"Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus." (Ap 14:12)

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

A queda de Babilônia: um fim inevitável

Rebelião contra o governo de Deus constitui o fundamento de todo projeto para uma nova ordem mundial.

A construção de Babel e sua torre (Gênesis 11:1-4), a primeira manifestação nesse sentido depois do dilúvio, era o reflexo de um movimento em que a maioria agiu em desobediência às instruções de Deus, de que deviam espalhar-se por toda a Terra (Gênesis 9:7).

A decisão de edificar Babel na planície de Sinar de modo que figurasse como futura capital de um império universal era um claro desafio à autoridade de Deus.

Além de proteção para que seus habitantes não fossem dispersos, conforme acreditavam, a cidade e a torre foram concebidas em homenagem aos seus construtores e aos deuses a quem serviam.


Para deter o avanço do mal e cumprir o plano divino, que não visava outra coisa a não ser o bem da própria humanidade, Deus dispersou os moradores e dividiu as línguas do mundo (Gênesis 11:7-9).


Pôster promocional da União Europeia representando simbolicamente sua missão. A "reconstrução da torre de Babel" é acompanhada da frase: "Europa: Muitas Línguas, Uma Voz".


É com razão que o Apocalipse use Babilônia como símbolo da apostasia de proporções ecumênicas no fim dos tempos. Apesar de sua aparente piedade, esse movimento representa um completo afastamento da verdade revelada de Deus, tal como no princípio.

Na medida em que apela para a natureza caída do homem (Apocalipse 13:6-8, 12-14; 16:13-14; 17:8, 13; 18:3), Babilônia mística exerce sobre o mundo uma influência desmoralizante. Como a apostasia em tal escala resulta em ódio à verdade, é previsível que esse sistema seja naturalmente violento e inescrupuloso.


À esquerda, pintura da Torre de Babel feita em 1563 por Pieter Brueghel, o Velho. À direita, a torre do edifício Louise Weiss, sede do Parlamento Europeu em Estrasburgo, França. A aparência inacabada foi concebida com o propósito expresso de assemelhar-se à torre de Babel, tal como representada na pintura de Brueghel.


As aparências (não) enganam

O fato de que prevaleça no mundo um espírito conciliatório não deve enganar o observador em relação àquilo que Babilônia representa nos últimos dias.

O discurso idealista, tão comum hoje, não descreve adequadamente esse fenômeno. Para evitar pensamentos ingênuos, é necessário lembrar dentro de que espírito esse idealismo é articulado.

Babilônia representa a antítese do governo de Deus.

Os reinos deste mundo são forjados a partir da força bruta, da opressão e violência, motivo porque são representados nas profecias por animais ferozes (Daniel 7:2-7, 17; 8:3-8; Apocalipse 11:7; 13:1-18; 17).

Em acentuado contraste, o reino de Deus é estabelecido e confirmado por um juízo divino (Daniel 7:9-10, 13-14, 22, 26-27), possuindo, portanto, um fundamento legal.

Por sua evidente natureza, Babilônia só pode se legitimar conceitual e institucionalmente por meio da força.

O espírito de rebelião contra Deus não afeta somente a relação do homem com seu Criador, mas também a relação do homem com seu semelhante.

Todos os casos de resistência ao governo divino resultaram invariavelmente em alguma espécie de tirania e violência, fosse entre o próprio povo de Deus ou entre os gentios. Babilônia moderna não é exceção.

Não importam quão profundos e desejáveis os valores que Babilônia defenda, se eles são articulados num espírito de insubordinação a Deus significa que a mentira se tornou o modelo em nome do qual esses mesmos valores são promovidos.

Qualquer pessoa que se atreva a procurar a verdade e posicionar-se em seu favor, imediatamente será considerada anormal em um mundo cuja normalidade é determinada pela mentira. É nesse contexto que a definição de fundamentalismo se torna bastante elástica.

