"Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus." (Ap 14:12)

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

A marca da besta: um sinal de opressão

A marca da besta representa o poder e autoridade do anticristo, o qual não apenas se opõe a Cristo, mas também pretende ocupar o Seu lugar, assumindo para si prerrogativas exclusivamente divinas (Daniel 8:25; 11:36-37; II Tessalonicenses 2:3-4).

A mais evidente demonstração de tamanha insolência diz respeito à mudança introduzida na lei de Deus, especificamente no quarto mandamento, em que o sábado do Senhor foi substituído pelo domingo como dia de descanso (Daniel 7:25).

Em meus posts anteriores foram apresentadas amplas evidências de que essa alteração carece de embasamento bíblico e histórico, sendo justificada somente pela tradição que a Igreja reivindica como superior à autoridade das Escrituras.


Com efeito, a marca da besta constitui a marca da rebelião contra a autoridade e o governo de Deus, conforme expressos em Sua santa lei. Em contraste com a reforma espiritual proposta por Cristo em seu último grande apelo (Apocalipse 14:6-12), a Babilônia religiosa representa um movimento que conduz o mundo em direção à ilegalidade e à injustiça ao enaltecer leis e tradições de origem humana.

Ora, um poder religioso que se vale da tradição humana e que assume ilegalmente o direito divino não pode legitimar-se perante o mundo sem o apoio do poder civil. É por isso que a lógica por trás da mudança na lei de Deus e da aquiescência geral requer a união desses poderes, sem a qual o reconhecimento não será possível.

Em uma sociedade que ainda é, em grande medida, livre e democrática, o domingo tem sido exaltado como a solução para uma variedade de problemas humanos (veja um exemplo aqui). Ao mesmo tempo, e em resposta a essas necessidades, há uma crescente reivindicação da Igreja pelo reconhecimento público do descanso dominical, como na seguinte declaração de João Paulo II, em sua carta Dies Domini (#67, último parágrafo):

Por isso, é natural que os cristãos se esforcem para que, também nas circunstâncias específicas de nosso tempo, a legislação civil tenha em conta o seu dever de santificar o domingo. Em todo o caso, têm a obrigação de consciência de organizar o descanso dominical de forma que lhes seja possível participar na Eucaristia, abstendo-se dos trabalhos e negócios incompatíveis com a santificação do dia do Senhor...

Juntem-se a isso as ameaças de que são alvo a Primeira Emenda da Constituição americana. Recentemente, o senador republicano Orrin Hatch, em declarações proferidas no salão do Senado dos Estados Unidos, criticou o conceito de separação entre Igreja e Estado, alegando, entre outras coisas, o seguinte:

A doutrina errônea do muro de separação tem diminuído o papel da religião no discurso público, alimentando a visão de que a religião é um assunto privado em vez de um preceito fundamental da sociedade civil americana.

Esse conjunto de tendências preocupantes anuncia a aurora de um novo mundo - um mundo em que o domingo será não só o sinal efetivo da autoridade que efetuou a mudança, como também a marca da opressão contra todos aqueles que desejarem servir a Deus segundo os ditames de sua própria consciência.

Neste sentido, o testemunho da história tem ainda muito que nos ensinar.

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