Blog dedicado ao estudo de Apocalipse 14:6 a 12.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

O apelo de Deus à geração do fim

Aceitar o evangelho requer um decidido esforço de nossa parte para vencer o pecado. Exige abnegação pessoal, humilhação, sacrifício de si mesmo, morte para o eu, e renascimento para uma nova vida em Cristo. Este diligente esforço para silenciar o velho homem (Romanos 7:22-25; I Coríntios 9:27) e viver em harmonia com a vontade de Deus (I Tessalonicenses 4:3, 7) deve atuar em conjunto com o poder divino para salvar (Romanos 1:16; Filipenses 2:12-13), de modo que, uma vez renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos sensata, justa e piedosamente na perspectiva da volta de nosso Senhor Jesus (Tito 2:11-13).


Nada deve ser mais importante do que a realização desta suprema obra em nossa vida. O Senhor não virá buscar pecadores, mas pessoas santificadas pelo poder de Seu Espírito. Não virá buscar aqueles cuja vida foi pesada na balança e achada em falta, mas apenas os que foram completamente cobertos pela justiça de Cristo e declarados puros diante da corte celeste (Apocalipse 3:5).

E a minuciosa, exaustiva e perseverante obra em favor de nós mesmos é ainda mais imprescindível face ao solene apelo do primeiro anjo para temer, glorificar e adorar o Criador no contexto do tempo do fim (Apocalipse 14:7).

A comissão final de Cristo à Sua igreja

A abertura do evangelho eterno dentro de sua estrutura assinalada do tempo do fim não poderia ser mais impressionante e significativa:

Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas. (Apocalipse 14:6-7)

A dimensão mundial da obra do primeiro anjo, que se segue imediatamente à obra profética do "anjo forte" de Apocalipse 10, é enfatizada pelo fato de o mensageiro celestial voar no zênite do céu e pregar, em grande voz, a todos os habitantes da Terra, a cada nação, tribo, língua e povo. Este anjo e os dois seguintes que se juntam a ele (Apocalipse 14:8 e 9) representam a igreja remanescente de Deus, a qual recebe do próprio Salvador a comissão de pregar o evangelho em seu marco do tempo do fim (Apocalipse 10:1-11).

A igreja, contudo, não pode cumprir tão elevado encargo sem que primeiro, à semelhança da experiência visionária de João, tome o livro aberto da mão do "anjo forte" e faça de seu conteúdo sua própria experiência e missão.

Apoderar-se da verdade presente significa permitir também que esta verdade se apodere de cada fibra de nosso ser e exerça na alma sua influência santificadora. O senso de urgência que deve impelir e orientar o povo de Deus na obra de anunciar o evangelho ao mundo, bem como o extraordinário poder que deve acompanhá-la resultam desta experiência pessoal com a mensagem de Deus para os últimos dias.

Assim, o derradeiro convite da graça deve primeiramente ser recebido por aqueles aos quais foi confiada a mensagem da salvação para o tempo do fim, pois, do contrário, como "invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram?" (Romanos 10:14).

Esta experiência com a mensagem resultará em "um remanescente segundo a eleição da graça" (Romanos 11:5), uma igreja santificada pelo poder do evangelho, de maneira que possa partilhar com outros os benefícios que ela mesma recebeu.

O apelo de Deus na perspectiva do juízo

Há três imperativos de Deus em Seu derradeiro convite à humanidade que merecem nossa especial consideração: "temei", "glorificai" e "adorai" o Criador! Estes três imperativos, que por si só devem despertar-nos de nosso torpor espiritual, têm sua importância aumentada em virtude da obra judicial de Cristo em Seu santuário, cuja solene sentença a ser proferida (Apocalipse 22:11) estabelecerá a distinção definitiva entre "o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não o serve" (Malaquias 3:18).

A tríplice exortação de nosso Senhor na primeira mensagem angélica é, com efeito, apresentada em seu evidente vínculo com a obra divina de julgamento, a qual decidirá o futuro eterno de cada pessoa em termos de justificação ou condenação.

