Blog dedicado ao estudo de Apocalipse 14:6 a 12.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Por que o domingo não é o dia do Senhor?

Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens. E disse-lhes ainda: Jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa própria tradição. (Marcos 7:8-9)


O atual Catecismo da Igreja Católica se refere ao "Dia do Senhor" com estas palavras:

Por tradição apostólica, que remonta ao próprio dia da ressurreição de Cristo, a Igreja celebra o mistério pascal todos os oito dias, no dia que bem se denomina dia do Senhor ou Domingo... "O dia do Senhor, o dia da ressurreição, o dia dos cristãos é o nosso dia. Chama-se dia do Senhor por isso mesmo: porque foi nesse dia que o Senhor subiu vitorioso para junto do Pai. Se os pagãos lhe chamam dia do Sol, também nós, de bom grado o confessamos: porque hoje se ergueu a luz do mundo, hoje apareceu o sol da justiça, cujos raios nos trazem a salvação. (1)

E João Paulo II, em sua carta Dies Domini, escreve:

O domingo, segundo a experiência cristã, é sobretudo uma festa pascal, totalmente iluminada pela glória de Cristo ressuscitado. É a celebração da "nova criação". (2)

No entanto, apesar das recentes tentativas da Igreja em estabelecer uma teologia do domingo baseada no sábado, não há nenhuma evidência bíblica ou histórica de que os cristãos do Novo Testamento tenham guardado aquele dia, ainda que em comemoração à ressurreição de nosso Senhor.

As Escrituras não atribuem ao primeiro dia da semana nenhum valor espiritual ou litúrgico. E não há qualquer iniciativa de Deus para instituí-lo como memorial da ressurreição ou da redenção. Se Jesus Cristo desejasse tal coisa certamente teria tomado claras providências neste sentido.

Todavia, Ele mesmo observou o sábado e o chamou de Seu dia (Lucas 4:16 e 31; Êxodo 20:8-11; Mateus 12:8; Marcos 2:28; Lucas 6:5). Ensinou que o sábado não foi estabelecido apenas para os judeus, mas para toda a humanidade (Marcos 2:27), e revelou que, mesmo depois de Sua morte e ressurreição, o sábado continuaria a ser observado (Mateus 24:20).

Os seguidores mais próximos de Jesus guardaram o sábado do sétimo dia (Mateus 28:1; Marcos 15:42-47; 16:1-2; Lucas 23:50-56; 24:1), bem como as igrejas cristãs primitivas (Atos 13:14, 27, 42-44; 15:21; 16:12-13; 17:1, 2 e 4; 18:1-4). E João, referindo-se ao remanescente final, diz: "Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus." (Apocalipse 14:12, ver também 12:17).

A ênfase de João na lei de Deus indica que todos os preceitos divinos, inclusive o sábado, continuam em vigor, e que a obediência devida a eles distinguirá a igreja verdadeira dos adoradores da besta e sua imagem.

Nenhuma base escriturística para a mudança

Verificar-se-á, por outro lado, não haver qualquer testemunho das Escrituras concernente à observância do domingo como um dia santo. Existem na Bíblia apenas oito versículos que mencionam o primeiro dia da semana, todos no Novo Testamento, e nenhuma vez se lhe atribui a expressão "dia do Senhor", nem mesmo se sugere que os cristãos devam observá-lo. Vejamos cada um deles:

1. Mateus 28:1. "No findar do sábado, ao entrar o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro."

2. Marcos 16:1-2. "Passado o sábado, Maria Madalena, Maria mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem embalsamá-lo. E, muito cedo, no primeiro dia da semana, ao despontar do Sol, foram ao túmulo."

3. Marcos 16:9. "Havendo ele ressuscitado de manhã cedo no primeiro dia da semana, apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual expelira sete demônios."

4. Lucas 24:1. "Mas, no primeiro dia da semana, alta madrugada, foram elas ao túmulo, levando os aromas que haviam preparado."

5. João 20:1. "No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu que a pedra estava revolvida."

6. João 20:19, 26. "Ao cair da tarde daquele dia, o primeiro da semana, trancadas as portas da casa onde estavam os discípulos com medo dos judeus, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse-lhes: Paz seja convosco! Passados oito dias, estavam outra vez ali reunidos os seus discípulos, e Tomé, com eles. Estando as portas trancadas, veio Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco!"

7. Atos 20:7. "No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão, Paulo, que devia seguir viagem no dia imediato, exortava-os e prolongou o discurso até a meia-noite."

8. I Coríntios 16:2. "No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam coletas quando eu for."

Note que nenhum dos textos sequer sugere a santificação do domingo, nem tampouco se apresenta uma ordem explícita que exija dos cristãos sua estrita observância. Um assunto desta magnitude certamente não seria omitido pelas Escrituras.

Em contrapartida, Marcos 16:1-2 diz que as mulheres que foram ao sepulcro fizeram os preparativos para embalsamar o corpo de Jesus somente depois do sábado, pois neste dia "descansaram, segundo o mandamento" (ver Lucas 23:55-56).

