"Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus." (Ap 14:12)

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Intolerância religiosa na América

Falar como dragão é uma característica futura da besta apocalíptica semelhante a um cordeiro (Apocalipse 13:11). Um olhar cuidadoso dos primórdios da história americana revela, porém, que este país aderiu muito cedo a esse discurso.

Embora uma parte dos colonos que chegaram à América tivesse fugido da intolerância religiosa e se considerasse distinta dos europeus, cuja política refletia uma infidelidade aos princípios cristãos, muitos deles não eram menos intolerantes. Desejavam liberdade religiosa para si, não necessariamente para os outros.

Esse exclusivismo era uma evidência de que estes pioneiros ainda preservavam aquela mentalidade milenar que manchou a história europeia com sangue inocente e que fora justamente a causa de sua partida do Velho Mundo.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Aparência de cordeiro e voz de dragão

Pode parecer surpreendente, à primeira vista, que um poder com aparência de cordeiro possa um dia falar como dragão. Mas é exatamente isto o que a profecia declara sobre a segunda besta de Apocalipse 13, cujas características peculiares nos permitem identificá-la com os Estados Unidos da América.

Um governo fala por meio de suas leis e políticas. Quando uma nação fala como dragão significa que ela adota leis e políticas que refletem o caráter dessa entidade. É evidente que a mera forma de governo não é uma garantia contra a opressão e o despotismo.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

A besta que emergiu da terra

Apesar da relevância dos eventos históricos que favoreceram o papado, a cura completa da "ferida de morte" está condicionada ao papel preponderante de outro poder que surge no cenário profético. Este poder é representado pela figura de uma besta que sobe da terra:

"Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão. Exerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença. Faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada." (Apocalipse 13:11-12)

sábado, 5 de dezembro de 2015

Uma nova ameaça à consciência

O golpe desferido contra o papado em 1798 não representou seu aniquilamento.

Em Apocalipse 13:3, João observa na visão que apenas uma das cabeças da besta marítima havia sido ferida de morte, e assinala que essa "ferida mortal foi curada e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta".

A sentença profética testifica de modo notável que o papado voltaria a ocupar um lugar preeminente entre as nações.

Os anos posteriores à Revolução Francesa veriam uma revitalização progressiva do poder papal em cumprimento da profecia.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Seguindo a Deus de perto

Por A.W. Tozer

A minha alma apega-se a ti; a tua destra me ampara (Salmo 63:8)

O evangelho nos ensina a doutrina da graça preveniente [ou precedente], que significa simplesmente que, antes de um homem poder buscar a Deus, Deus tem que buscá-lo primeiro.

Para o que o pecador tenha uma ideia correta a respeito de Deus, deve receber antes um toque esclarecedor em seu íntimo; que, mesmo que seja imperfeito, não deixa de ser verdadeiro, e é o que desperta nele essa fome espiritual que o leva à oração e à busca.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Calculando o número da besta

O Antigo Testamento registra um total de seis ocorrências em que o número 6 é significativamente posto em evidência (sobre isso, clique aqui). Essas ocorrências revelam pelo menos quatro características associadas ao número que nos ajudam a estabelecer, à luz da palavra profética, o perfil completo do poder ao qual se refere:

a) No desafio de Lúcifer a Deus: Exaltação própria e rebelião (Isaías 14:13-14).

b) Na construção da torre de Babel: Incredulidade e desobediência (Gênesis 11:3-4).

c) Na imagem de Nabucodonosor, na função da orquestra real e na devoção de Belsazar aos seus diferentes deuses: Falsa adoração (Daniel 3:1, 5; 5:4).

d) No poder babilônico representado pela "árvore": Orgulho e autossuficiência (Daniel 4:10, 11, 14, 20, 23 e 26).

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

O número místico 666 - Introdução

Tanto quanto o nome e a marca, o número da besta representa um sistema ou instituição humana simbolizado pela besta e sua imagem (Apocalipse 13:15-18), e não necessariamente um homem no sentido literal. Interpretar a expressão "número de um homem" (verso 18) sem levar isso em consideração é ignorar o verdadeiro sentido do texto e de toda a mensagem profética relacionada a ele.