O clamor do primeiro anjo, "é chegada a hora do seu juízo", é paralelo à grandiosa cena do julgamento celestial testemunhada por Daniel em visão, quando "assentou-se o tribunal, e se abriram os livros" (Daniel 7:10). Ambas as visões antecedem a vinda do Filho do Homem e culminam com a inauguração de Seu reino eterno (Daniel 7:9-10, 13-14; Apocalipse 14:14-20).

Esta proclamação do primeiro anjo anuncia, portanto, que a última fase do plano divino de redenção já começou, que o tribunal celeste está em sessão desde o fim do período profético de Daniel 8:14, e que em breve o reino de Cristo se tornará uma realidade histórica irrevogável para os Seus súditos!

A recepção a esta mensagem, seja positiva ou negativa, determinará a maturação da Terra para a ceifa final (Apocalipse 14:14-20). O veredito não será pronunciado do trono de Deus sem que a última geração seja advertida durante o tempo de sua oportunidade.

A proclamação final do evangelho eterno está, pois, intimamente ligada à fase preliminar do juízo de Deus no santuário celestial, a qual será seguida pelo juízo executivo na vinda do Filho do Homem, quando então o Senhor retribuirá a cada um segundo as suas obras (Apocalipse 22:12).

O fato de vivermos no tempo do juízo transmite-nos esperança, pois representa o tempo da vindicação final dos santos juntamente com Cristo e a condenação de todos os poderes opressores que se opõem a eles (Daniel 7:21-22, 25-27; Apocalipse 11:15-19; 14:1)!

Nossa fonte de esperança

Uma vez percebida a clara relação entre o clamor do primeiro anjo, que anuncia "a hora" do juízo de Deus, e a abertura da sessão do tribunal divino na sede de operações no Céu, em Daniel 7, compreende-se com mais propriedade o sentido de urgência que acompanha a obra dos três anjos de Apocalipse 14. Aqui está o fundamento do mandato divino para a igreja do tempo do fim. A partir deste ponto de vista, o solene chamado de Deus na primeira mensagem angélica para temer, glorificar e adorar o Criador adquire um significado incomparavelmente superior.

Com efeito, devemos abrir o coração a este tríplice chamado de Deus na voz do primeiro anjo, mantendo os olhos fixos em nosso Sumo Sacerdote e em Sua obra no santuário celestial como mediador e juiz de Seu povo!

Nada é mais fundamental para a igreja do que um conhecimento prático do juízo divino apoiado na convicção íntima da justificação e vindicação da parte de Deus, as quais serão ratificadas na obra final de julgamento! É preciso, portanto, ordenar a vida segundo o evangelho eterno, pois se o evangelho não for adequadamente recebido, não haverá nenhuma garantia de justificação para o homem.

Nós desejamos compreender mais profundamente a natureza destes três imperativos de Deus para a geração do fim à luz do juízo pré-advento. Esta compreensão está longe de ser abstrata. Como mencionado acima, precisamos alcançar uma experiência de fé com Cristo e Sua mensagem para o tempo do fim, de modo que, mediante Sua justiça, nossos nomes permaneçam escritos no Livro da Vida do Cordeiro (Apocalipse 3:5)! A aprovação de Deus no juízo é a certeza de nossa vitória sobre o pecado e sobre as potestades deste mundo tenebroso. Ser aprovado por Deus é a única coisa que realmente importa.

É bem possível que eu esteja escrevendo para alguém que enfrenta lutas renhidas contra o pecado. Todos nós as temos. Muitas deixam marcas difíceis de apagar, outras simplesmente permanecem...

Todavia, assim como no passado o israelita olhava para o tabernáculo em busca de orientação, conforto e esperança, nós também hoje devemos buscar a Cristo em Seu santuário, "olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus" (Hebreus 12:2)!

É nesta certeza que vamos buscar compreender e responder positivamente ao último apelo de Deus ao mundo na voz do primeiro anjo de Apocalipse 14!

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