João 20:19 e 26 revela que os discípulos não se reuniram no primeiro dia da semana para celebrar a ressurreição de Jesus, mas porque estavam com medo dos judeus. Eles nem mesmo criam que o Senhor havia ressuscitado (ver Marcos 16:9-14; Lucas 24:36-43). Além disso, João 20:19 menciona o fato de a reunião ter ocorrido no entardecer do primeiro dia, portanto entre o final do domingo e o início da segunda-feira, segundo o cômputo bíblico, que contava os dias a partir do pôr do sol (Gênesis 1:5, 8 e seguintes).

Convém lembrar, ainda, que assim como a Santa Ceia representa a morte de nosso Salvador (Mateus 26:26-28; Marcos 14:22-24; Lucas 22:14-20; I Coríntios 10:16; 11:23-26), o batismo por imersão é o símbolo que Cristo estabeleceu para comemorar Sua ressurreição (Romanos 6:3-11).

A reunião referida em Atos 20:7 ocorreu não porque fosse uma celebração especial do domingo, mas porque Paulo "devia seguir viagem no dia imediato". (3) Ademais, os cristãos tinham o costume de se reunir "todos os dias" (Atos 5:42).

No que diz respeito a I Coríntios 16:2, a orientação de Paulo tem que ver com a "coleta para os santos", mencionada no verso anterior. O apóstolo justifica a razão de seu conselho: "para que não se façam coletas quando eu for". Longe de sugerir a santificação do domingo, a exortação de Paulo visava somente prover recursos em sua chegada. O auxílio sistemático tinha em vista os irmãos necessitados da Judeia (I Coríntios 16:3; Atos 11:28-30). (4)

Quem pode tornar santo um dia? É a tríplice ação divina (a benção, a santificação e o descanso de Deus) que torna santo um dia, e não a ressurreição de Cristo ou o Pentecostes, pois nenhum destes eventos se destinava a instituir o domingo em lugar do sábado como dia de repouso. Tampouco santificam um dia atos meramente humanos como reunir-se, partir o pão, garantir oferta de donativos aos pobres ou coisa semelhante. A Escritura positivamente declara:

Abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera. (Gênesis 2:2)

Deus abençoou o sétimo dia, tornando-o objeto especial do favor divino e um canal de bênçãos para Suas criaturas; Ele o santificou, isto é, declarou-o santo, separou-o dos demais dias da semana para fins igualmente santos, em benefício da humanidade; E o Senhor descansou neste dia depois de concluída Sua obra criadora, deixando ao homem o exemplo e a oportunidade de tornar-se mais semelhante a Ele pela contemplação de Seu infinito amor e graciosa bondade.

Instituições divinas como o sábado, a família, o batismo e a Santa Ceia foram estabelecidas por vontade e atos divinos. O Novo Testamento, contudo, não registra nenhuma ordem ou ato que prescreva o descanso no primeiro dia da semana em lugar do sétimo dia. Não há nada nesse sentido da parte de Cristo, dos apóstolos ou da igreja primitiva.

A completa ausência de um mandamento específico que justifique a santificação do domingo em substituição ao sábado é reconhecida por Peter Heylyn em seu livro History of the Sabbath:

Nem ele [Cristo], ou seus discípulos, ordenou outro sábado no lugar deste, como se pretendessem apenas mudar o dia e transferir esta honra para outro período. Sua doutrina e prática são diretamente contrárias à tão estranha concepção. É verdade que em algum momento a Igreja, em honra à sua ressurreição, separou aquele dia no qual ele ressurgiu para práticas santas, mas isto por sua própria autoridade, e sem autorização do alto de que possamos ter notícia... Isto é o que nos é dito na homilia, inscrita como anteriormente observamos, até Atanásio: Honramos o dia do Senhor em razão da ressurreição. (...) "Este dia do Senhor é, portanto, solenemente observado, porque nele nosso Salvador, como o Sol nascente, dissipou as nuvens da escuridão infernal por meio da luz de sua ressurreição mais gloriosa." E tal como S. Austin (...) "O dia do Senhor foi dado a conhecer", diz ele, "a nós, cristãos, pela ressurreição, e desde que começou a ser considerado santo." Observe-se, porém, que isto foi feito apenas com base na autoridade da Igreja, e não por qualquer preceito de nosso Senhor e Salvador, ou qualquer um de seus apóstolos. (5)

O que diz o Novo Testamento?