A frase "número do seu nome" (verso 17) indica claramente que o número místico "seiscentos e sessenta e seis" está intimamente relacionado ao nome do poder mediante o qual a marca da besta é imposta, isto é, "Babilônia, a grande" (Apocalipse 17:5), título que representa uma organização humana.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Uma história para não esquecer

"Os que se esquecem do passado estão condenados a repeti-lo". Esta famosa frase é particularmente verdadeira no que se refere à história eclesiástica. Ao nos lançarmos à tarefa de compreender o significado bíblico e os antecedentes históricos da marca da besta, somos também desafiados a refletir sobre nossa própria condição como povo de Deus hoje.

A apostasia é uma ameaça constante para todos aqueles que desejam seguir a Cristo e cumprir Sua vontade. No nível institucional, trata-se de um fenômeno que, passo a passo, corrói a identidade da igreja de Deus e, consequentemente, compromete sua missão no mundo. Não há perigo maior contra o qual necessitamos estar alertas.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

O fim (transitório) de uma era trágica

Por mais razoáveis que parecessem aos cristãos os motivos para a escolha do domingo como o dia do Senhor, a adoção dessa prática implicou uma trágica identificação com as ideias e a mentalidade pagãs expressas no dies solis.

O conceito romano de religião implicava um dever civil em que a lealdade aos deuses se confundia com a lealdade ao império. A religião era considerada um contrato entre os deuses e o Estado, e as responsabilidades religiosas do cidadão eram definidas pela autoridade pública. Infringir essas obrigações significava desobedecer às leis civis, e, portanto, incorrer na pena correspondente determinada pelo Estado.

Tal conceito era incapaz de abranger as verdadeiras necessidades humanas, pois estava circunscrito aos interesses de um Estado teocrático onde o indivíduo só possuía algum valor na qualidade de cidadão. Quando a igreja cristã associou-se ao paganismo, absorveu muito dessa mentalidade e estrutura, o que se refletiu mais tarde na rigidez de sua política. A imposição cristã do descanso dominical é o exemplo mais significativo desse fenômeno.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

A intolerância religiosa e o domingo

O período profético de supremacia papal iniciado em 538 d.C. foi palco de rigorosas sanções civis e eclesiásticas dirigidas contra os violadores da observância do domingo, visto ser este o sinal mais visível do poder e autoridade da Igreja.

"Entre as principais causas que levaram a igreja verdadeira a separar-se de Roma", escreve Ellen G. White, "estava o ódio desta ao sábado bíblico. Conforme fora predito pela profecia, o poder papal lançou a verdade por terra. A lei de Deus foi lançada ao pó, enquanto se exaltavam as tradições e costumes dos homens. As igrejas que estavam sob o governo do papado, foram logo compelidas a honrar o domingo como dia santo. No meio do erro e superstição que prevaleciam, muitos, mesmo dentre o verdadeiro povo de Deus, ficaram tão desorientados que ao mesmo tempo em que observavam o sábado, afastavam-se do trabalho também no domingo. Isso, porém, não satisfazia aos chefes papais. Exigiam não somente que fosse santificado o domingo, mas que o sábado fosse profanado; e com a mais violenta linguagem denunciavam os que ousavam honrá-lo. Era unicamente fugindo ao poder de Roma que alguém poderia em paz obedecer à lei de Deus." (1)

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Antecedentes históricos das leis dominicais

"Pelo que o direito se retirou, e a justiça se pôs de longe; porque a verdade anda tropeçando pelas praças, e a retidão não pode entrar. Sim, a verdade sumiu, e quem se desvia do mal é tratado como presa. O Senhor viu isso e desaprovou o não haver justiça." (Isaías 59:14-15)

O ato de substituir os estatutos divinos de liberdade e justiça por leis que refletem os desígnios egoístas do homem resulta inevitavelmente em intolerância, opressão e violência.

