"Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus." (Ap 14:12)

O dragão como símbolo de Roma pagã


O poder representado pelo dragão em Apocalipse 13:2 é previamente identificado no capítulo 12. No verso 1, João descreve uma mulher vestida de sol, com a lua debaixo dos pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça.

Já observamos que mulher em profecia simboliza igreja. Uma mulher lasciva representa uma igreja corrupta ou apóstata, como em Ezequiel 23:2-4, onde se descreve a igreja judaica em seu estado de apostasia, e em Apocalipse 17:1-5, 15 e 18, onde se faz referência à Igreja de Roma e suas associadas. Uma mulher virtuosa, por outro lado, representa uma igreja moral e espiritualmente pura, como no texto em consideração.

Pelas características singulares desta mulher, somente um período da história da igreja poderia estar aqui representado, e este se refere, sem dúvida, ao início da dispensação cristã: a luz do sol é uma representação apropriada da glória de Deus, especialmente como revelada no evangelho; o sistema cerimonial do Antigo Testamento acha-se simbolizado na visão pela imagem da lua, cujo brilho, refletido da luz do sol, foi eclipsado pela revelação mais plena de Cristo, o Sol da justiça (Malaquias 4:2; Lucas 1:78-79); as doze estrelas da coroa são uma alusão aos doze apóstolos, os quais nosso Salvador escolheu para representar a continuidade das doze tribos de Israel na organização da igreja.

Em seguida, João descreve um grande dragão vermelho com sete cabeças e dez chifres, e sobre as cabeças sete diademas (Apocalipse 12:3). Esse dragão se põe diante da mulher que estava para dar à luz a fim de lhe devorar o filho quando nascesse (verso 4). O filho é descrito no verso seguinte como sendo "um varão que há de reger as nações com vara de ferro" e que "foi arrebatado para Deus e para o seu trono". Estas declarações se aplicam a nosso Senhor Jesus Cristo, e a nenhum outro (Salmo 2:6-9; Efésios 1:20-21; Hebreus 1:3-4; 8:1; Apocalipse 3:21).

O dragão representa em última instância a "antiga serpente, que se chama Diabo e Satanás" (verso 9), mas foi por intermédio de Roma pagã que o inimigo de Deus procurou "devorar" Jesus assim que Ele nasceu. Herodes, governador romano, intentou contra a vida de nosso Salvador por ocasião de Seu nascimento em Belém (Mateus 2:1-16). Roma era então o poder dominante (Lucas 2:1).

Túmulo do papa Gregório XII, que celebra a reforma do calendário gregoriano. Próximo à base do monumento, um dragão guardião em destaque. No alto do monumento (que não está visível na imagem), há um grande escudo de armas que contém o dragão alado, símbolo de Roma pagã e, em última instância, de Satanás

"Não é sem razão", escreveu Uriah Smith, "que Roma pagã seja considerada entre os comentaristas protestantes como o poder simbolizado pelo grande dragão vermelho. E por ser isto um fato, é digno de nota que durante o segundo, terceiro, quarto e quinto séculos da era cristã, o dragão fosse, ao lado da águia, o principal estandarte das legiões romanas, e que fosse pintado de vermelho." (Uriah Smith, The United States in the Light of Prophecy, 1874).

Mais informações podem ser obtidas aqui.
 

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