1. Temos observado que nosso Salvador não só guardou invariavelmente o sábado (Marcos 1:21; 6:2; Lucas 4:16, 31; 6:6; 13:10), como também recomendou que Sua igreja continuasse observando este dia quarenta anos após Sua ressurreição (Mateus 24:20). Declarou em termos inconfundíveis que "nem um i ou um til jamais passará da Lei" e que "é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til sequer da lei" (Lucas 16:17). Na disputa com a liderança judaica, Cristo ensinou a maneira correta de se guardar o sábado, e não a observância de outro dia (Mateus 12:9-12; Marcos 2:23-28; 3:1-6; Lucas 6:1-11). Repreendeu severamente o modo farisaico de observar o sábado (Mateus 12:5), e reconheceu que esse legalismo exacerbado subtraíra a alegria do santo repouso (João 5:10, 16, 18; 7:22-23; 9:16). Revelou-Se, ainda, como o Senhor do sábado em harmonia com as palavras do quarto mandamento (Mateus 12:8; Marcos 2:27-28; Lucas 6:5; Êxodo 20:10; Deuteronômio 5:14), restaurando o verdadeiro sentido deste sagrado dia (Mateus 12:10-12; Marcos 3:2, 4; Lucas 6:7-9; 13:14-16; 14:3-5; João 9:14). E após ressurgir da tumba, nosso Redentor não realizou nenhum ato ou deu qualquer instrução às mulheres ou aos discípulos para fazer do domingo um memorial da ressurreição, um novo dia de repouso e culto em lugar do sábado bíblico (Mateus 28:8-10, 19; Marcos 16:9-16; Lucas 24:44-49; João 20:14-21, 26; 21:1-14; Atos 1:1-9). Note-se que, para a igreja apostólica, a ressurreição era uma realidade existencial que devia ser vivida vitoriosamente pelo poder do Salvador ressurreto, e não uma prática litúrgica associada com a adoração no domingo. (6)

2. Seguindo o exemplo deixado por Cristo, a igreja cristã primitiva continuou guardando o sábado (Atos 13:14, 27, 42-44; 15:21; 16:13; 17:2; 18:1-4). A Escritura assinala a unanimidade que havia entre seus membros (Atos 1:14; 2:42, 46; 4:24; 5:12), e é certo que esta atitude se refletiu também na fidelidade a todos os mandamentos de Deus. Com efeito, não é possível encontrar qualquer decisão eclesiástica abolindo ou alterando a santificação do sábado para o domingo na história do Novo Testamento. A primeira controvérsia importante na igreja cristã estava relacionada às exigências dos judaizantes quanto à circuncisão dos gentios conversos e, portanto, a disposições cerimoniais da lei de Moisés (Atos 15:1-35). A discussão não envolveu qualquer dos mandamentos da lei moral, tampouco uma alteração no dia de repouso. Um assunto de tão grande importância certamente exigiria a atenção dos líderes da igreja, mas isto não se confirmou. Depois de reunirem-se em uma assembleia geral que certamente demandou de seus integrantes muito tempo e preparação, a decisão dos apóstolos e presbíteros, assistidos e guiados pelo Espírito Santo, não incluiu nenhuma referência à substituição do sábado pelo domingo como dia santo. Obviamente porque não havia qualquer controvérsia envolvendo o quarto mandamento.

3. Em sua primeira viagem missionária, Paulo estabeleceu as igrejas de Antioquia da Psídia, Icônio, Listra e Derbe e, no entanto, a nenhuma delas ensinou que a observância do sábado foi transferida para o domingo. Em Antioquia da Psídia, Paulo e Silas foram à sinagoga no sábado a fim de pregar o evangelho a judeus e gentios (Atos 13:16). Diante de seus ouvintes, Paulo pregou poderosamente, mas nada disse sobre a mudança do sábado para o domingo em honra à ressurreição de nosso Salvador, embora fosse este o tema central de seu discurso. "No sábado seguinte, afluiu quase toda a cidade para ouvir a palavra de Deus" (Atos 13:44), porém mais uma vez Paulo não mencionou qualquer alteração no dia de repouso. Tendo em vista que Antioquia foi onde surgiram os primeiros cristãos (Atos 11:26) e a primeira igreja sedimentada e fortalecida por Paulo, é surpreendente que o apóstolo não tenha instruído seus membros quanto à santificação do domingo em lugar do sábado. Em Icônio, Paulo e Barnabé pregaram "de tal modo, que veio a crer grande multidão, tanto de judeus como de gregos" (Atos 14:1). Em Derbe, fizeram "muitos discípulos" e, voltando a Listra, Icônio e Antioquia, fortaleciam e organizavam as igrejas recém-fundadas (versos 20-23). Contudo, em suas instruções àquelas comunidades, os apóstolos nada disseram sobre a guarda do primeiro dia em lugar do sétimo. Para todos os efeitos, o sábado permaneceu intocado e inalterado.