Ellen G. White observa que "o acesso da Igreja de Roma ao poder assinalou o início da escura Idade Média. Aumentando o seu poderio, mais se adensavam as trevas. De Cristo, o verdadeiro fundamento, transferiu-se a fé para o papa de Roma. Em vez de confiar no Filho de Deus para o perdão dos pecados e para a salvação eterna, o povo olhava para os sacerdotes e prelados a quem delegava autoridade. Ensinava-se-lhe ser o papa seu mediador terrestre, e que ninguém poderia aproximar-se de Deus senão por seu intermédio; e mais ainda, que ele ficava para eles em lugar de Deus e deveria, portanto, ser implicitamente obedecido. Esquivar-se de suas disposições era motivo suficiente para se infligir a mais severa punição ao corpo e alma dos delinquentes. Assim, a mente do povo desviava-se de Deus para homens falíveis e cruéis, e mais ainda, para o próprio príncipe das trevas que por meio deles exercia o seu poder. O pecado se disfarça sob o manto de santidade. Quando as Escrituras são suprimidas e o homem vem a considerar-se supremo, só podemos esperar fraudes, engano e aviltante iniquidade. Com a elevação das leis e tradições humanas, tornou-se manifesta a corrupção que sempre resulta de se pôr de lado a lei de Deus." (1)

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

A marca da besta: um sinal de opressão

A marca da besta representa o poder e autoridade do anticristo, o qual não apenas se opõe a Cristo, mas também pretende ocupar o Seu lugar, assumindo para si prerrogativas exclusivamente divinas (Daniel 8:25; 11:36-37; II Tessalonicenses 2:3-4).

A mais evidente demonstração de tamanha insolência diz respeito à mudança introduzida na lei de Deus, especificamente no quarto mandamento, em que o sábado do Senhor foi substituído pelo domingo como dia de descanso (Daniel 7:25).

Em meus posts anteriores foram apresentadas amplas evidências de que essa alteração carece de embasamento bíblico e histórico, sendo justificada somente pela tradição que a Igreja reivindica como superior à autoridade das Escrituras.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Origens da observância do domingo (2)

Apesar da combinação de fatores que favoreceu a observância do domingo em detrimento do sábado, a santificação deste último não deixou de ser observada.

As Constituições Apostólicas, obra apócrifa do final do século IV, revelam que ambos os dias eram observados. (1)

A guarda do domingo, porém, foi gradualmente suplantando o sábado até que o papado fosse capaz de suprimi-lo de vez do cristianismo.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Origens da observância do domingo (1)

A adoção do domingo em lugar do sábado como dia santo é, como todas as demais invenções católico-romanas, produto das influências pagãs que comprometeram a identidade da igreja e minaram sua força.

Refiro-me aqui à sua força espiritual, não institucional, pois durante a triste fase de transição entre o cristianismo primitivo - com valores e práticas que definiam a religião cristã como uma força viva e transformadora, orientada e dirigida pelo Espírito Santo - e a religião popular - politicamente correta -, a Igreja crescera substancialmente em todo o império romano, o que aparentemente operava em seu favor.

Mas a Igreja que conquistara Roma se alimentara também do solo que conquistou, e doutrinas e ritos estranhos ao cristianismo primitivo logo encontraram lugar proeminente entre uma multidão de cristãos professos.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Por que o domingo não é o dia do Senhor?

"Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens. E disse-lhes ainda: Jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa própria tradição." (Marcos 7:8-9)

O atual Catecismo da Igreja Católica se refere ao "Dia do Senhor" com estas palavras:

"Por tradição apostólica, que remonta ao próprio dia da ressurreição de Cristo, a Igreja celebra o mistério pascal todos os oito dias, no dia que bem se denomina dia do Senhor ou Domingo... "O dia do Senhor, o dia da ressurreição, o dia dos cristãos é o nosso dia. Chama-se dia do Senhor por isso mesmo: porque foi nesse dia que o Senhor subiu vitorioso para junto do Pai. Se os pagãos lhe chamam dia do Sol, também nós, de bom grado o confessamos: porque hoje se ergueu a luz do mundo, hoje apareceu o sol da justiça, cujos raios nos trazem a salvação." (1)

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Lord's Day Alliance: O domingo, marca da unidade dos cristãos

Não há dúvida de que existe um crescente clamor pela santificação universal do domingo como o dia do Senhor. O papa Francisco tem trabalhado incansavelmente nesse sentido, mas ele não é o único.

