sistêmicas.

Seja como for, é evidente a natureza do tempo em que vivemos. Uma combinação de circunstâncias extraordinárias poderia mudar radicalmente o mundo como nós o conhecemos hoje, em cumprimento às porções finais de algumas cadeias proféticas que são de vital interesse para o povo de Deus, preparando assim o caminho para a vinda do Senhor!

Se o leitor tiver eventuais dificuldades para relacionar estes eventos e seus possíveis desdobramentos num futuro próximo com as profecias bíblicas para os nossos dias, ou mesmo se tiver uma contribuição consistente sobre o assunto à luz da palavra profética, por favor, não deixe de partilhar suas dúvidas e comentários!

E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos. (Romanos 13:11)

Vamos ao texto:


"Todos os anos da última década têm sido um teste de resiliência da zona do euro, porém 2017 poderia ser o ano em que a própria sobrevivência do bloco está em perigo. A França realizará eleições presidenciais em duas etapas, em abril e maio. Pesquisas de opinião indicam que o partido da Frente Nacional, que prometeu realizar um referendo sobre a adesão da França à zona do euro, deve ganhar no primeiro turno, mas pode ser derrotado no segundo. O referendo do Brexit e as eleições presidenciais dos EUA, no entanto, mostraram que as pesquisas às vezes não conseguem detectar as profundas tendências sociais que orientam os movimentos populistas.

"Além disso, um recente escândalo envolvendo o principal candidato presidencial da França, François Fillon, danificou sua imagem. Caso o partido de centro-direita não alcance o segundo turno das eleições, milhões de votos conservadores estarão pendentes. Alguns provavelmente migrariam para partidos centristas, atraídos pela promessa de reformas econômicas. Mas muitos irão para a extrema-direita, seduzidos por propostas para aumentar a segurança, impor regras mais duras sobre a imigração e restaurar a soberania nacional da França. Uma vitória de um candidato de extrema-direita - uma ameaça direta à sobrevivência da zona do euro - não pode ser descartada.

"Na Itália, as coisas são ainda mais complexas, já que dois dos três partidos políticos mais populares querem deixar a zona do euro. Legisladores italianos estão usando a necessidade de reformar a lei eleitoral do país como pretexto para adiar as eleições. Mas mesmo que o Parlamento termine o seu mandato no início de 2018, a ameaça da Itália à zona do euro será adiada, em vez de evitada. Ao contrário da França, onde o sistema eleitoral de duas etapas foi concebido para impedir que os partidos extremistas chegassem ao poder, o sistema proporcional da Itália significa que as forças eurocéticas têm uma chance real de assumir o governo. E não importa o resultado da eleição, a dívida pública maciça da Itália (que apresenta a segunda maior taxa na zona do euro depois da Grécia, em cerca de 130 por cento do PIB) continuará a ser uma bomba para o setor econômico.

"O simples anúncio de um referendo sobre a adesão à eurozona na França ou na Itália poderia ser suficiente para precipitar o colapso financeiro. Uma corrida aos bancos do Sul da Europa poderia ocorrer antes do referendo realizar-se, se as pessoas tivessem receio de que suas economias pudessem ser convertidas em moedas nacionais. Pessoas em países como Itália, Espanha ou Portugal poderiam transferir suas economias para paraísos no norte da Europa, na esperança de receberem marcos alemães, em vez de liras italianas, pesetas espanholas ou escudos portugueses.

"Para tornar as coisas mais complicadas, a saga grega não terminou. Os credores da Grécia estão debatendo se os termos do programa de resgate são realistas e se deve ser concedido a Atenas o alivio da dívida. Dez anos após a crise grega e três programas internacionais de resgate depois, Atenas continua a ser um perigo para a zona do euro. A principal preocupação não é dívida da Grécia em si, porque a maior parte da dívida de Atenas está nas mãos de credores institucionais, tais como o FMI, o BCE [Banco Central Europeu] e os fundos de resgate da União Europeia, o que significa que um calote grego pode ser contido. O problema é que a saída da Grécia da zona do euro poderia provocar um efeito contagioso que prejudicaria os interesses da Itália, Espanha ou Portugal. Alguns argumentaram que a zona do euro seria realmente mais forte sem a Grécia, contudo o preço para descobrir se isso é verdade pode ser muito alto.

"Se a França ou a Itália fossem tomadas por forças eurocéticas, ou se a Grécia precipitasse outra crise na zona do euro, a reação instintiva da Alemanha seria buscar acomodação com seus parceiros na área monetária para proteger o status quo. Mas, dependendo da magnitude da crise, os funcionários em Berlim poderiam ser forçados a fazer preparativos para um mundo pós-eurozona. Isso poderia implicar no retorno do marco alemão ou, como alguns economistas alemães propuseram, numa espécie de "zona do euro do norte" com países como a Áustria e os Países Baixos. No entanto, uma estratégia que faça sentido do ponto de vista financeiro poderia ser arriscada numa perspectiva geopolítica, uma vez que qualquer movimento para afastar a Alemanha da França esconde o germe de um futuro conflito entre os dois países. Não importa o que Berlim faça, precisa garantir que os laços políticos com Paris permaneçam tão fortes quanto possível. A Alemanha realiza eleições gerais em setembro, e eventos durante os seis meses anteriores teriam um impacto direto nas estratégias eleitorais dos principais partidos políticos.

"As ameaças à zona do euro seriam mais fáceis para a Alemanha tolerar se as coisas estivessem calmas nos Estados Unidos. Mas a retórica protecionista de Trump está encorajando as forças nacionalistas na Europa. A líder da Frente Nacional da França, Marine Le Pen, até se gabou que o presidente americano esteja realmente copiando propostas que ela fez há cinco anos.

"A tempestade que se aproxima na zona do euro não necessariamente precisa destruí-la. O governo dos EUA poderia decidir evitar uma guerra comercial com seus aliados na Europa. Forças moderadas poderiam vencer as eleições gerais na França e na Itália, e a Grécia e seus credores poderiam chegar a outro acordo de última hora. Porém o fato de que a zona do euro chegou a um ponto em que todo o sistema pode entrar em colapso por causa de uma eleição, uma negociação de resgate ou medidas tomadas por um governo estrangeiro revela muito de sua fragilidade.

"Mesmo se o cenário do juízo final for evitado em 2017, o alívio só pode durar até a próxima eleição. Na Europa, como nos Estados Unidos, há milhões de eleitores que sentem que os supostos benefícios da globalização não os alcançaram e que acreditam que seus problemas econômicos poderiam ser resolvidos com o fim da livre circulação de pessoas, bens e serviços. Serviços - os próprios princípios sobre os quais se construiu a integração europeia.

"A retórica do governo dos EUA e a ascensão das forças nacionalistas na Europa representam uma ameaça fundamental para uma economia dependente de exportação, como a da Alemanha. Elas também ameaçam a continuidade não somente da zona do euro, mas, dependendo de como os eventos se desenrolam, também de muitas das estruturas políticas e econômicas que a Europa construiu após a guerra. A zona do euro supranacional é uma casa semi-construída em um bairro onde a soberania nacional foi corroída, porém não completamente apagada. Este dilema irreconciliável poderia levar o bloco econômico de sua atual fragmentação à dissolução pura e simples."


Publicado originalmente por Stratfor. O artigo pode ser lido na íntegra a partir deste link.

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