Blog dedicado ao estudo de Apocalipse 14:6 a 12.

sábado, 2 de julho de 2016

A Nova Ordem Mundial - Os agentes de transformação global

Compreender a necessidade inadiável de guardar a Palavra de Deus e o testemunho de Jesus em vista da terrível crise que se aproxima é o primeiro e mais decisivo passo para não sermos engolfados pelos poderosos enganos que dominam o mundo. O segundo passo é entender o inimigo contra o qual se está lutando, suas muitas faces e estratégias, seu ardor revolucionário e a determinação de incutir nos indivíduos e nos povos a sua revolta. A negligência em ambos os casos tem cobrado um alto preço dos seguidores de Jesus, mesmo naqueles aspectos da experiência cristã em que nos consideramos bem sucedidos.


A última geração de crentes enfrenta o mais formidável desafio na história do povo de Deus desde que os antigos construtores da torre de Babel contrariaram o mandado divino de que deveriam se espalhar pela Terra (Gênesis 10:1-9, conforme 1:28). Hoje estamos presenciando a construção de uma nova torre de Babel, cujos arquitetos e construtores estão imbuídos do mesmo espírito recalcitrante de outrora, e que consiste num complicado jogo de poder no qual os interesses religiosos e políticos estão de tal forma ligados que é impossível compreender uns sem considerar os outros.

A grande diferença entre a antiga torre Babel e sua versão atualizada é que esta dispõe de uma variedade de recursos e técnicas que não existiam no passado remoto, uma profusão de meios de controle e condicionamento psicológicos que facilmente podem inocular nos indivíduos valores universalmente aceitos com a mesma facilidade com que um hacker espalha um vírus em uma rede de computadores. O objetivo é uma completa reestruturação da sociedade a partir da erradicação do pensamento autônomo e crítico e das atitudes consideradas "ofensivas" e "intolerantes", que poderiam resultar em discórdia e conflito. Não admira que haja uma forte tendência em igualar a verdade bíblica ao ódio e à intolerância.

Não são poucos os agentes envolvidos na obra de forjar uma sociedade pluralista, intercultural e holística, mas os mais diligentes, aqueles que desempenharão um papel decisivo nos últimos acontecimentos são objetivamente identificados pela palavra profética. É somente à luz de sua revelação que nós podemos trilhar um caminho seguro no sentido de perceber os verdadeiros protagonistas no processo de construção de consenso e prevenir-nos de sua influência devastadora.

Os atores de interesse da profecia

A promessa do Senhor Jesus de guardar ou preservar os cristãos fiéis que guardam a palavra da Sua perseverança é especialmente relevante diante do fato de que eles desempenharão um papel ativo na "hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra" (Apocalipse 3:10). Este fenômeno escatológico e de dimensões globais mencionado por nosso Salvador é desenvolvido no capítulo 16:13, 14 e 16.

13 Então, vi sair da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso profeta três espíritos imundos semelhantes a rãs;
14 porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande Dia do Deus Todo-Poderoso.
16 Então, os ajuntaram no lugar que em hebraico se chama Armagedom.

Esta extraordinária visão não é uma parte da sexta praga, e os acontecimentos que descreve não devem ser entendidos como sucedendo a esse juízo divino. Há uma pausa intencional na descrição dos flagelos introduzida por esta visão intermediária, que explica os antecedentes imediatos do grande Dia do Senhor. Tais antecedentes e sua relação com o povo de Deus constituem a razão pela qual Deus intervém de modo dramático nos destinos do mundo.

Há dois grandes grupos de personagens na profecia: o dragão, a besta e o falso profeta e os reis do mundo inteiro. Sendo que estes últimos representam evidentemente os poderes político-econômicos mundiais, é razoável concluir que os primeiros simbolizam os poderes religiosos apóstatas de interesse da profecia, os quais, num conluio estratégico, instigarão todos os poderes da Terra a unir-se numa causa comum e contra um inimigo comum: o povo de Deus. Este fato pode ser inferido da exortação de Jesus no verso 16: "Eis que venho como vem o ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes [mais uma vez, a ênfase em guardar], para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha".

Portanto, as articulações que aqui se descrevem simbolicamente, primeiro entre as forças religiosas representadas pela falsa tríade satânica, que constitui a grande Babilônia - o dragão, a besta e o falso profeta -, e depois entre estas forças e os poderes políticos do mundo inteiro, têm em vista forjar uma configuração mundial pautada por uma nova ética declaradamente anticristã, uma conspiração totalitária e assassina que marca o auge da guerra satânica no Apocalipse. Como a experiência de Israel no passado demonstra, lutar contra o povo de Deus significa lutar contra o próprio Deus, o que justifica a intervenção dramática do Senhor na forma de uma sucessão de juízos sobrenaturais contra a Babilônia moderna, cujos pecados se acumularam até ao céu (Apocalipse 18:5).