4. Durante sua segunda viagem missionária, Paulo viajou de Trôade a Macedônia, em obediência a uma ordem divina (Atos 16:9). Foi diretamente para Filipos, colônia romana (versos 12 e 21), e ali, num dia de sábado, pregou para um grupo de mulheres, entre elas, Lídia, comerciante de púrpura, proveniente de Tiatira, mulher pagã que aceitou os ensinos de Paulo e se converteu a Cristo juntamente com sua família (versos 13-15). Tornaram-se, assim, os primeiros cristãos da Europa. Nesta etapa do ministério de Paulo, nos são reveladas duas coisas importantes: o costume do apóstolo de guardar o sábado, não só na sinagoga ou na igreja, mas também em praça pública; e o fato de o cristianismo no continente europeu ter começado no sábado e não no domingo. Lídia e seus familiares foram os primeiros membros da igreja fundada por Paulo em Filipos, e não há razão para crer que observassem outro dia da semana, a não ser o sábado. Na viagem de Paulo a Tessalônica, encontramos outra evidência nesse sentido. Ali havia uma "sinagoga de judeus", e "Paulo, segundo o seu costume, foi procurá-los e, por três sábados, arrazoou com eles acerca das Escrituras" (Atos 17:1-2). Era costume de Paulo frequentar a igreja aos sábados. Além disso, a disputa que se menciona aqui não incluiu o dia de descanso, pois o sábado era reconhecido como o dia do Senhor tanto por judeus como por prosélitos e gentios. Em Bereia, muitos dos que haviam crido receberam "a palavra com toda avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim" (Atos 17:11). Em mais um caso, porém, nada foi dito a respeito da mudança do dia de descanso. Em Atenas, Paulo "dissertava na sinagoga entre os judeus e os gentios piedosos; também na praça, todos os dias, entre os que se encontravam ali" (Atos 17:17), e, no entanto, não fez nenhuma menção à santificação do domingo em lugar do sábado. Paulo partiu de Atenas para Corinto onde conheceu Áquila e Priscila, construtores de tendas, associando-se a eles (Atos 18:1-3). "E todos os sábados discorria na sinagoga, persuadindo tanto judeus como gregos" (verso 4). Paulo falou a judeus e gentios de origem grega, permaneceu ali um ano e seis meses, "ensinando entre eles a palavra de Deus" (verso 11), e nunca lhes falou nada sobre a transferência do sábado para o domingo. Não fez menção alguma a esse respeito porque ele mesmo observou 78 sábados durante esse período, trabalhando nos demais dias da semana.

5. Em sua terceira e última viagem missionária, Paulo desembarcou em Éfeso, e durante três meses frequentou a sinagoga, "onde falava ousadamente, dissertando e persuadindo com respeito ao reino de Deus" (Atos 19:8). Como alguns deles se mostravam empedernidos e descrentes, Paulo passou "a discorrer diariamente na escola de Tirano. Durou isto por espaço de dois anos, dando ensejo a que todos os habitantes da Ásia ouvissem a Palavra do Senhor, tanto judeus como gregos" (verso 10). Durante todo esse tempo, os asiáticos tiveram a oportunidade de receber instruções sobre a mudança do sábado para o domingo, mas novamente não houve nada nesse sentido. Na verdade, nos dois anos e três meses que permaneceu em Éfeso, Paulo testemunhou ao mundo cristão seu costume de observar o sábado, exatamente como havia feito durante o ano e meio que passou em Corinto. Longe de mencionar a santificação do domingo ao longo de suas viagens missionárias, Paulo e seus companheiros confirmaram o sábado como dia sagrado de reunião semanal dos cristãos. Em vista de seu costume de observar o sábado, estava fora das cogitações do apóstolo ensinar às igrejas que este dia fora abolido e substituído pela observância do domingo, como hoje muitos cristãos imaginam.

6. O autor de Hebreus também fornece um testemunho instrutivo sobre como a igreja cristã primitiva compreendia e vivenciava o sábado. Samuele Bacchiocchi observa que, ao estabelecer a relação entre o sábado e o Salvador associando Gênesis 2:2 com o Salmo 95:11, o escritor de Hebreus explica que o descanso sabático concedido na criação (Hebreus 4:4) não se esgotou quando os israelitas, liderados por Josué, encontraram um lugar de descanso em Canaã, visto que Deus tornou a oferecer Seu descanso "muito tempo depois" por meio de Davi (Hebreus 4:7, conforme Salmo 95:7-8). Com efeito, o descanso sabático prometido por Deus ainda aguardava sua plena realização elucidada com a vinda de Cristo (Hebreus 4:9). "É por acreditar em Jesus Cristo que o povo de Deus pode, por fim, vivenciar ('entrar', Hebreus 4:3, 10, 11) as 'boas-novas' do descanso prometido por Deus no 'sétimo dia' da criação (Hebreus 4:4). (...) Para o autor de Hebreus, o ato de repousar no sábado não é apenas um ritual rotineiro, mas, sim, uma resposta de fé a Deus. Uma resposta assim envolve inevitavelmente não o endurecimento do coração, mas a disposição para 'ouvir a Sua voz' (4:7). Isso significa vivenciar o repouso da salvação de Deus não por obras, mas pela fé; não pelo fazer, mas por ser salvo pela fé (4:2, 3, 11)... Essa interpretação ampliada da santificação do sábado à luz da realidade de Cristo nega qualquer tentativa de fazer do domingo a continuação do sábado, santificando-o como se fosse o sétimo dia." (7)

A cristandade no banco dos réus

Tanto católicos como protestantes reconhecem que não há nenhum embasamento bíblico para a observância do domingo como dia de descanso. Nem Cristo nem os apóstolos efetuaram ou autorizaram esta mudança.

