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quinta-feira, 16 de junho de 2016

O papa e os "fundamentalistas": uma visão católica

As declarações intransigentes e, algumas vezes, blasfemas do papa Francisco têm sido objeto de frequente discussão na internet, particularmente entre os adventistas do sétimo dia. Mas o que dizer quando até mesmo católicos se sentem ameaçados com estas declarações?

Recentemente, o LifeSiteNews.com, um serviço de notícias e informações dedicado a questões relacionadas à cultura, vida e família, publicou um artigo intitulado "A retórica do Papa contra 'fundamentalistas' católicos poderia contribuir para viabilizar a perseguição ativa". Note que o editor representa católicos conservadores que creem firmemente na doutrina da Igreja, inclusive na primazia da autoridade papal. Contudo, suas preocupações são bastante reveladoras para aqueles que compreendem a verdadeira natureza e pretensão do papado à luz das Escrituras.


A seguir, alguns parágrafos do referido artigo:

"É um dos pontos de discussão mais frequentes do Papa Francisco. É definitivamente parte do seu apelo para os meios de comunicação e, simultaneamente, uma das coisas mais dolorosas para aqueles dentro da Igreja a quem a fé significa tudo. Estou falando da propensão do Papa no sentido de punir fiéis seguidores da fé católica como 'obcecados' 'doutores da lei', 'neo-pelagianos', 'egocêntricos', 'restauracionistas', 'fundamentalistas', 'rígidos', 'ideológicos', 'hipócritas' e muito mais.

"O efeito da censura por demais frequente dos lábios do próprio pontífice é potencialmente mortal. Ela reforça o preconceito do mundo contra os cristãos fiéis da forma como a mídia constantemente os retrata - como hipócritas e malignos. Além disso, ela sugere a falsa categorização dos cristãos com os radicais islâmicos fundamentalistas que precisam ser suprimidos para garantir a segurança pública.

"Quem pode culpar a mídia por tais comparações, quando o próprio Papa as faz? 'O fundamentalismo é uma doença que se encontra em todas as religiões', disse o Papa, em novembro, durante o voo de volta da África. 'Entre os católicos há muitos, não poucos, muitos que acreditam que detêm a verdade absoluta', acrescentou. 'Eles assumem a dianteira no sentido de prejudicar os outros com calúnias e difamação, provocando grande dano... Devem ser combatidos'."

"Além do fato de que as observações do Papa Francisco ao longo destas linhas contradizem seus antecessores [certamente não em sua essência], elas representam um grave perigo, pois as autoridades seculares estão todas muito dispostas a esmagar a liberdade religiosa dos cristãos sob o pretexto de que eles são agressivos, externalizando um perigoso fundamentalismo. Com as próprias palavras do Papa, eles igualam católicos que defendem todos os ensinamentos da Igreja aos fundamentalistas islâmicos ou hindus que empregam a violência e a tortura como meio de conquista.

"Lembre-se das duras palavras do Professor de Princeton, Robert George, em seu famoso discurso, 'O catolicismo não é mais cômodo'. Ele observou que o mundo não demonstra animosidade contra um católico nominal que só vai à missa, mas é muito diferente quando se trata de alguém que 'realmente acredita no que a Igreja ensina sobre questões como o casamento e moralidade sexual e a santidade da vida humana'.

"Ele disse que ainda é possível ser um católico 'seguro' ou 'cômodo' hoje se, de fato, não acredita no que a Igreja ensina, ou, pelo menos por agora, mesmo que acredite nesses ensinamentos, está predisposto, porém, a ser completamente omisso sobre eles'. O Professor George advertiu, no entanto, que existem graves consequências que aguardam aqueles que não cederem à pressão. 'Para ser testemunha do Evangelho hoje é preciso estar disposto a ser um homem ou uma mulher marcante', disse ele.