A Lord's Day Alliance, uma organização americana cuja missão declarada é restaurar o domingo como um dia de renovação espiritual e pessoal, publicou em seu site em abril deste ano (2015) um artigo intitulado "Sunday as a Mark of Christian Unity", cuja tradução segue abaixo:

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

A mudança nos tempos e na lei

Cumulando-se de prerrogativas divinas, não admira que a Igreja Católica e o papado tenham premeditado uma mudança nos tempos e na lei de Deus, cumprindo o que fora predito por meio do profeta Daniel: "... e cuidará em mudar os tempos e a lei" (Daniel 7:25, comparar com Apocalipse 12:17).

O "chifre pequeno" pretende exercer o direito divino de mudar os tempos, isto é, dirigir o curso da história humana segundo lhe apraz, mas apenas Deus possui esta prerrogativa, pois "é ele quem muda os tempos e as estações, remove reis e estabelece reis" (Daniel 2:21, ver também Atos 17:26; Provérbios 8:15-16).

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

A série "Jogos Vorazes" e a hermenêutica invertida

Em um artigo anterior (clique aqui), observamos que, no Apocalipse, o uso da palavra "Babilônia" indica, a princípio, um esforço coordenado nos últimos dias para reconstruir simbolicamente aquilo que Babel representou no passado.

É como se o Apocalipse antecipasse, além das instituições apóstatas identificadas como Babilônia, um renascimento do próprio paganismo pouco antes da volta de Jesus.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

O sinal de pretensa autoridade do anticristo

A franca e solene advertência de nosso Senhor na terceira mensagem angélica contém uma condenação que é dirigida contra aqueles que rejeitaram o apelo do primeiro anjo e decidiram adorar "a besta e a sua imagem", recebendo "na fronte ou sobre a mão" sua marca ou sinal.

Ver-se-á que essa impressão, selo ou marca, a exemplo do selo de Deus, não é algo visível, nem é aplicado literalmente, como um chip de computador, código de barras ou coisa semelhante, mas é um símbolo que identifica o portador como leal aos poderes representados pela besta e sua imagem.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Os 144.000 selados

"Então, ouvi o número dos que foram selados, que era cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel." (Apocalipse 7:4)

Sobre os que recebem a marca da aprovação divina, podemos afirmar com base no texto sagrado que:


1. Eles são servos de Deus.
2. São selados na fronte.
3. Seu número é de 144.000
4. Pertencem às tribos dos filhos de Israel.

sábado, 24 de outubro de 2015

O sábado como sinal entre Deus e Seu povo

Na experiência do Novo Concerto toda a lei de Deus é inscrita no coração dos crentes pela fé em Jesus (Jeremias 31:31-33; Hebreus 8:10; 10:16).

O mandamento do sábado não constitui exceção.

A observância deste dia santo é um reconhecimento sobre quem é Deus, quem somos nós e o que Deus fez em nosso favor por meio de Seu Filho.

A dimensão redentora e universal do sábado

Além de memorial perpétuo da criação (Êxodo 20:11), o sábado é um sinal do poder de Cristo para nos redimir do pecado e nos restaurar à Sua imagem. O profeta Isaías se refere a essa relação ao declarar:

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

O selo de Deus

Contemplando em visão uma série de acontecimentos que assinalam o início do fim e o iminente Dia do Senhor, o apóstolo João descreve o momento em que os ímpios, de diferentes classes e origens, reagem com horror e espanto à volta de Jesus.

A impressão é que ninguém sobreviverá a esse grandioso evento, e por isso os ímpios perguntam em angústia e desespero: "Quem poderá subsistir?" (Apocalipse 6:12-17, comparar com Isaías 2:20-21; 13:6-8; Joel 2:1 e 11; Sofonias 1:14).