Exercendo o poder mediante o consenso

A afirmação do segundo anjo de que Babilônia "tem dado a beber a todas as nações" de seu vinho intoxicante é um acontecimento ainda futuro.

Não obstante, conforme as corporações religiosas e políticas vão se afastando da verdade de Deus, cumprem paulatinamente a palavra profética. Como a apostasia, a cosmovisão dominante é um processo gradual, cujos resultados práticos logo serão visíveis a todos.

A coerção gradativa e dissimulada se mostra extremamente eficaz no longo prazo. Não se trata de uma força diretamente exercida, porque é construída sobre o consenso.

Em uma sociedade majoritariamente democrática, Babilônia moderna só pode trabalhar "pelas beiradas", adaptando-se à medida que caminha em direção ao centro de suas pretensões: conquistar uma posição hegemônica no mundo, forjada com base no consentimento.

Para todos os efeitos, porém, trata-se de um regime totalitário, uma ditadura da maioria segundo a qual a consciência individual e autônoma deve necessariamente sujeitar-se à nova ética social.

Nesse ambiente, o espírito conciliatório, definido dentro de certos parâmetros universalmente aceitos, se torna o princípio dominante, não admitindo qualquer pensamento divergente que possa comprometer sua integridade.

Vozes críticas que ousarem denunciar tal ordem serão prontamente consideradas fundamentalistas, sendo passíveis de algum tipo de punição. Este é um precedente para medidas mais severas em tempos de crise.

A queda de Babilônia é certa

Essas são, basicamente, as razões que explicam e justificam a queda de Babilônia nos últimos dias.

Ao contrário da visão dos irmãos Wachowski refletida em seu filme, Matrix (para saber mais, clique aqui), Babilônia está destinada à completa ruína. O novo humanismo, a redescoberta das religiões primitivas e as falsas doutrinas revelam a rejeição, por parte desse sistema, da autoridade divina das Escrituras.

Como consequência, Babilônia é culpada de corrupção moral e espiritual. Sua completa perversidade e apostasia são simbolicamente descritas em Apocalipse 18:2. Apesar disso, Babilônia tem uma concepção bem diferente de si mesma:

Estou sentada como rainha. Viúva, não sou. Pranto, nunca hei de ver! (Apocalipse 18:7)

A sentença divina, porém, enfaticamente declara:

Por isso, em um só dia, sobrevirão os seus flagelos: morte, pranto e fome; e será consumida no fogo, porque poderoso é o Senhor Deus, que a julgou. (Apocalipse 18:8)

Assim como Belsazar e seu reino foram colocados na balança divina e achados em falta (Daniel 5:26-28), a sorte da Babilônia moderna tem sido determinada. Sua gradativa queda moral será sucedida de uma ruína completa e definitiva (Apocalipse 18:21).

Conclusão

Em vista dessa solene realidade, o apelo do primeiro anjo adquire uma importância ainda maior para todos aqueles que não desejam partilhar do triste destino de Babilônia.

"Que devo fazer para ser salvo?", é a pergunta do século. A primeira mensagem angélica apresenta a resposta, e a segunda, nos lembra de que vale à pena atender ao derradeiro convite divino.

Se a nossa vida, como a de Belsazar, fosse colocada em uma balança (nossa vida em um prato e a lei de Deus no outro) qual seria o resultado? Estaríamos em vantagem se comparados a Belsazar?

E mesmo que o resultado nos parecesse vantajoso, seria suficiente aos olhos de Deus? O que pode nos diferenciar de Belsazar e Babilônia?

As respostas a essas questões de valor eterno dependem de nossa recepção à verdade! Eis por que o Espírito Santo apela a cada um de nós insistentemente:

Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração. (Hebreus 3:7. Ver também 3:15 e 4:7)

Que, em vista de Seu caloroso apelo, não sejamos indiferentes às oportunidades que nos têm sido oferecidas pela divina providência para conhecer a verdade. Nosso destino eterno depende disso.

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