"É exatamente essa distinção - entre católicos fiéis e nominais - que o mundo interpreta a partir do discurso bombástico do Papa Francisco sobre católicos 'fundamentalistas' como sendo contrário a outros. A frequência é tamanha que está além do escopo deste artigo mencionar todos os casos durante os últimos três anos de pontificado. Mas esses poucos exemplos devem ilustrar a questão (ênfases adicionadas):

"- De uma entrevista à revista jesuíta em 19 de setembro de 2013: 'Se o cristão é um restauracionista, um legalista, se ele quer tudo claro e seguro, então não encontrará nada... Os que hoje estão sempre à procura de soluções disciplinares, que anseiam por uma exagerada 'segurança' doutrinária, que teimosamente tentam recuperar um passado que não existe mais, têm uma visão estática das coisas e voltada para si mesmos. Desta forma, a fé se converte em uma ideologia entre outras ideologias'.

"- Exortação Apostólica Evangelii Gaudium (A Alegria do Evangelho) promulgada em 26 de novembro de 2013: 'A suposta solidez da doutrina ou da disciplina conduz a um elitismo narcisista e autoritário: em vez de evangelizar, julga e rotula a outros; em vez de abrir a porta para a graça, consome suas energias em examinar e comprovar... Visto que é baseado em aparências cuidadosamente cultivadas, nem sempre é associado ao pecado exterior; de fora, tudo parece como deveria ser. Mas se isso penetrasse na Igreja, seria infinitamente mais desastroso do que qualquer outro mundanismo, o qual é simplesmente moral'.

"- Entrevista à revista espanhola La Vanguardia em junho de 2014: 'Nas três religiões temos nossos grupos fundamentalistas, pequenos em relação a todo o resto. Um grupo fundamentalista, ainda que não mate ninguém, ainda que não ataque qualquer pessoa, é violento. A estrutura mental dos fundamentalistas é a violência em nome de Deus'.

"- Em seu discuso de encerramento do Sínodo Extraordinário sobre a Família, em 19 de outubro de 2014, o Papa Francisco falou dos 'tradicionalistas' com sua 'inflexibilidade hostil' e incapacidade de deixar-se 'surpreender por Deus'.

"- Em uma longa entrevista publicada em janeiro de 2015 no livro O Nome de Deus é Misericórdia, o Papa Francisco diz que 'estudiosos da lei' são 'os principais opositores de Jesus; eles o desafiam em nome da doutrina'. E acrescenta: 'Esta abordagem vem se repetindo ao longo de toda a história da Igreja'.

"- Em uma entrevista à Rádio Milenium em janeiro de 2015, o Papa Francisco disse: 'Os fundamentalistas mantêm Deus longe da companhia de seu povo, eles desviam suas mentes dele e o transformam em uma ideologia. Assim, em nome desse deus ideológico, eles matam, agridem, destroem, difamam. Em termos práticos, eles transformam Deus em um Baal, um ídolo... Nenhuma religião está isenta de seus próprios fundamentalismos. Em todas as religiões haverá um pequeno grupo de fundamentalistas cuja obra é destruir em nome de uma ideia, e não da realidade'.

"- Em seu discurso de encerramento do Sínodo sobre a Família, em outubro de 2015, o Papa condenou 'os corações fechados que muitas vezes se escondem por detrás dos ensinamentos da Igreja ou das boas intenções, a fim de sentar-se na cadeira de Moisés e julgar, às vezes com superioridade e superficialidade, casos difíceis e famílias feridas'.

"- Na homilia do Papa Francisco de 18 de janeiro de 2016 lê-se: 'Os cristãos que dizem 'sempre foi assim', e param por aí têm os corações fechados para as surpresas do Espírito Santo. Eles são idólatras e rebeldes que nunca chegam à plenitude da verdade'.

"- Na cobertura oficial da rádio Vaticano de sua homilia de 9 de junho de 2016 lê-se: 'O Papa Francisco alertou na quinta-feira contra uma rigidez excessiva, declarando que aqueles dentro da Igreja que dizem 'é isto ou nada' são hereges e não católicos'."


Fonte: LifeSite

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