O insigne teólogo e historiador da Igreja, Augustus Neander, escreveu a propósito do domingo:

O festival do domingo, como todos os outros festivais, sempre foi somente uma ordenança humana, e estava longe das intenções dos apóstolos estabelecerem um mandamento divino a esse respeito, longe deles e da Igreja apostólica primitiva, transferir as leis do sábado para o domingo. Talvez tenha sido no final do segundo século que uma falsa aplicação desse tipo começou a ter lugar, pois parece que os homens nessa época consideravam pecado trabalhar no domingo. (8)

Apesar disso, o mundo protestante contraditoriamente aceita a tradição em lugar das Escrituras, situação embaraçosa que a Igreja Católica não deixou passar despercebida.

Os protestantes creem que somente a Bíblia é a sua religião, sua regra única de fé e vida. Quando, porém, esse princípio fundamental é vituperado em termos tão vigorosos como os que seguem, requer-se de cada protestante uma reflexão crítica e profunda sobre as verdadeiras bases de sua fé e prática.

O The Hartford Weekly Call, de 22 de fevereiro de 1884, publicou uma palestra apresentada por Enright, um clérigo do Estado americano do Iowa, intitulada "A Igreja Verdadeira da Bíblia", da qual extraímos o seguinte trecho:

(...) Cristo concedeu à igreja o poder de estabelecer leis obrigatórias para a consciência. Mostrai-me uma seita que reivindica ou possui o poder de salvar como a Igreja Católica. Não há nenhuma, e ainda toda a cristandade reconhece o poder da igreja para fazê-lo, como vou provar-vos. Por exemplo, a observância do domingo. Como outras denominações podem guardar este dia? A Bíblia ordena que guardemos o dia de descanso. O domingo não é o dia de descanso; ninguém ousa afirmar que ele é, pois a Bíblia diz tão claramente quanto as palavras podem fazê-lo que o sétimo dia é o dia de descanso, ou seja, o sábado, visto que todos nós sabemos que o domingo é o primeiro dia da semana. Além disso, os judeus têm guardado o sábado até o tempo presente. Não sou um homem rico, mas darei 1.000 dólares para qualquer pessoa que possa provar somente pela Bíblia que o domingo é o dia em que são obrigados a descansar. Não, não pode ser feito, é impossível. A observância do domingo é apenas uma lei da Igreja Católica e, portanto, não é obrigatória para os demais. A igreja mudou o sábado para o domingo e todo o mundo reverencia e adora no mesmo dia em silenciosa obediência às ordens da Igreja Católica. Não é este um milagre da vida? Que aqueles que nos odeiam tão amargamente obedeçam e reconheçam nosso poder a cada semana sem o saberem! (9)

O American Sentinel, em seu número de 6 de fevereiro de 1890, também publicou um excerto da palestra de Enright sobre o poder e a autoridade da Igreja Católica proferida em Harlan, Iowa, no dia 15 de dezembro de 1889:

Meus irmãos olhem à vossa volta as diversas seitas e denominações em disputa. Mostrai-me uma que reivindique ou possua o poder de formular leis obrigatórias à consciência. Existe apenas uma na face da Terra - a Igreja Católica - que tem o poder sobre a consciência, obrigando diante de Deus sob pena do fogo do inferno. Tomemos, por exemplo, o dia que observamos - o domingo. Que direito têm as igrejas protestantes de observar este dia? Nenhum. Vós dizeis que é necessário obedecer ao mandamento: "Lembra-te do dia de sábado para santificá-lo". Mas o domingo não é o sábado, segundo a Bíblia e o registro do tempo. Todos sabem que o domingo é o primeiro dia da semana, enquanto o sábado é o sétimo dia, o período de descanso, o dia consagrado como um dia de repouso. Isto é igualmente reconhecido em todas as nações civilizadas. Tenho repetidamente oferecido 1.000 dólares a quem quiser apresentar evidência bíblica de que o domingo é o dia que devemos santificar, e ninguém ainda reclamou o dinheiro. Se qualquer pessoa nesta cidade me mostrar qualquer texto neste sentido, vou amanhã à noite reconhecer publicamente e agradecer-lhe por isso. Foi a Santa Igreja Católica que mudou o dia de descanso do sábado para o domingo, o primeiro dia da semana. E não somente obrigou a todos guardar o domingo, como no Concílio de Laodiceia, em 364 a.D., anatematizou aqueles que guardavam o sábado e incitou todas as pessoas a trabalharem no sétimo dia, sob pena de anátema.
Qual igreja obriga todo o mundo civilizado a obedecer-lhe? Os protestantes nos chamam de todos os nomes horríveis que possam imaginar - anticristo, a besta de cor escarlate, Babilônia, etc., professando, ao mesmo tempo, grande reverência para com a Bíblia, e, não obstante, por seu ato solene de guardar o domingo, reconhecem o poder da Igreja Católica. A Bíblia diz: "Lembra-te do dia de sábado para santificá-lo", mas a Igreja Católica diz: "Não, guarde o primeiro dia da semana", e o mundo inteiro se curva em obediência. (10)

