A ofensiva jesuíta contra a democracia


A faculdade Holy Cross, em Worcester, Massachusetts, reuniu centenas de pessoas de sua comunidade no átrio do Smith Hall e nos corredores superiores, enquanto o Complexo Integrado de Ciências da instituição recebia o nome de um ilustre convidado.

A ocasião era especial. E o murmúrio das conversas logo se transformou em aplausos e ovações à figura que todos aguardavam com grande expectativa – o Dr. Anthony S. Fauci, que visitava o campus em comemoração aos 60 anos de formatura de sua turma.

"Nem em meus sonhos mais audaciosos eu teria imaginado que este maravilhoso complexo integrado de ciências levaria o meu nome", disse Fauci em resposta à efusiva recepção.

Era 11 de junho de 2022, um sábado, o mesmo dia em que a revista Lancet publicava um estudo de coorte relatando 411 casos de miocardite detectados até sete dias após a vacinação contra a Covid-19, muitas das vítimas com idades semelhantes aos dos jovens que lotavam o átrio do Smith Hall.

O homem certo para o trabalho

O Dr. Fauci era então uma celebridade, o imunologista mais famoso do mundo, que atraía os holofotes com uma destreza incomum.

O primeiro-ministro de Israel, os presidentes do Equador e do Chile, e os ministros da saúde do Brasil, do Gabão, de Israel e de Quebec o consultaram. O mesmo fizeram o comissário da liga principal de Beisebol e o sindicato dos jogadores da liga nacional de Hóquei dos Estados Unidos. Bill Gates tinha encontros quinzenais com Fauci. O treinador Coach K, em um podcast, chamou-o de "o armador do mundo", uma frase que Fauci fez questão de registrar em seu diário.

Como um cientista adquire tamanha notoriedade?

Parte da resposta é que Fauci contava com o apoio incondicional da elite midiática.

Jake Tapper, apresentador do programa State of the Union da CNN, recebeu Fauci duas vezes para jantar na casa de sua família. Jimmy Kimmel escreveu seu perfil para a lista TIME 100 no ano em que ele foi classificado em primeiro lugar entre os "Líderes". E personalidades famosas como Joan Baez e Julia Roberts o chamaram de herói.

Mas Fauci não foi alçado à porta-voz da Covid apenas por suas credenciais.

Ao contrário do diretor do CDC (agência americana de controle e prevenção de doenças) e membro da força-tarefa da Casa Branca para o coronavírus, Robert Redfield, Fauci performava melhor na TV, e esse era o principal critério quando se tratava de moldar a opinião pública.

O próprio Fauci observou a propósito:

A Casa Branca está agora totalmente convencida de que devo ser o porta-voz de ciência e saúde do Governo dos EUA. Bob Redfield simplesmente não se sai muito bem. Ele leva uma eternidade para dizer algo e geralmente se perde em rodeios. Isso deixa o pessoal de comunicação da Casa Branca e do HHS louco, então eles estão me colocando em todas as solicitações.

O relato de Redfield sobre esse período é igualmente esclarecedor.

Questionado durante uma audiência no Congresso em 2023 sobre o motivo de ter sido excluído das discussões iniciais sobre a origem do vírus , ele respondeu: "Porque me disseram que queriam uma narrativa única, e eu obviamente tinha um ponto de vista diferente."

A outra parte da resposta diz respeito a uma habilidade muito específica do Dr. Fauci – um instinto que, nas palavras de Tom Elliott, é o princípio orientador do seu diário: antecipar-se, controlar a narrativa, decidir no que o público precisa acreditar e, em seguida, saturar todos os canais com essa versão.

Isso nos leva de volta à cerimônia no campus da faculdade Holy Cross, pois ela diz muito acerca dessa habilidade peculiar de Fauci.

A Holly Cross é uma instituição jesuíta. Assim como a Regis High School, na cidade de Nova York. Fauci estudou em ambas. E, segundo suas próprias palavras, "isso teve um grande impacto na direção da minha carreira na medicina, na ciência e na saúde pública."

Ele também é Professor Emérito da Faculdade de Medicina e da Escola McCourt de Políticas Públicas da Georgetown – a universidade jesuíta em Washington, D.C., que tem entre os seus ex-alunos mais insignes dois presidentes dos Estados Unidos, 26 governadores,  116 membros do Congresso (incluindo 26 senadores), dois juízes da Suprema Corte, além de membros da realeza internacional e mais de uma dúzia de chefes de Estado estrangeiros!

Fauci se orgulha de seu longo histórico em instituições jesuítas e o considera uma parte essencial de sua carreira. Mas ele não é o único. Membros da força-tarefa de Donald Trump durante seu primeiro mandato também se beneficiaram de uma educação jesuíta.