Uma cena impressionante

A resposta à pergunta crucial dos ímpios está em Apocalipse 7: apenas os que foram selados antes do grande Dia do Senhor poderão subsistir ou permanecer de pé quando Ele retornar:

terça-feira, 20 de outubro de 2015

A TERCEIRA MENSAGEM ANGÉLICA

"Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz: Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, no cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro. A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome. Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus." (Apocalipse 14:9-12)

domingo, 18 de outubro de 2015

Christianity Today: Como os pastores protestantes veem o papa

Uma pesquisa divulgada recentemente no site da revista Christianity Today revelou a opinião de pastores protestantes sobre o papa.

Com o sugestivo título "From Antichrist to Brother in Christ: How Protestant Pastors View to Pope" (De Anticristo para Irmão em Cristo: Como os Pastores Protestantes veem o Papa), o texto revela algumas conclusões bastante significativas do estudo que ouviu 1.000 pastores protestantes nos EUA.

Segue abaixo o texto traduzido:

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

A segunda mensagem angélica - Conclusão

As advertências de Deus são uma visível demonstração de Seu profundo amor e interesse por cada um de nós.

Ninguém tem maior preocupação com nosso bem estar presente e futuro do que Jesus Cristo.

A mensagem do segundo anjo é uma advertência de alcance mundial, e se refere a todos aqueles que não atenderam ao apelo do primeiro anjo (Apocalipse 14:7).

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

A queda de Babilônia: um fim inevitável

Rebelião contra o governo de Deus constitui o fundamento de todo projeto para uma nova ordem mundial.

A construção de Babel e sua torre (Gênesis 11:1-4), a primeira manifestação nesse sentido depois do dilúvio, era o reflexo de um movimento em que a maioria agiu em desobediência às instruções de Deus, de que deviam espalhar-se por toda a Terra (Gênesis 9:7).

A decisão de edificar Babel na planície de Sinar de modo que figurasse como futura capital de um império universal era um claro desafio à autoridade de Deus.

Além de proteção para que seus habitantes não fossem dispersos, conforme acreditavam, a cidade e a torre foram concebidas em homenagem aos seus construtores e aos deuses a quem serviam.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Babilônia: um poder perseguidor

"Então vi a mulher embriagada com o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus; e, quando a vi, admirei-me com grande espanto." (Apocalipse 17:6)

A perda do "primeiro amor" (Apocalipse 2:4) privou a igreja não somente da pureza doutrinária, mas também de seus elevados princípios morais.

A simplicidade e abnegação requeridas pelo evangelho logo cederam lugar ao formalismo, à popularidade e ao poder pessoal.

A igreja, outrora iluminada e dirigida pela operação invisível do Espírito Santo, converteu-se gradualmente em um autoritarismo eclesiástico mediante o qual o bispo governava a igreja em vez de servi-la.

Desenvolveu-se, assim, uma hierarquia eclesiástica que acabou favorecendo a preeminência do bispo de Roma sobre todas as demais igrejas, e a quem cada membro estava pessoalmente subordinado em matéria de salvação e doutrina.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Predita uma grande apostasia mundial

A mulher que representa Roma papal (sobre isso, clique aqui) não se encontra sozinha no mundo, como claramente revela a frase inscrita em sua fronte (Apocalipse 17:5).

Pelo que foi visto sobre a identidade e o caráter da mãe, pode-se concluir que as filhas partilham da mesma natureza, ou seja, também se prostituíram com falsos ensinos.

Toda igreja que abandona o "primeiro amor" (Apocalipse 2:4) para seguir um caminho que Deus não determinou adultera espiritualmente.

A atitude dessas igrejas lembra muito a atitude de certas mulheres de Jerusalém durante os períodos de crise da nação:

"Sete mulheres, naquele dia, lançarão mão de um homem, dizendo: Nós mesmas do nosso próprio pão nos sustentaremos e do que é nosso nos vestiremos; tão-somente queremos ser chamadas pelo teu nome; tira o nosso opróbrio." (Isaías 4:1)

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Babilônia: a grande meretriz (2)

A igreja cristã primitiva era uma comunidade singular em virtude da operação invisível do Espírito Santo.

Desde o início, Deus havia planejado que Sua igreja fosse um instrumento para a salvação dos homens, e Cristo prometera dotá-la com poder para que cumprisse essa santa vocação (Atos 1:8).