Não menos significativa é a edição especial do Catholic Mirror, órgão oficial do cardeal Gibbons. Depois de expor a teologia do sábado no Antigo Testamento, o número de setembro de 1893 apresenta o seguinte:

Examinando o Novo Testamento de capa a capa, criticamente, encontramos sessenta e uma referências ao sábado. Constatamos, também, que o Salvador, invariavelmente, escolheu o Shabat [sábado] para ensinar nas sinagogas e operar milagres. Os quatro Evangelhos referem-se ao sábado cinquenta e uma vezes.
Em um exemplo, o Redentor refere-se a Si mesmo como "o Senhor do sábado", conforme mencionado por Mateus e Lucas, mas durante todo o registro de Sua vida, enquanto invariavelmente manteve e utilizava o dia de sábado, Ele nunca deu a entender que desejava mudá-lo. Seus apóstolos e amigos pessoais permitem-nos um exemplo marcante de sua escrupulosa observância mesmo após Sua morte, e, embora Seu corpo ainda estivesse no túmulo, S. Lucas 23:56 nos informa: "Então se retiraram para preparar aromas e bálsamos. E, no sábado, descansaram, segundo o mandamento". "Mas, no primeiro dia da semana, alta madrugada, foram elas ao túmulo, levando os aromas que haviam preparado". Os "aromas" e "bálsamos" tinham sido preparados no entardecer da sexta-feira santa, pois "começava o sábado" (verso 54). Este procedimento por parte dos amigos pessoais do Salvador demonstra indiscutivelmente que após Sua morte eles continuaram "santificando" o sábado, e consideravam o domingo como qualquer outro dia da semana. Há algo, portanto, que possa ser mais conclusivo do que os apóstolos e as santas mulheres nada saberem de algum dia de repouso, senão o sábado, até o dia da morte de Cristo?
Investiguemos, agora, esta interessante questão nos trinta anos seguintes, como narrado pelo evangelista S. Lucas, em seu Atos dos Apóstolos. Certamente algum vestígio de cancelamento pode ser descoberto na prática dos apóstolos durante este longo período.
Mas, ai de nós! Estamos mais uma vez condenados à decepção. Nove vezes encontramos o dia de descanso mencionado em Atos, porém este é o sábado (o antigo sábado). Se nossos leitores desejarem provas, nos referimos a elas por capítulo e versículo em cada exemplo: Atos 13:14; mais uma vez, no mesmo capítulo, verso 27; novamente, verso 42; uma vez mais, verso 44. Outra vez, capítulo 15:31 [na verdade, verso 21]; Atos 16:13. Mais uma vez, capítulo 17:2; novamente, capítulo 18:4: "E ele [Paulo] todos os sábados discorria na sinagoga, persuadindo tanto judeus como gregos". Com efeito, o sábado, do Gênesis ao Apocalipse! Portanto, é impossível encontrar no Novo Testamento a mais leve interferência do Salvador ou de Seus apóstolos no sábado original, mas, ao contrário, uma aquiescência em todo o sistema original; mais ainda, um pleno endosso de Sua parte enquanto viveu; e uma invariável e ativa participação na observância deste dia, e de nenhum outro, pelos apóstolos durante 30 anos após Sua morte, conforme os Atos dos Apóstolos nos tem abundantemente testemunhado.
Por conseguinte, a conclusão é inevitável, isto é: dentre aqueles que têm a Bíblia como seu guia, os Israelitas e os Adventistas do Sétimo Dia têm o peso exclusivo da evidência ao seu lado, mas os protestantes não têm uma palavra de defesa pela substituição do sábado pelo domingo. (11)

Uma questão de lealdade

Reconhecidamente o domingo não é o dia do Senhor. A Igreja de Roma admite esse fato, e ainda se refere à mudança na lei de Deus como sinal de seu poder e autoridade.