O já citado Robert Redfield formou-se na Universidade Georgetown; Ken Cuccinelli, secretário adjunto interino do DHS (Departamento de Segurança Interna), obteve sua educação na Gonzaga College High School; Joel Szabat, subsecretário interino de políticas do DOT (Departamento de Transportes) graduou-se na Georgetown; e o próprio presidente Trump estudou na Universidade Fordham.

Dois governadores que apertaram o cerco durante a Covid – Gavin Newsom (Califórnia) e Andrew Cuomo (Nova York) – receberam formação jesuíta; o primeiro, na Universidade de Santa Clara, e o segundo, na Universidade Fordham, a mesma instituição em que seu pai, o ex-governador de Nova York, Mario Cuomo (que tinha afinidade com o filósofo jesuíta Pierre Teilhard de Chardin), recebeu um título honorário.

Em 2004, a Fundação Bill & Melinda Gates anunciou planos para financiar a criação de 12 novas escolas de ensino médio de pequeno porte em todo o país, inspiradas no modelo de educação jesuíta da Cristo Rey High School, de Chicago.

E Francis Collins, o mais longo diretor dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos e chefe de Fauci, foi nomeado pelo Papa Bento XVI para a Pontifícia Academia das Ciências em 2009.

Há ainda um caso sinistro em meio a estas "coincidências", sobre o qual podemos apenas especular.

René Goscinny, criador da clássica série de quadrinhos Asterix, colaborou por mais de 20 anos com outro cartunista, Maurice De Bevere, que foi educado no St. Joseph's College, um renomado colégio jesuíta localizado em Aalst, na Bélgica.

É possível que, com base nessa longa parceria, Maurice tenha contribuído com a produção da série.

Seja como for, o 37º álbum da série – "Asterix e a Corrida de Bigas" –, traz um detalhe intrigante. A história se passa na Itália antiga, e entre os protagonistas, destaca-se um vilão. Seu nome? Coronavírus – um piloto de biga mascarado vindo de Roma, como os jesuítas!

O álbum foi lançado em outubro de 2017, dois anos antes de o mundo conhecer a chamada pandemia de coronavírus.


Os inimigos mais astutos e perigosos

Por que a formação jesuíta de alguém como Fauci, Gavin, Cuomo (pai e filho) ou Trump deveria importar? Deixemos que o general Lafayette, criado e educado como católico, responda:

Na minha opinião, se as liberdades deste país – os Estados Unidos da América – forem destruídas, isso se dará por meio da astúcia dos padres jesuítas católicos, pois eles são os inimigos mais astutos e perigosos da liberdade civil e religiosa. Foram eles que instigaram a maioria das guerras da Europa.

Ao olharmos em retrospecto para tudo o que aconteceu durante a Covid, para medidas antiamericanas que Ayn Rand certamente caracterizaria como o estágio da inversão final – o estágio do governo pela força bruta –, não podemos recuar da possibilidade de termos sofrido os efeitos danosos da política jesuíta.

Se esta conclusão é razoável ou não, depende, naturalmente, do quanto estamos familiarizados com a história e os modos de agir dos jesuítas, principalmente na América.

O leitor encontrará neste site obras de valor inestimável, traduzidas para o português, que abordam essa questão, como Conspiração estrangeira contra as liberdades dos Estados Unidos, de Samuel Morse, e A responsabilidade de Roma pelo assassinato de Abraham Lincoln, de Thomas Harris.

Faltava, não obstante, uma obra que analisasse a origem, a influência e o papel dos jesuítas de forma mais completa, com foco especial em sua oposição ao protestantismo e nas implicações de sua presença nas instituições civis americanas.

Esta lacuna é agora preenchida com The Footprints of the Jesuits (As Pegadas dos Jesuítas, em tradução livre), de Richard W. Thompson, secretário da Marinha dos Estados Unidos de 1877 a 1880.

Um dos maiores méritos dessa obra, publicada em 1894, é revelar que a resistência mais feroz contra os jesuítas não partiu de protestantes, mas de populações, eclesiásticos, reis e ordens monásticas da Igreja de Roma e, sobretudo, do próprio papa – Clemente XIV –, que concluiu que a Igreja jamais alcançaria uma paz duradoura enquanto os jesuítas existissem.

O outro grande mérito é lembrar-nos de que as liberdades que ainda desfrutamos hoje não são garantias perpétuas se não forem defendidas ativamente, reafirmando a máxima de que a eterna vigilância é o preço da liberdade.

Por isso, esta tradução exclusiva é dedicada a todos os que buscam compreender as forças históricas que moldaram o mundo moderno e a importância de proteger os direitos civis fundamentais, especialmente nestes tempos tenebrosos.

Para acessá-la, clique no link abaixo.


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