Identificando os protagonistas

Consideremos agora que forças religiosas se acham representadas pelos três agentes demoníacos que, em conjunto, se empenharão em unir o mundo numa causa comum. Na verdade, cada um deles já foi previamente identificado no Apocalipse: o dragão, no capítulo 12, e a besta e o falso profeta, no capítulo 13.

1. O dragão. Apocalipse 12:9 identifica o dragão como "a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo". Notemos, de passagem, a influência global desse adversário, o qual as Escrituras consideram real e ativo. Não obstante, ele atua muito mais frequentemente por meio de conceitos e instituições terrestres, em particular os de cunho religioso. Em vista disto, cumpre-nos identificar com base na Bíblia quais filosofias têm servido mais diretamente aos seus interesses desde que o pecado se tornou parte da experiência humana. João relaciona o dragão à "antiga serpente", numa clara alusão a Gênesis 3, que relata a queda do homem. É sensato que comecemos a investigar a partir desse link.

O relato bíblico da queda de nossos primeiros pais é bastante revelador no que tange aos expedientes de que se serve o diabo na arte abjeta de seduzir, enganar e destruir. Vamos considerar com a máxima atenção o diálogo entre a serpente e Eva registrado em Gênesis 3:1 a 5.

1 Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o SENHOR Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?
2 Respondeu-lhe a mulher: Do fruto das árvores do jardim podemos comer,
3 mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais.

Agora note:

4 Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis.
5 Porque Deus sabe que nos dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal.

A resposta de Satanás à Eva, contradizendo explicitamente a expressa ordem de Deus ao primeiro casal, revela as várias facetas do primeiro engano, que, desde então, têm servido de base para as religiões mais populares da história:

a) "É certo que não morrereis" é a nota tônica do espiritismo moderno.
b) "... se vos abrirão os olhos" é a meta das religiões orientais.
c) "... como Deus" é a crença central do Movimento Nova Era.
d) "sereis conhecedores do bem e do mal" é a promessa do paganismo.

Temos, assim, associadas à figura do dragão, no contexto de Apocalipse 16:13, estes sistemas de crenças populares, os quais possuem muitos denominadores comuns, entre eles o discurso globalista do consenso inspirado em conceitos místicos como imanência, interconexão e unidade, a linha de pensamento evolucionista, a partir da qual estas religiões ocultistas e pagãs articulam suas ideias, e, finalmente, a sua absoluta descrença na expiação de Jesus Cristo na cruz, em Seu ministério intercessor junto ao Pai e em Sua obra final de julgamento.


Fama Fraternitatis, da Ordem Rosa-Cruz, publicado em 1614, e que exigia um novo modelo de educação para acelerar a renovação do mundo ocidental.


Todos esses sistemas estão muito bem representados pelo espiritualismo moderno e pelas sociedades de mistério, amplamente comprometidas com a implantação da chamada nova consciência da comunidade humana, como a Maçonaria, a Ordem Rosa-Cruz, a Sociedade Teosófica de Helena Petrovna Blavatsky, entre outras. Essa nova consciência, porém, está longe de representar o reino de Deus conforme ensinam as Escrituras. No site de uma das divisões da organização ocultista Lucis Trust encontra-se esta declaração:

Estas são as grandes generalidades que regem a conduta das pessoas de boa vontade, cooperando no e com o trabalho que está sendo feito pelo Novo Grupo de Servidores do Mundo. Eles podem ser considerados como a personificação do reino emergente de Deus na terra, mas deve ser lembrado que este não é um reino cristão ou governo terrestre. (1)

2. A besta. Refere-se, sem dúvida, à besta marítima ou heterogênea descrita em Apocalipse 13:1 a 10, e que recebe do dragão "o seu poder, o seu trono e grande autoridade" (verso 2). Esta besta corresponde ao chifre pequeno de Daniel 7 e ambos se referem ao mesmo poder:

a) Ambos representam um poder que procede do Império Romano; o chifre pequeno surge no quarto animal (Daniel 7:7-8), que simboliza Roma pagã, assim como a besta de Apocalipse 13 recebe do dragão, neste caso Roma pagã, poder, trono e grande autoridade.

b) Ambos representam um poder blasfemo (Daniel 7:25; Apocalipse 13:6).

c) Ambos representam um poder perseguidor (Daniel 7:21, 25; Apocalipse 13:7).

d) Ambos representam um poder que mudaria os tempos e a lei (Daniel 7:25; Apocalipse 13:4, comparar com 14:12).

e) Ambos representam um poder que atuou durante três anos e meio ou 42 meses proféticos (Daniel 7:25; Apocalipse 13:5), o que corresponde a 1.260 anos literais, segundo o princípio dia-ano (Números 14:34; Ezequiel 4:4-7).

f) Ambos representam um poder que, ao final desse período, perderia a sua autoridade (Daniel 7:25; Apocalipse 13:10).