A promessa, porém, não tinha em vista o mais poderoso anjo do Céu, nem mesmo uma legião de anjos celestiais, mas a terceira Pessoa da Trindade, o Espírito Santo!

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Babilônia: a grande meretriz (1)

Se a igreja verdadeira guarda os mandamentos de Deus e a fé em Jesus, como de fato comprovam as Escrituras (Apocalipse 14:12), está claro que Babilônia mística assume uma atitude completamente oposta.

Sobre esse poder, é dito que "tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição" (Apocalipse 14:8). Afirma-se, também, que esse vinho espúrio é dado num "cálice de ouro" (17:4).

Apesar das aparências, o vinho de Babilônia opõe-se claramente ao puro suco de uva que Cristo ofereceu aos discípulos no cálice da comunhão, símbolo da "nova aliança no meu sangue" (I Coríntios 11:25).

sábado, 26 de setembro de 2015

O remanescente de Deus e Babilônia

Por suas características, a Babilônia apocalíptica é também um fenômeno de dimensões institucionais. Isto significa que haverá nos últimos dias corporações religiosas e políticas que, devido à sua natureza, cumprirão as especificações proféticas concernentes à Babilônia.

Como saber, porém, que tipo de instituição acha-se representada por esta Babilônia moderna? Seriam todas as atuais corporações religiosas emanações desse poder que desafia a autoridade de Deus?

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

A reconstrução simbólica de Babilônia nos últimos dias

A Babilônia mencionada no Apocalipse é um fenômeno dos últimos tempos. Ela é referida seis vezes no último livro da Bíblia em conexão com os juízos retribuidores de Deus (as sete pragas) e a volta de Jesus.

A palavra "Babilônia" não foi escolhida pela Providência por mero capricho.

Há uma analogia entre essa Babilônia de caráter escatológico e a antiga Babilônia.

Assim como esta última foi inimiga de Deus, de Sua verdade e de Seu povo, aquela apresentará uma disposição semelhante.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

O anúncio da queda de Babilônia

O segundo anjo se une ao primeiro na proclamação do evangelho eterno, expandindo e ampliando o significado da mensagem original.

Como as muitas advertências e apelos decisivos encontrados nas Escrituras (Gênesis 6:3; Deuteronômio 30:15-20; I Reis 18:21; Oséias 14:9; Amós 5:14; Jonas 1:1-2, etc.), a mensagem do segundo anjo consiste de um solene aviso motivado pelo amor e pela misericórdia de Deus.

Trata-se, porém, de uma advertência final relacionada aos últimos dias e que tem em vista os que não atenderam a mensagem do primeiro anjo. Esse derradeiro aviso denuncia a iniquidade de um falso sistema religioso - a antítese do evangelho eterno - e nos exorta a não sermos cúmplices de seus crimes (Apocalipse 18:4).

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

A SEGUNDA MENSAGEM ANGÉLICA

Seguiu-se outro anjo, o segundo, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição. (Apocalipse 14:8)

O primeiro anjo é seguido por um segundo anjo que anuncia a queda moral de um conjunto de poderes representados pela figura de Babilônia. Originalmente derivado de Babel, cujo significado bíblico é "confusão", o nome Babilônia é apropriadamente empregado no Apocalipse para representar os diversos e contraditórios sistemas religiosos que se afastaram dos marcos fundamentais da verdade, não obstante sua confissão de fé em Jesus.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

A primeira mensagem angélica - Conclusão

A abertura do evangelho eterno na mensagem do primeiro anjo não poderia ser diferente. Ela chama a nossa atenção para Deus, exatamente como faz toda Escritura; não para um conceito vago sobre Deus, mas para um Deus real, pessoal, Criador de todas as coisas, Redentor e Juiz, que apresenta à geração que vive nos derradeiros e culminantes momentos da história uma mensagem singular e objetiva:

Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas. (Apocalipse 14:7)

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

O contraste entre a verdadeira e a falsa adoração (4)

George E. Rice observa que os mileritas da Igreja Metodista partilhavam da aceitação de Wesley das experiências emocionais durante a adoração. De modo que as primeiras reuniões adventistas reproduziram o entusiasmo do metodismo, caracterizando-se por um coro de améns fervorosos e brados de louvor a Deus.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

