"Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus." (Ap 14:12)

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

O que o Oscar tem em comum com o Egito

Por Scott Mayer

É o maior show business da noite, onde o mundo reconhece o mérito dos artistas mais talentosos e os homenageia com um ídolo de ouro. Normalmente, 40 milhões de pessoas assistem todos os anos a este ritual. A maioria delas é atraída pelo brilho e glamour e não percebe no que eles [os artistas] estão realmente participando.

Os prêmios da Academia nasceram logo após a formação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, em 1927. A incipiente organização realizou um jantar no Crystal Ballroom do Bitmore Hotel, no centro de Los Angeles, para definir suas metas. Entre os temas discutidos naquela noite, estava a melhor forma de homenagear as produções fílmicas mais notáveis e, assim, incentivar a excelência em todas as facetas da produção cinematográfica. O primeiro banquete foi realizado em 16 de maio de 1929, ocasião em que eles entregaram as primeiras estatuetas. Oficialmente, eles são indicados ao Academy Award of Merit. A estatueta se tornou o troféu mais aclamado no mundo, conhecido por seu apelido: Oscar.





O que é fascinante sobre o projeto da estatueta é que se trata de uma versão art déco do antigo deus egípcio Ptah (1) [ver imagem acima]. No Egito, havia dois deuses principais responsáveis pela CRIAÇÃO DE PINTURAS, ARTESÃOS E ARTISTAS. Um deles era Ptah. Os antigos escribas e escultores que criavam as melhores esculturas e pinturas dos templos recebiam do próprio Faraó uma estátua do deus Ptah. Esse ritual teria lugar em MnNfr/Mênfis no HutKaPth/Templo de Ptah. Da mesma forma, a cerimônia de premiação de Hollywood foi realizada em um templo (o Shrine Auditorium) de 1947 a 2000, e atualmente é organizada no Teatro Kodak.

O termo Oscar também remonta ao deus egípcio Osíris, o qual governava no submundo da constelação de Órion. De acordo com o texto da pirâmide, a alma do Faraó ascenderia a Órion a fim de renascer como uma ESTRELA para viver uma eternidade, mas havia um problema. A alma do Faraó teria de se transformar em um espírito para alcançar Osíris. Uma vez que o espírito alcançasse Osíris, seria imortalizado e lembrado para sempre. Penso que é um paralelo fascinante que uma pessoa tenha de ser tornar um ator (transformando seu espírito em outro) para ganhar um Oscar. Estas estrelas são, então, imortalizadas por colocar seus nomes em uma estrela de pedra na calçada da fama de Hollywood.

O que também é interessante sobre Órion é que a NASA [a agência espacial americana] descobriu que há ali uma nebulosa na qual, segundo creem, as estrelas nascem. (2) Ellen G. White escreveu sobre a segunda vinda de Cristo procedente de Órion:

Nuvens negras e densas subiam e colidiam entre si. A atmosfera abriu-se e recuou. Pudemos então olhar para cima através do espaço aberto em Órion, de onde veio a voz de Deus. - Primeiros Escritos, 41 (1851).

Portanto, temos aqui uma religião antiga olhando para o cinturão de Órion, a ciência moderna acreditando que se trata de um berçário de estrelas, e o cristianismo esperando que o advento de Cristo venha daquela direção. É possível que o diabo esteja enganando o mundo com uma mudança de foco?

Assim como Faraó era adorado como um deus que se tornava uma estrela, nossa cultura moderna adotou essa mesma prática, adorando aqueles que se tornam estrelas. A definição do dicionário Webster para culto é: respeito ou admiração profunda mediante devoção a um objeto de estima.

A Bíblia é muito clara sobre quem merece nossa adoração:

Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele servirás. (Mateus 4:10)

Cuidado com a idolatria.

Acautelai-vos cuidadosamente de vós mesmos, pois não vistes nenhuma aparência quando o Senhor vos falou em Horebe, no meio do fogo, para que não vos corrompais e façais para si imagem esculpida na forma de qualquer figura: à semelhança de homem ou mulher, à semelhança de qualquer animal que há na terra ou à semelhança de qualquer ave que voe pelos céus; à semelhança de qualquer coisa que se arraste sobre a terra ou à semelhança de qualquer peixe que há nas águas debaixo da terra. E guardai-vos, para que não levanteis os olhos ao céu, e quando vires o sol, a lua e as estrelas, todo o exército dos céus, não vos sintais tentados a adorá-los e servi-los... (Deuteronômio 4:15-19)

O diabo não mudou seus métodos... Apenas suas táticas. O que funcionou no mundo antigo para levar as pessoas a adorar as estrelas, hoje tomou uma forma moderna, mas ainda se trata da mesma adoração. Mesmo aqueles na indústria estão cientes dessa relação. Por exemplo, na entrega do Emmy 2006 (outra cerimônia de premiação semelhante ao Oscar), Stephen Colbert e Jon Stewart estavam apresentando o prêmio de "Melhor Reality Show" quando, de repente, Colbert deixou escapar: "ajoelhem-se diante de seu deus Babilônia..." (3), como que fazendo piada sobre como as pessoas agora podem adorar as "estrelas da realidade", da mesma forma que os atores do cinema são adorados. Quando a comediante Kathy Griffin ganhou um prêmio Emmy, ela declarou em seu discurso de agradecimento que "este prêmio é o meu deus agora". (4) O presidente da Academy Awards, Hawk Kock, agradeceu aos "deuses do Oscar" em uma entrevista por poder selecionar grandes filmes. (5)

Não seja seduzido a assistir à cerimônia de adoração do mundo este ano. O único que merece a nossa adoração é o Deus do Céu, e somente Ele. Para saber mais, basta digitar "oscars" e "ptah" no Google e ler os artigos você mesmo.


1. http://www.britannica.com/EBchecked/topic/481879/Ptah

2. http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/image_feature_2442.html

3. http://www.youtube.com/watch?v=AGi8jSGpr5U

4. http://youtube.com/watch?v=RP-6NAe3aws

5. https://www.youtube.com/watch?v=seUwKmp-Q9I


Publicado originalmente em: Little Light Studios

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