As características do chifre pequeno de Daniel 7 e da besta marítima de Apocalipse 13 apontam insofismavelmente para Roma papal como o único poder que preenche todos os requisitos da palavra profética:

a) O papado surgiu como a força descrita nas profecias a partir da desintegração do Império Romano.

b) O papado é um poder blasfemo na medida em que assume para si prerrogativas exclusivamente divinas.

c) O papado, durante o período de sua hegemonia, perseguiu impiedosamente todos os cristãos que se recusaram prestar-lhe homenagem.

d) O papado, tendo assumido prerrogativas divinas para seu proveito, mudou os tempos e a lei de Deus.

e) O papado exerceu seu domínio durante 1.260 anos, de 538, quando Justiniano reconheceu-lhe a primazia, até 1798, quando sofreu uma ferida de morte, durante a Revolução Francesa.

f) O papado foi privado de seu poder temporal ao fim desse período, com a prisão de Pio VI e seu posterior exílio.


Esta medalha, que celebra o Tratado de Latrão de 1929, tem na face o busto do papa Pio XI, e no verso, o apóstolo Pedro, com as chaves da autoridade. A imagem representa a pretensão do papado de ser o governante do mundo, com a cidade do Vaticano como sua capital.


O catolicismo romano consiste em uma mistura entre cristianismo e paganismo, e seu maior representante é Roma papal. Desde que perdeu seu antigo poder sobre os destinos dos povos, o papado tem trabalhado ativamente para reavê-lo. Neste sentido, é do maior interesse de Roma a criação de uma nova comunidade global que favoreça a estrutura de suas pretensões. De fato, o ex-jesuíta Malachi Martin observou que o Vaticano é um dos grandes competidores na luta para criar um novo sistema político mundial. Ele escreveu:

Tem sido uma política básica de Roma tomar decisões baseadas na premissa de que o bem da geocomunidade precisa ter preferência sobre todas as outras vantagens locais. A política internacional deve ser dirigida e regulamentada de acordo com os benefícios que podem ser usufruídos por certos grupos ou nações ao custo de outros. (2)

3. O falso profeta. Trata-se da besta terrestre com dois chifres semelhantes aos de um cordeiro, mas que fala como dragão (Apocalipse 13:11-17). A evidente contradição entre a aparência da besta e o seu discurso justifica o uso que a profecia faz do termo "falso profeta" para se referir a essa besta singular. A profecia nos dá uma descrição detalhada deste poder:

a) A expressão usada por João no verso 10, "Vi ainda outra besta", indica que o profeta contempla na visão a ascensão deste poder no instante em que vê o cativeiro da primeira besta, ou seja, a besta terrestre é contemporânea da besta marítima no momento do cativeiro desta última.

b) Diferentemente da primeira besta, que surge do mar, a besta de dois chifres surge da terra. Em Apocalipse 12:16, a terra "abriu a sua boca" em auxílio à mulher, símbolo da igreja, que se via perseguida pela serpente (verso 15). A besta terrestre representa, portanto, um poder que socorreu a igreja quando ela mais necessitava, mas que, posteriormente, adotaria o discurso do dragão.

c) A besta terrestre possui apenas dois chifres, os quais se assemelham aos chifres de um cordeiro. Nenhum outro poder revelado nos livros de Daniel e Apocalipse apresenta estas características.

d) A besta terrestre simboliza uma superpotência, pois é capaz de operar "grandes sinais, de maneira que até fogo do céu faz descer à terra, diante dos homens" (Apocalipse 13:13).

e) Esta besta possui autoridade global, pois "exerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença" (verso 12 e seguintes).

f) A besta terrestre representa um poder escatológico, em virtude de sua participação ativa na imposição de "certa marca sobre a mão ou sobre a fronte" (versos 16 e 17). Os portadores dessa marca, juntamente com Babilônia mística, receberão os juízos punitivos de Deus anunciados na terceira mensagem angélica (Apocalipse 14:9-12). Estes juízos se materializam nos sete últimos flagelos (note a descrição da primeira praga no capítulo 16:2).