O contraste entre a verdadeira e a falsa adoração (3)

O quadro do mundo religioso nos últimos dias foi antecipado por Paulo em sua segunda carta a Timóteo. Usando como referência sua própria realidade, ele descreve as tentações e perigos a que estariam expostos os cristãos durante esse tempo.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

O contraste entre a verdadeira e a falsa adoração (2)

Satanás bem sabe que a experiência real de adoração "em espírito e em verdade" (sobre isso, clique aqui) resultará, enfim, num avivamento religioso sem precedentes (ver Joel 2:23, 28-29; Atos 1:8). Afinal, o povo que persevera em guardar os mandamentos de Deus e a fé em Jesus possui essas qualidades em virtude de uma resposta positiva e adequada ao evangelho eterno. Não há dúvida de que o inimigo da verdade empregará todos os meios possíveis para confundir e desviar as pessoas da experiência bíblica de adoração e reavivamento, introduzindo em seu lugar uma contrafação.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

O contraste entre a verdadeira e a falsa adoração (1)


Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade. (João 4:23-24)

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

A dimensão evangélica do sábado

Além de um repouso essencial para o bem-estar da humanidade, em que seus interesses próprios e ocupações são substituídos pela ampla apreciação das obras de Deus e na meditação de Seu poder e bondade, a observância do sábado guarda íntima ligação com nossa redenção.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

O sábado: base da verdadeira adoração


O sábado é uma verdade essencial dentro do apelo do primeiro anjo para adorar a Deus (Apocalipse 14:7), pois oferece o fundamento e as razões para a verdadeira adoração (Êxodo 20:8-11). Embora devamos celebrar a bondade e a misericórdia de Deus todos os dias da semana, a experiência da adoração encontra no sábado a mais ampla, completa e significativa expressão.

sábado, 29 de agosto de 2015

O apelo para adorar o Criador

... e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas. (Apocalipse 14:7)
Um dos temas mais desenvolvidos na Bíblia, especialmente no livro do Apocalipse, é a distinção feita por Deus entre o verdadeiro e o falso, o santo e o comum. Neste contexto, destacam-se o conflito e o contraste entre o verdadeiro e o falso culto (Mateus 24:24; João 4:23-24).

Esse conflito se intensifica e atinge seu clímax pouco antes do retorno de Cristo, quando Satanás redobrará seus esforços no sentido de confundir as pessoas no que tange à adoração (Apocalipse 13:4, 8, 11-18; 16:13-14).

O apelo final do primeiro anjo para adorar a Deus como o Criador (Apocalipse 14:7) visa desviar nossa atenção de toda forma de culto ou filosofia que pretenda substituí-lO pela devoção à criatura, e conduzir-nos de volta ao pleno significado da vida expresso na verdadeira adoração a Deus.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

O tempo mais solene da história


A profecia messiânica das setenta semanas revela a única esperança para um mundo caído, afligido pelo pecado, a esperança de que a tragédia humana terá um fim.

Por meio de Jesus Cristo, temos a certeza da parte de Deus de que a experiência humana pode ser exatamente aquilo que Ele planejou que fosse; uma experiência de alegria e felicidade plenas por tempo indeterminado.

Qualquer pessoa que venha a Cristo em fé e submissão pode apresentar-se diante de Deus como se nunca houvesse pecado, e, portanto, ser aprovado diante do tribunal divino (Apocalipse 3:5).

terça-feira, 18 de agosto de 2015

As setenta semanas e o juízo

Daniel 9 começa com uma das orações mais expressivas da Bíblia, uma oração em que o profeta se identifica com o seu povo pecaminoso e roga fervorosamente a Deus para perdoá-los e abençoá-los. Não é pela nobreza de seu caráter que Daniel age assim, em profunda contrição por si mesmo e pelos seus concidadãos, mas pelo reconhecimento sincero de que sem a misericórdia e o perdão de Deus não há qualquer esperança para o homem.

