"Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus." (Ap 14:12)

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

A segunda mensagem angélica - Conclusão

As advertências de Deus são uma visível demonstração de Seu profundo amor e interesse por cada um de nós.

Ninguém tem maior preocupação com nosso bem estar presente e futuro do que Jesus Cristo.

A mensagem do segundo anjo é uma advertência de alcance mundial, e se refere a todos aqueles que não atenderam ao apelo do primeiro anjo (Apocalipse 14:7).


Babilônia, tanto em sua dimensão conceitual como institucional, constitui o maior inimigo da humanidade nos últimos dias. Sendo a manifestação de um falso sistema religioso cuja iniquidade desafia a misericórdia de Deus (Apocalipse 18:5), este poder exerce sobre o mundo um efeito desmoralizante, conduzindo seus habitantes à ilegalidade.

Tendo em vista que Deus nos ama infinitamente, a segunda mensagem angélica salienta uma advertência final sobre a iminente queda de Babilônia, não obstante a opinião que ela tem de si mesma (Apocalipse 18:7), e exorta a todos os moradores da Terra a romper com esse sistema idólatra e abraçar o evangelho eterno conforme revelado em Cristo Jesus.

O fato de o Apocalipse usar o nome "Babilônia" para se referir a uma apostasia final de proporções ecumênicas não deve deixar o observador em dúvida com relação ao caráter desse poder. A Babilônia do passado pretendia ser um "portal dos deuses", mas era uma cidade altiva, tirana e espiritualmente corrupta. Ela era inimiga de Deus, da verdade de Deus e do povo de Deus. A Babilônia moderna possui as mesmas características e, por isso, o termo é apropriadamente empregado nas Escrituras para simbolizar a oposição a Cristo e Seus seguidores.

O espírito conciliatório de nosso tempo é um claro precedente para legitimar a união de corporações religiosas e políticas em torno de objetivos e necessidades comuns. Esse processo de construção de consenso está em andamento há décadas e tem se intensificado recentemente. No Apocalipse, Babilônia simboliza essa nova ética religiosa e social que resultará em opressão para todos os que quiserem servir a Deus segundo os ditames da sua consciência.

1º passo: Espíritos de demônios, operadores de sinais, se dirigem aos reis do mundo inteiro, com o objetivo de ajuntá-los para a peleja do grande Dia do Deus Todo-Poderoso (Apocalipse 16:14).

2º passo: O resultado da operação desses demônios é o consenso: "Têm estes um só pensamento e oferecem à besta o poder e a autoridade que possuem." (Apocalipse 17:13).

3º passo: Tal consenso implica a ditadura da maioria (Apocalipse 13:14), à qual o indivíduo deve necessariamente ajustar-se (versos 16 e 17), ou então sofrer as consequências (verso 15).

A realidade de uma Babilônia apocalíptica demonstra, sem dúvida alguma, que o mundo estará unido antes que Cristo retorne em poder e glória. Essa união não é nem orgânica nem permanente, mas relativa e transitória, suficiente, porém, para provar a fé de todos os que optarem pelo evangelho eterno (Apocalipse 14:12). A protagonista nesta nova configuração mundial será a grande meretriz de Apocalipse 17, símbolo da Igreja de Roma e suas associadas.

A mensagem do segundo anjo antecipa a queda moral e literal desse conluio de poderes apóstatas. A queda, contudo, tem sido gradual e cumulativa à medida que as corporações e movimentos religiosos abandonam a verdade. Esse processo se completará quando Babilônia der de beber a "todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição" (Apocalipse 14:8). As nações já estão bebendo, de certa forma, do vinho intoxicante de Babilônia. O nível máximo de intoxicação assinalará a queda definitiva desse poder.

Embora sua aplicação plena esteja ainda no futuro (próximo, ao que tudo indica), o solene apelo de Deus é válido para cada um de nós hoje:

Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos. (Apocalipse 18:4).

O apelo de Deus para abandonar Babilônia mística requer fé, coragem e determinação. A luz da verdade só pode brilhar sobre os corações que se acham receptivos à sua influência. Os filhos de Deus que ainda estão em Babilônia atenderão ao chamado.

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