Somente uma nação satisfaz todas as especificações proféticas, e esta não pode ser outra senão a América protestante:

a) A única potência que estava emergindo no momento do cativeiro da primeira besta - o papado - eram os Estados Unidos. A revolução americana termina precisamente quando começa a revolução na França, cujos desdobramentos resultaram na perda do poder temporal do papado.

b) A América se tornou o lar de muitos grupos religiosos que foram perseguidos na Europa pela Igreja oficial da Inglaterra e pelo papado.

c) Os dois chifres, símbolos de força e poder (Deuteronômio 33:17; Miqueias 4:13), indicam que este poder com características messiânicas se afirma por meio de suas duas maiores conquistas: liberdade civil e religiosa ou republicanismo e protestantismo. Estas são as forças distintivas dos Estados Unidos da América.

d) Os Estados Unidos são, inquestionavelmente, uma superpotência sem paralelo, graças, sobretudo, ao protestantismo.

e) Os Estados Unidos possuem certa autoridade global, a despeito dos atuais desafios de governabilidade.

f) Apesar de sua aparência pacífica, quase cristã, os Estados Unidos falarão como dragão. Uma nação "fala" por meio de suas políticas e leis. Esta nação, historicamente defensora das liberdades civis e religiosas, tem negligenciado os princípios que fizeram dela um arauto da liberdade. Prova-o o ataque sistemático de protestantes e católicos ao princípio constitucional que separa Igreja e Estado, visando transformar tradições religiosas em políticas públicas (veja mais informações sobre este poder a partir deste link).

A separação constitucional entre Igreja e Estado neste país protestante foi fruto de uma longa luta pela liberdade, mas o fato de a besta terrestre ou falso profeta aliar-se ao dragão (o espiritismo e seus congêneres) e à besta marítima (o catolicismo romano) na construção de uma nova ordem mundial, indica que o protestantismo americano não só adere ao processo de consenso, como também se torna seu ativo promotor. E o que temos testemunhado nos últimos anos senão uma mudança radical no protestantismo americano, tanto no que se refere às suas relações com o papado, como no que diz respeito à sua abertura ao misticismo pagão?


Filosofias místicas têm invadido as igrejas protestantes mais ortodoxas, tornando-se uma prática comum entre os seus membros. A imagem acima é de uma sala de oração no Collegedale Seventh-Day Adventist Church


Os elos incluem, além das preocupações comuns, a observância do domingo pagão como um dia especial e a crença na imortalidade inerente da alma, doutrinas que aproximam protestantes e católicos do espiritismo, das religiões orientais, da Nova Era e do paganismo. E não é a busca por uma nova espiritualidade, tolerante e inclusiva, que satisfaça as necessidades da comunidade e do planeta, uma evidência dessa aproximação? As diferentes igrejas ainda desejam manter suas identidades separadas, mas, por conta de seu pragmatismo, contribuem para a promoção de uma prática espiritual universalmente aceita, a qual está se mostrando um fator decisivo de união entre esses grupos; uma espiritualidade universal num mundo unido. Neste contexto, estas igrejas estão se tornando agentes de transformação social, ajudando a promover uma religião mundial baseada na meditação e na experiência mística.

Unidos numa causa comum

Com efeito, Apocalipse 16:13 e 14 descreve simbolicamente um conluio dos principais sistemas religiosos do mundo com base em interesses, necessidades e objetivos em comum. Estes sistemas são o espiritualismo com seus diferentes matizes (o dragão), o catolicismo romano (a besta) e o protestantismo apostatado (o falso profeta). As religiões de mistério são mencionadas em primeiro lugar na profecia em função de seu papel destacado na criação de uma sociedade planetária; os espíritos de demônios são, em última instância, os principais agentes aglutinadores, os quais operam também por meio do romanismo e do protestantismo apostatado. Vemos hoje como as filosofias místicas e esotéricas estão saturando as igrejas protestantes e também a igreja católica.