Note o que diz o reverendo John O'Brien em seu famoso livro Faith of Millions:

Ela [a Igreja Católica] não é filha da Bíblia, como muitos não católicos imaginam, mas sua mãe. Nem sua existência nem sua autoridade de ensino são derivadas do Novo Testamento. (12)

E no volume XII da Catholic Encyclopedia, de Joseph Wilhelm, encontra-se o seguinte:

A crença na Bíblia como única fonte de fé é não histórica, ilógica, fatal à virtude da fé, e destrutiva da unidade. (13)

Como observa Samuele Bacchiocchi, "a Igreja Católica não depende de autoridade bíblica para definir seus ensinos. Ela reivindica autoridade independente para definir seus próprios dogmas, escrever suas próprias leis e criar seus próprios 'intercessores'." (14)

O que mais surpreende, contudo, é a cumplicidade do protestantismo numa questão de tão grande importância, embora professe reconhecer a Bíblia como sua única regra de fé e prática. Trata-se de uma contradição inconcebível, demasiado absurda, professar lealdade à Palavra de Deus e, não obstante, observar um dia instituído e ordenado pela tradição católica, a qual carece de autoridade escriturística, e ainda desprezar, ao mesmo tempo, o dia que a mesma Escritura declara ter sido abençoado, santificado e observado pelo próprio Criador, a quem dizem amar e servir.

Não admira, pois, a declaração que pesa contra os protestantes, publicada na edição de 23 de setembro de 1893 do Catholic Mirror, e que expõe da maneira mais franca esse desconfortável paradoxo:

O mundo protestante em sua origem encontrou o domingo muito fortalecido para contrariar sua existência; foi, por esta razão, colocado sob a necessidade de aquiescer no arranjo, submetendo-se assim ao direito da Igreja de mudar o dia, por mais de trezentos anos. O dia de descanso cristão [domingo] é, portanto, a partir daí, o reconhecido produto da Igreja Católica como esposa do Espírito Santo, sem uma palavra de protesto do mundo protestante.
Porém, vejamos agora nossa segunda posição com relação à Bíblia apenas, como mestre e guia em matéria de fé e moral. Este professor proíbe da maneira mais enfática qualquer mudança do dia por razões superiores. O mandamento requer um "concerto perpétuo". O dia ordenado pelo professor para ser guardado jamais o foi, desenvolvendo-se assim uma apostasia de um princípio supostamente fixado, tão contraditório, absurdo e, consequentemente, tão suicida que se não pode expressar com o poder da linguagem. Os limites da desmoralização tampouco são ainda atingidos. Longe disto. Seu pretexto de deixar o seio da Igreja Católica foi sua apostasia da verdade como ensinada na Palavra escrita. Adotaram-na como seu único mestre, mas a abandonaram assim que fizeram essa adoção [do domingo], como estes artigos têm abundantemente comprovado; e por uma perversidade tão voluntária quanto errônea, aceitam a doutrina da Igreja Católica em oposição direta ao claro, invariável e contínuo ensinamento de seu único mestre no que tange à doutrina mais essencial de sua religião, realçando desse modo a circunstância na qual podem ser apropriadamente designados como "um escárnio, um embuste e um laço". (15)

Em sua edição suplementar de 23 de dezembro de 1893, o Catholic Mirror conclui honestamente:

A razão e o bom senso demandam a aceitação de uma ou outra das seguintes alternativas: ou o protestantismo e a guarda do sábado como dia santo, ou o catolicismo e a observância do domingo como dia santo. Conciliar é impossível. (16)

De fato, não é possível conciliar duas doutrinas tão irremediavelmente opostas. Ou nos decidimos pela Bíblia ou pela tradição humana. Os defensores do domingo não podem encontrar uma única referência escriturística que justifique sua escolha. Ela poderá basear-se somente na força dos costumes como fonte de convicção e prática.

O genuíno protestante, porém, que faz da Bíblia seu único guia e fundamento, não hesitará em contestar bondosa, mas energicamente qualquer espécie de doutrina que contradiga as disposições da Palavra de Deus. Se o sábado do sétimo dia é o período de descanso divinamente estabelecido, como de fato comprovam as Escrituras, não há motivos, então, para se observar outro dia de repouso que a mesma Escritura não reconhece.

O Senhor não escolheu santificar o domingo ou qualquer outro dia da semana, mas o sétimo dia, o sábado. Deus nos chama a observá-lo porque Ele assim ordenou; é um mandado do Céu, não dos homens, e ao obedecer-lhe os requisitos pela fé em Jesus, demonstramos nosso amor e lealdade a Ele.

Conclusão

John Dowling, durante vários anos pastor de uma igreja batista em Nova York, resume bem toda a questão:

"A Bíblia, digo, a Bíblia somente, é a religião dos protestantes"! Não há nenhuma importância, na opinião de um protestante genuíno, quão cedo uma doutrina tenha se originado, se ela não pode ser encontrada na Bíblia... Consequentemente, se uma doutrina for proposta para seu consentimento, ele deve perguntar: Encontra-se ela na Palavra inspirada? Foi ela ensinada pelo Senhor Jesus Cristo e Seus apóstolos? Se eles nada sabiam a seu respeito, não lhe importa se ela consta em um manuscrito bolorento de algum antigo visionário do terceiro ou quarto século, ou se brota da imaginação fértil de algum visionário moderno do século dezenove; se não for encontrada nas Sagradas Escrituras, ela não apresenta nenhuma reivindicação válida para ser aceita como artigo de seu credo religioso. (...) Aquele que aceita uma única doutrina baseada na simples autoridade da tradição, seja qual for o seu nome, ao assim proceder, desce da rocha do Protestantismo, transpõe a linha que o separa do Papado e não pode apresentar nenhuma razão válida pela qual não aceita todas as doutrinas e cerimônias mais antigas do Romanismo, com base na mesma autoridade. (17)

