"Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus." (Ap 14:12)

quarta-feira, 13 de abril de 2016

O maior perigo em tempos de crise

O Apocalipse é claramente centrado em Jesus Cristo. Sua mensagem profética é uma revelação de Cristo, e tem como Personagem chave o próprio Salvador.

Como um livro cristocêntrico no mais alto grau, o Apocalipse não se limita a predizer acontecimentos futuros de interesse da igreja, mas, sobretudo, prepará-la para crise final que ela deverá enfrentar.

Sua maior preocupação é, portanto, pastoral, e inclui, entre outros objetivos, exortar e alertar a igreja contra os enganos e falsas crenças que terão lugar no mundo pouco antes do retorno de nosso Redentor.


A mais importante profecia de Jesus

Ao lado do sermão do Monte, o sermão profético de Jesus em Mateus 24 é o mais importante discurso que Ele proferiu durante Seu ministério terrestre. Mas ao contrario do sermão do Monte, a mensagem profética de Cristo foi dirigida somente a Seus discípulos, mais especificamente a quatro deles - Pedro, Tiago, João e André (Marcos 13:3) -, os quais demonstraram maior interesse sobre as coisas que deveriam suceder a Jerusalém, o sinal da vinda de Cristo e da consumação do século (Mateus 24:3).

Em resposta a Seus discípulos, nosso Salvador iniciou Seu discurso profético com estas palavras:

Vede que ninguém vos engane. (verso 4)

Cristo se dirige a Seus discípulos com uma admoestação que não pode ser ignorada. Ela traz consigo a preocupação de que os seguidores do Mestre possam ser enganados se não permanecerem vigilantes. A palavra traduzida como "enganar" significa desviar da verdade, conduzir ao engano, desencaminhar, mentir. Diante desses significados e do que eles representam para o povo de Deus, Cristo repetiu Seu conselho mais três vezes (Mateus 24:5, 11 e 24).

A exortação de Jesus contra o engano permeia todo o Seu discurso profético e revela que o ato de desviar da verdade, de desencaminhar ou mentir é um fenômeno especialmente intenso em épocas de crise. De fato, o engano foi uma característica em evidência pouco antes da destruição de Jerusalém pelos exércitos romanos (Ver O Grande Conflito, capítulo "Predito o Destino do Mundo", p. 27 a 30), e o será novamente nos últimos dias, quando Satanás redobrará seus esforços para seduzir e enganar a igreja de Cristo.

Ao alertar Seus seguidores sobre os falsos cristos e falsos profetas, nosso Salvador tinha em vista tanto as tentativas de engano mais ou menos previsíveis, porém não menos perigosas, como aquelas mais sofisticadas, geralmente acompanhadas de sinais e prodígios e, portanto, altamente sedutoras. Em ambos os casos, porém, o objetivo do engano é sempre o mesmo: suprimir a habilidade individual de discernir entre o que é verdadeiro e o que é falso.

Tal investida, mediante a qual o parâmetro da verdade é removido da mente de quem sofre o engano, não é de modo algum algo que ocorra de forma abrupta. Trata-se de um processo lento, sutil, na maioria das vezes imperceptível. Como na fábula do sapo na panela, a ideia é que a vítima não perceba o perigo até que seja tarde demais.

O alvo dos enganos satânicos

O mundo jaz no maligno desde que o pecado se tornou parte da experiência humana. Embora a luz tenha vindo ao mundo, "os homens amaram mais as trevas do que a luz" (João 3:19). O povo de Deus constitui agora a última fronteira que Satanás pretende conquistar. E não me refiro aqui à cristandade em geral, pois esta parece já estar sob seu domínio desde que a Bíblia foi praticamente removida de sua experiência religiosa. O alvo prioritário do inimigo da verdade é a igreja remanescente de Deus. Apocalipse 12:17 diz:

Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus.

A última igreja, chamada nesse texto profético como "os restantes da sua descendência" ou "remanescente" é o maior e derradeiro alvo de Satanás nos últimos dias. A advertência de Cristo - "Vede que ninguém vos engane" -, apesar de destinada a Seus seguidores em todos os lugares e épocas, é especialmente relevante para o remanescente final.

Não por acaso, as qualidades que se espera encontrar nessa igreja constituem a proteção de seus membros contra os enganos sedutores do inimigo antes do fim da graça: a obediência irrestrita aos mandamentos de Deus e a posse do "testemunho de Jesus", ou seja, "o espírito da profecia" (Apocalipse 19:10). Mediante a graça do Salvador, Deus terá um remanescente leal que permanecerá firme pela verdade e pela justiça. Por meio de Sua Palavra e da obra regeneradora de Seu Espírito, Deus está preparando esse remanescente para estar de pé "no dia mau" (Efésios 6:13).

Sabendo disso, Satanás não descansará enquanto não puder colocar o remanescente fiel sob sua influência. Para tanto, jamais se apresentará à igreja como o dragão irado que ele realmente é, mas como um anjo de luz (II Coríntios 11:14) sempre presente às reuniões do povo de Deus, procurando ganhar para seu lado cada membro.

Se os próprios discípulos de Jesus podem ser enganados, conforme advertiu nosso Salvador, em que área o inimigo concentraria sua atenção, esperando, assim, lograr êxito contra o povo de DeusÉ possível que seu objetivo não seja inicialmente destruir a fé da igreja, mas danificá-la, sabotá-la, de modo que seus membros imaginem ser ainda seguidores de Cristo quando na verdade já pertencem a outro partido? Qual a importância das três mensagens angélicas nesse contexto?

O livro do Apocalipse responderá a essas questões em nossas próximas postagens.

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