A profecia diz que da "boca" destes três grandes atores de transformação global saem três espíritos imundos. A boca é o instrumento da fala e representa a política que esta tríplice união proclamará ao mundo antes da segunda vinda de Cristo. Trata-se, pois, de uma tríplice mensagem angélica falsa, que conduzirá o mundo inteiro em direção à ilegalidade e à rebelião contra Deus. O fato de esses espíritos serem semelhantes a rãs na profecia é de chamar a atenção. "Como é bem sabido", escreve Roy A. Anderson, "este pequeno animal hiberna; quer dizer, desaparece por algum tempo, para depois reaparecer e nos incomodar com o seu coaxar. Assim, paganismo e espiritismo desapareceram, por assim dizer, por algum tempo afinal no Ocidente, mas estão reaparecendo sob muitos disfarces. O pensamento pagão penetrou nas salas de nossas escolas. Tem reclamado até muitos púlpitos. Nas cenas finais da história da Terra, paganismo e espiritismo deverão exercer tremenda influência sob o manto da religião." (3)

Nunca, em toda a história da igreja, testemunhou-se uma atividade tão intensa do espiritualismo e suas variantes no mundo cristão. A profecia revela que estes espíritos demoníacos são operadores de sinais. Manifestações extraordinárias podem fornecer a "prova" de qualquer "verdade" que seja invocada em favor de qualquer crença religiosa, mas representam apenas o clímax de um fenômeno mais amplo; o condicionamento psicológico prévio que inibe as faculdades perceptivas da mente, permitindo que tais manifestações sejam potencialmente mais eficazes. Por isso, tenho sustentado que a contrafação da verdade é, antes de tudo, um processo sutil e invasivo, que culmina com os sinais e maravilhas a que se refere a profecia.

Que mentalidade se espera forjar com este engenhoso engano? Uma mentalidade passiva, tolerante e aberta a novas experiências religiosas, em que a supremacia de Jesus Cristo será superada por um novo paradigma - o paradigma que acolhe somente valores politicamente corretos. Cristo não pode ser maior que Maomé, Buda ou Krishna. Frases como "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (João 14:6) são consideradas impróprias num mundo pluralista e inter-espiritual. Requer-se um "Cristo" que seja convergente e universalmente aceitável.

O espaço não permite apresentar todos os exemplos impressionantes de articulação e união entre diferentes denominações religiosas que visam consolidar essa nova espiritualidade, e que cumprem com notável exatidão a profecia apocalíptica. No entanto, mencionarei um exemplo: a 3ª Conferência Global sobre Religiões do Mundo depois do 11 de Setembro, que será realizada em 15 de setembro deste ano (2016), em Montreal. Em seu website há a seguinte nota:

Os ataques terroristas de 11 de setembro abalaram a sensação de segurança e paz no mundo. Para muitos, o colapso das Torres Gêmeas obrigou o conceito de uma religião única a se submeter a uma mudança de paradigma. A fé que uma vez representou piedade, harmonia e virtude, tornou-se um disfarce para a agressão, ódio e terror.
A 3ª Conferência Global sobre Religiões do Mundo após o 11 de Setembro: de Fé à Inter-fé, pretende lembrar a humanidade do poder positivo e unificador da religião. Em 15 de setembro de 2016, líderes religiosos se reunirão em Montreal para discutir questões atuais e anunciar uma Declaração Universal dos Direitos Humanos pelas Religiões do Mundo. (4)

Note-se que a preocupação primordial é pelos direitos humanos, não um reconhecimento das verdadeiras necessidades humanas à luz dos mandamentos de Deus e da fé em Jesus. Pecado e salvação são questões que certamente ficarão de fora das discussões. As preocupações dizem respeito a problemas imediatos e temporais, e estão longe de abordar os assuntos de interesse eterno.

Tal é o engano multifacetado do diabo nestes últimos tempos: uma união entre três grandes sistemas religiosos, que, por sua vez, buscarão unir-se aos poderes políticos e econômicos do mundo para forjar uma Nova Ordem Mundial, em oposição a Deus e Seu povo, os quais estarão no centro do conflito (Apocalipse 16:14-15).

Apesar dos ideais profundamente enraizados presentes nestes discursos do consenso, como o amor, a paz, a liberdade e a cooperação mútua, é preciso identificar a camada mais profunda das intenções, o espírito por trás da ideia de uma nova configuração mundial com uma religião universal. Este será o desafio em nossa próxima postagem. E, como sempre, o Apocalipse será o nosso fiel guia.


Notas e referências

1. https://www.lucistrust.org/world_goodwill/key_concepts/the_new_group_world_servers3

2. Malachi Martin. The Keys of This Blood. New York: Simon and Schuster, 1990, p. 22.

3. Roy A. Anderson. Revelações do Apocalipse. Segunda Edição. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1988, p. 185.

4. http://worldsreligions2016.org/about-the-conference/

2 comentários :

  1. Temos que estar focado na palavra para não sermos enganados,só o próprio Espírito Santo para nos guiar.tenho feito isso,sem doutrina de homem ou de mulher

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    1. É verdade, Davi. Obrigado por seu comentário e testemunho! Que Deus te abençoe e te guarde!

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