Os mensageiros de Deus exaltaram pronta e enfaticamente a integridade de Sua lei (Salmo 19:7; 111:7-8; 119:142; Romanos 7:12; I Timóteo 1:8; Tiago 2:10-12). Jesus Cristo afirmou que "é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til sequer da Lei" (Lucas 16:17), e advertiu: "Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus" (Mateus 5:19). Ele guardou todos os mandamentos (Salmo 40:7-8; Isaías 42:21; João 15:10) e, no que tange ao sétimo dia, disse: "Porque o Filho do Homem é senhor do sábado" (Mateus 12:8, ver Marcos 2:28, comparar com Êxodo 20:10).

É evidente, pois, que Jesus jamais ab-rogou o sábado do sétimo dia ou o substituiu pelo domingo, nem tampouco concedeu a Seus seguidores a prerrogativa para efetuar essa ou qualquer outra alteração na lei e no evangelho.


Notas e referências

1. Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 1166.

2. João Paulo II, Dies Domini, 31 de maio de 1998, capítulo I, #8. Acesso em: 20 jan. 2010, 10h17min.

3. O eminente historiador da Igreja, Augustus Neander, considera o evento narrado em Atos 20:7 como o primeiro indício da mudança do sábado para o domingo, mas reconhece que "a passagem não é inteiramente convincente, porque a partida iminente do apóstolo pode ter determinado que a pequena igreja se reunisse para uma refeição fraternal, em cuja ocasião o apóstolo proferiu seu último discurso, embora neste caso não houvesse nenhuma celebração especial do domingo." - The History of the Christian Religion and Church during the Three First Centuries. Vol. I. Traduzido do alemão por Henry John Rose. London: C.J.G. & F. Rivington, 1831, p. 337, nota 1.

4. Samuele Bacchiocchi observa que "se Paulo considerasse o primeiro dia da semana como o dia cristão de culto, presumivelmente teria designado tal dia como 'o dia do Senhor', pois era familiarizado com o adjetivo 'do Senhor' e de fato o utilizou na mesma epístola (I Coríntios 11:20) para designar o nome e a natureza da Ceia do Senhor. Se o apóstolo houvesse feito isto, então a reivindicação de que a Ceia do Senhor deu tanto seu nome como seu culto ao dia do Senhor pareceria totalmente plausível. O fato, porém, de que Paulo emprega o adjetivo 'do Senhor' para descrever somente a ceia eucarística e não o domingo sugere que o termo era conhecido e usado, mas não aplicado então ao primeiro dia da semana." - Do Sábado para o Domingo: Uma Investigação do Surgimento da Observância do Domingo no Cristianismo Primitivo. Roma: The Pontifical Gregorian University Press, 1977, p. 63.

5. Peter Heylyn. The History of the Sabbath, Second Edition, Revised. London: Henry Seile, 1636. Part II, chap. 1, p. 159, #3.

6. Samuele Bacchiocchi. Crenças Populares: O que as Pessoas Acreditam e o que a Bíblia realmente diz. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2012, p. 217.

7. Ibid., p. 200-201, 202-203.

8. Augustus Neander. The History of the Christian Religion and Church during the Three First Centuries. Vol. I. London: C.J.G. & F. Rivington, 1831, p. 337.

9. The True Church of the Bible, palestra proferida pelo padre Enright, apresentada no teatro Hartford na segunda-feira, 18 de fevereiro de 1884, e publicada no The Hartford Weekly Call de sexta-feira, 22 de fevereiro do mesmo ano, Vol. V, nº 20, Hartford, Lyon County, Kansas, p. 1.

10. Father Enright on the Sunday, The American Sentinel, New York: Pacific Press, Vol. 5, February 6, 1890, Nº 6, p. 46. Citado no Industrial American, Harlan, Iowa, December 19, 1889.

11. The Christian Sabbath, The Catholic Mirror, Sept. 9, 1893. Acesso em 23 mai. 2011, 10h24min.

12. John A. O'Brien. The Faith of Millions: The Credentials of the Catholic Religion. Huntington, IN: Our Sunday Visitor, 1974, p. 129.

13. Joseph Wilhelm, "Protestantism". The Catholic Encyclopedia, Vol. 12, New York: Robert Appleton, 1911. Acesso em: 28 out. 2011, 09h01,min.

14. Samuele Bacchiocchi, op. cit., p. 254.

15. The Christian Sabbath, op. cit.

16. Ibid., Appendix, Dec. 23, 1893.

17. John Dowling. The History of Romanism, New York: Edward Walker, 1853, p. 67 e 68.

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