Por isso, na oração de Daniel não existe qualquer tentativa de desculpar ou esconder o pecado. A variedade de termos presentes que denotam os diferentes tipos de pecado e de rebelião é uma demonstração vívida de que a confissão de Daniel apresenta as coisas como elas são realmente, sem a intenção de abrandá-las ou minimizá-las. Sua oração é uma lembrança permanente do quanto necessitamos da misericórdia e da graça, como são reveladas na cruz.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Profecias que revelam a hora do juízo - Daniel 8

As visões de Daniel são paralelas a muitas das visões relatadas por João no Apocalipse. O conjunto dessas visões descreve em cores muito vivas o desenvolvimento da história da redenção, do grande conflito entre Cristo e as forças do mal. Cada visão apresenta os eventos dentro de uma perspectiva histórica, numa sequência definida que conduz o observador para o tempo do fim - um tempo marcado pelo início de um juízo no Céu, o qual resultará no triunfo de Deus e na redenção final de Seu povo.

Por esta razão, os livros de Daniel e Apocalipse são altamente significativos para o povo de Deus hoje, sendo uma fonte de inspiração e encorajamento diante dos desafios que estão à nossa frente. Seu objetivo último não é a catástrofe e a destruição, mas a redenção e a restauração de tudo o que foi danificado pelo pecado.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Profecias que revelam a hora do juízo - Daniel 7

Se quisermos obter boa parte da informação disponível no livro de Daniel sobre o juízo investigativo e ainda estabelecer o fato de que este solene acontecimento ocorre antes da segunda vinda de Cristo, devemos concentrar nossa atenção primeiramente no capítulo 7. A visão relatada aqui pode ser dividida em três partes:

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Profecias que revelam a hora do juízo - Introdução

Salvação e juízo são eventos complementares dentro do programa divino de redenção, pois são reflexos dos atributos de misericórdia e justiça presentes no caráter de Deus. A cruz é a manifestação visível desses atributos. Nela encontramos a expressão divina de amor e graça e de juízo sobre o pecado (João 12:31-33). Na cruz, amor, justiça e juízo permanecem inseparáveis.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

O padrão do juizo e a responsabilidade moral

O caráter de cada indivíduo será avaliado segundo as obras registradas nos livros do Céu (Daniel 7:9-10) e conforme o padrão divino de conduta (Tiago 2:12). As Escrituras frequentemente mencionam os livros de registros de Deus (Êxodo 32:32-33; Salmo 69:28; Jeremias 17:1; Daniel 12:1; Malaquias 3:16; Lucas 10:20; Apocalipse 3:5; 20:12). Esses livros celestiais, cujo conteúdo revela todos os detalhes da vida do homem e sua obra, constituem grande parte das evidências diante do tribunal divino. A lei de Deus, por sua vez, estabelece o padrão moral através do qual Deus julga. Tanto o ímpio com a sua impiedade quanto o justo com a sua bondade serão levados a juízo.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Cristo, nosso Juiz

O antigo santuário hebreu era muito mais do que um local de culto. Por meio de sua estrutura e serviços, os israelitas tinham acesso ao método divino de redenção que viria por meio de Jesus Cristo. Todos os serviços típicos do santuário terrestre centralizavam-se em Jesus e revelavam de maneira extraordinariamente intensa as diferentes funções cumpridas pelo Salvador dentro do programa divino de redenção:

sábado, 25 de julho de 2015

O Dia da Expiação e o juízo

Terminamos nosso último post (clique aqui para ler) mencionando os dois tipos de serviços realizados no antigo santuário hebreu: os serviços diários, ministrados pelos sacerdotes no átrio e no primeiro compartimento do tabernáculo, chamado o Santo Lugar, e que consistiam nos sacrifícios da manhã e da tarde (Êxodo 29:38-39; Números 28:3-4); e a cerimônia anual, que ocorria no segundo compartimento do tabernáculo, chamado Santo dos Santos ou Santíssimo, e ao qual somente o sumo sacerdote tinha acesso, uma vez por ano (Levítico 23:26-32; 16).

Ao compreender o significado e a dimensão espiritual de cada um desses serviços sagrados, esperamos compreender a natureza e a plena significação do juízo pré-advento anunciado pelo primeiro anjo em Apocalipse 14:7.

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